Vídeos violentos

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Todos os dias recebo videos de animais sendo mortos ou torturados. Acordar e se deparar com um vídeo desses estraga meu dia.

Não sei o que as pessoas que enviam vídeos deste teor acham de bom nisso ou de produtivo. Será que pensam que eu ficando indignado ajudará em alguma coisa???

Dizem que é para chegar até as autoridades para que sejam punidos. Então envia o vídeo direto para eles, pô!!!

Mas o que eu acho mesmo é que eles esperam um linchamento dos autores em praça pública para vingar a barbárie, combater a violência com mais violência. Na verdade, quem pensa assim não está muito longe do assassino ou torturador de animais.

Todos temos uma centelha de ódio pronta para virar uma chama, basta alguém assoprar e nos tornamos tão cruéis quanto qualquer assassino de animais. Mas quem realmente ama animais não propaga a antiga Lei de Talião “olho por olho, dente por dente” ou qualquer tipo de violência.

Muitos desses vídeos foram tirados de páginas de horror. Alguns tem mais de um ano e alguns dos participantes destes já foram punidos. O que grande parte das pessoas que compartilham esses vídeos gosta é de sensacionalismo.

A violência contra animais aumentou muito, mas, na verdade, ela sempre esteve ai o que aconteceu é que as redes sociais a tornou pública.

O que aprendi é que o amor sim deve ser semeado, cultivado e compartilhado. Já o ódio deve ser exterminado. Não deixe brotar no seu coração essa semente de ódio.

Por favor, não compartilhem esses videos comigo.

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Poderia ser cômico, mas foi trágico!

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A tempos estou para contar este episódio aqui no blog, mas do jeito que as coisas andam e as pessoas julgam, tenho medo de acharem que eu estou brincando com coisa séria. Quem me conhece sabe que com coisa seria não brinco, posso brincar depois do problema resolvido, mas não antes nem durante.

Incentivado por meu amigo Luiz Neto, jornalista e editor de opinião do jornal Comércio da Franca, que disse que esses casos não podem ficar longe do conhecimento dos meus seguidores, resolvi contá-lo. O fato me fez sentir um misto de dó e raiva da tamanha ignorância do proprietário que achava que era o correto a ser feito. Por incrível que pareça, ainda existem muitas pessoas que pensam assim. Não vou condenar aqui o dono, pois se este buscou minha ajuda é porque queria realmente ficar com o cão. Muitos no lugar dele teriam aberto o portão e deixado o cão “fugir sem querer”.

Certa vez ao telefone um cliente me solicitou uma visita, pois o mesmo não aguentava mais seu labrador, Marley. Todos da casa o amavam, mas Marley já estava ficando grande e pesado já com seus 18 meses e coisas do cotidiano como caminhar ou até mesmo colocar comida se tornaram impossíveis de se realizar tranquilamente.

Para caminhar Marley arrastava, babava, latia, mordia a guia, quase se matava enforcado. Na hora da comida era um pesadelo para família. Marley pulava o tempo todo, mal esperava seu dono colocar a ração na vasilha, ele se jogava com patas, unhas e dentes nas mãos que seguravam a vasilha, derrubando toda ração e como um mega aspirador de pó ele literalmente aspirava a ração do chão e, em seguida, brincava desesperadamente com a vasilha, correndo com ela na boca enquanto todos da familia tentavam a tirar dele.

Pelo telefone agendamos uma visita para ensinar toda a família como educar Marley, mas antes de desligar, ele me pediu uma dica de como poderia fazer para dar a ração naquele final de tarde sem sofrer tanto. Então eu disse: “você vai arrumar uma garrafa descartável de refrigerante de 2 litros vazia. Coloque a ração na vasilha com uma mão e com a outra a garrafa. Diga o comando FICA e coloque a vasilha no chão. Quando ele vier novamente você repete o comando FICA e bata no chão bem no meio entre o cão e a vasilha de comida, amanhã te dou outras dicas”.

No outro dia, no horário marcado, fui até o endereço indicado. Ao chegar fui recebido com festa e palavras de elogio. “Então você que é o Doutor Pet dos cães? Cara, sua dica foi fenomenal, você tem que ver ele esperar pra comer, tá uma gracinha! Enquanto eu não me afasto e mando ele comer ele não vai e se eu falar sai, ele larga a comida e espera novamente”, disse o dono.

Fiquei feliz com o resultado e então entramos para conhecer Marley. Ele é um labrador caramelo lindo, moleque e hiperativo no último grau, rs. Chegou pulando, babando, ofegante, ligado no 220v. Ao fazer um carinho na sua cabeça notei um caroço na crista do occiptal (alto da cabeça) então indaguei:

– E esse caroço, genético?
– Não, é da garrafa mesmo! – respondeu o dono.
– Como é que é?! – perguntei alarmado.
– Fiz o que você mandou, ué. Repeti o comando FICA e bati no CÃO, bem no meio, uma só – contou o dono.
– Cara, você tá louco! – exclamei cheio de raiva. – É no CHÃO! No CHÃO, no meio entre a vasilha e o cão! Trás a garrafa lá para eu te mostrar – neste momento me trazem uma garrafa de 1,5lt daquelas duras, então eu disse:
– Não! Cade a garrafa pet de 2 litros???
– Não tínhamos e pegamos essa!

Depois desta visita nunca mais dei dicas de correção pelo telefone ou por escrito, só pessoalmente!

Ps: O cão passa bem, está mais educado e feliz com sua família, mas não pode ver uma garrafa de refrigerante!

Tudo depende de como os criamos

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Algumas raças foram criadas para gerarem ferozes cães de guarda, briguentos e protetores, mas nenhum deles são ferozes por natureza. Foram geneticamente cruzados para isso acentuando personalidades.

O espírito natural do cão é guardar e proteger sua família, seja ela canina ou humana. Quando ameaçados é do seu instinto se defender. Basta que sejam criados de maneira correta, devidamente socializados e equilibrados para terem capacidade de avaliar se uma situação é realmente perigosa ou não.

Por isso se não são treinados ou educados para avaliar tal situação o intuito é atacar qualquer coisa mesmo que inocente.

Muitos cães se tornam assassinos porque aprendem a ter medo e, geralmente, este medo surge quando uma pessoa o mal-trata ou o negligencia.

Temos que lembrar que o ser humano é quem carrega o livre arbítrio e ele pode moldar o cão e decidir que tipo de companheiro quer.

Maus-tratos – o que fazer?

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Sempre pessoas me ligam dizendo que sabem ou conhecem um caso de maus-tratos, mas não sabem o que fazer ou a quem recorrer.

O primeiro passo para resolver qualquer problema é o diálogo. Obviamente que dialogar com o tipo de pessoa que sobre tal barbaridade é raro, mas não impossível. Se este for possível com a pessoa que está praticando o mau-trato, faça-o de imediato. Não filme seu vizinho matando o cão pra depois postar na internet e fazer a denúncia depois que o animal estiver morto.

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Se preciso for faça a notícia crime de maus-tratos à polícia. Não é preciso ser advogado nem pertencer a alguma entidade protetora para fazer uma ocorrência de maus-tratos. Você pode ir até a delegacia mais próxima e fazer um B.O. (Boletim de Ocorrência). Se possível, leve uma testemunha com você. É possível ainda pedir sigilo da sua identidade. Em caso de envenenamento, leve exame toxicológico e laudo do veterinário. Você não será autor do processo e sim o Estado, pois o Estado é quem tem a tutela sobre os animais.

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Ouço muitas pessoas dizerem que foram até a delegacia e o escrivão fez chacota do caso ou disse que não era da alçada da polícia. Se o escrivão não quiser lavrar o boletim peça para falar com delegado de plantão. Se no final, nem o delegado cumprir com o seu dever, leve o caso ao MP (Ministério Público) – que atua como “controlador externo” das atividades de polícia – através de um simples ofício escrito, narrando o ocorrido.

O maior mau-trato é ficar indiferente diante a essa situação…

Pimenta no dos outros é refresco

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Vejo um monte de gente usando “técnicas” absurdas e abusivas para tirar manias de seus seus cães.

Certa vez uma pessoa me disse pela internet que estava dando pimenta para o seu cão ficar mais bravo, mas que não estava adiantando, ele continuava manso. O que esse insensível e louco não sabia é que a pimenta pode ser fatal para um cão, pois pode causar um problema gástrico incurável.

Outra violência que é cometida contra o cão é enrolar o jornal e bater na cara do coitado. Na verdade, essa técnica tinha objetivo de assustar o cão, batendo com o jornal em alguma outra superfície sem ser o cão, mas alguém perdeu a paciência e enfiou na cara do totó e espalhou para todo mundo que funcionava.

E esfregar o focinho do cão na urina ou nas fezes? Era apenas para levá-lo perto do xixi ou coco, apontar e dizer NÃO, mas alguém perdeu a paciência e começou a esfregar o focinho do cão e achou que foi sua técnica que funcionou e saiu falando para um monte de gente que funcionava.

Uma das violências mais bizarra que já ouvi falar foi que morder a orelha do cão firma a liderança sobre o animal. Não sei de onde tiraram essa, mas que transforma o dono em um animal irracional, ah, isso funciona!

Bom, moral da história é: tenha cuidado com técnicas estranhas, leia sites e livros confiáveis e se isso não for suficiente de sanar suas dúvidas, pergunte a um profissional da área. Tudo que depende de agressividade e descontrole emocional para funcionar esta descartado no mundo canino. E tenha sempre em mente que pimenta arde em qualquer um!

Perdão é uma palavra presente na alma do cão

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Certa vez me perguntaram se a pessoa bate no cão filhote este no futuro pode vir a planejar se vingar.

Bom, se tem uma coisa que os cães sabem fazer é perdoar. Não faz parte da índole do cão planejar vingança. O que acontece é que se você for bater nele quando estiver adulto este irá se defender, devido a não aceitar mais sua tirania.

A pessoa que usa de agressividade para corrigir ou educar seu cão mostra que já perdeu as forças e apenas esta extravasando sua frustração em não conseguir educá-lo.

Como disse no post anterior a comunicação com o cão vai além da vocalização. Requer corpo e alma. Ao levantar a mão para seu cão você não está agredindo apenas ele, mas também sua sua própria alma e danificando seu caráter.