O mínimo que um cão merece é ter alguém para dizer seu nome

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Passando pela avenida Ismael Alonso Y Alonso depois da faculdade, sentido Agabê, num dia tribulado onde a mente fica tomada pelos afazeres, me surge do meio de uma passarela que liga o outro lado da avenida um cão. Sem parar ele entrou bem na frente do meu carro e, enquanto eu atolava o pé no freio, sentia seu pequeno e frágil corpo sendo surrado embaixo do carro.

É uma das piores sensações que ja passei, parece que o tempo passa lentamente até que você consiga parar totalmente o veículo. A freada brusca rompe um grito dos pneus seguidos dos gritos do cão, mas que são bem distinguíveis um do outro. Parei no meio da avenida por alguns segundos fiquei estático, não ouvia nenhum ganido, fiquei com medo de olhar, desci e olhando embaixo do carro não vi nada. Um senhor da calçada grita:
– Tá tudo bem, ele tá bem! Subiu correndo ali para cima, sentido bairro.

Entrei no carro para tirá-lo do meio da avenida e tornei a perguntar para onde foi o cão. O senhor, me apontando na direção, tornou a dizer que não havia acontecido nada com o cão pois ele subira a rua numa velocidade descomunal. Resolvi ver se ele realmente estava bem e direcionei o carro no mesmo sentido. Já uns 3 ou 4 quarteirões a cima vi o pobre cão andando lentamente e quando aproximei este escutando o barulho do meu motor aumentou o trote com medo.

Foi quando ele entrou numa casa destas mais antigas com uma pequena escada e uma varanda. Se deitou e logo encostou o queixo no chão. Desci do carro e enquanto eu batia palma para ser atendido eu conversava com o cão.

Senti que não estava nada bem. Seu focinho e ouvidos sangravam e o que eu queria era apenas avisar seus donos que eu iria levá-lo ao veterinário. Foi quando o vizinho da frente me disse:
– Num mora ninguém ai não moço
– E esse cão é de quem?
– Era do pessoal que morava ai, mas eles foram embora e deixaram ele ai.
Ele passa o dia ai esperando eles. Às vezes sai, da uma volta, mas sempre retorna.

Então sem prolongar a conversa peguei e o levei ao veterinário. Ele já não estava bem. Nos exames foram constatados, hemorragia pulmonar, traumatismo craniano e o baço havia rompido. O veterinário se surpreendeu quando eu disse a distância que ele havia percorrido para chegar em casa, o que para ele, naquela situação, era quase impossível.

Antes de qualquer intervenção cirúrgica ele morreu na mesa de consulta.
O que o havia feito subir aquela rua em disparada foi uma última tentativa de rever seus donos e essa esperança foi-se embora com ele.

Sinto não poder tê-lo chamado pelo nome para assim amenizar sua dor…
Não a do acidente, mas sim a do abandono.

Meu cão foi atropelado, e agora?

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Muitas pessoas já passaram por isso e na hora não sabiam o que fazer.
Então se você tem duvida preste atenção nessa dica:

Na hora de socorrê-lo, principalmente no momento da remoção, é de suma importância não fazer movimento bruscos, pois pode piorar os ferimentos do animal. Por isso, evite ao máximo mover muito o animal, não toque diretamente nele no momento em que ele estiver se debatendo se possível espere se acalmar um pouco, pois ele pode te morder.

Caso esteja na rua e precise improvisar uma focinheira use o cadarço do tênis. Já no caso de não conseguir falar com um veterinário, coloque um papelão ou uma tábua e a utilize como maca, peça ajuda de alguém para poder imobilizá-lo e transportá-lo com segurança até a ajuda especializada chegar.

Você pode usar um cobertor ou lençol para carregá-lo ou contê-lo no caso de um cão de porte pequeno. Quando houver uma hemorragia que não cessa, pressione um pano sobre o local, mas levemente a fim de estancar o sangue.

Lembre-se que antes de qualquer coisa, deve contatar um veterinário para que possa buscá-lo ou ao menos avisar que estará levando o animal para ser atendido.

Vacina importada ou nacional?

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Hoje vamos falar sobre um assunto delicado, mas importante para os donos de animais.

Quando se tem um filhote você realmente quer o melhor, então faz a opção pela ração de qualidade e segue cuidados para garantir o melhor desenvolvimento físico e psicológico dele. A vacinação está dentro desta exigência de qualidade e é importante ficar por dentro da seguinte pergunta que me fazem todo tempo: “vacina importada (ética) é melhor que a nacional?”

A diferença entre a chamada vacina ética e a vacina nacional é a quantidade de anticorpos produzidos por cada vacina após a imunização do animalzinho. As vacinas de laboratórios nacionais não são consideradas boas porque podem produzir uma quantidade de anticorpos não suficiente para imunização de cães e gatos, já a vacina “ética” é importada e comprovadamente adequada para a imunização destes.

As vacinas importadas são melhores que as nacionais sendo verificado através de inúmeros relatos clínicos e práticos. Os representantes de vacinas importadas só as vendem a veterinários cadastrados no CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária) verificando se os mesmos possuem local para armazenamento dentro das normas exigidas pelos laboratórios. São aplicadas pelos veterinários e na carteirinha segue com o carimbo e assinatura do mesmo.

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Outro fator que diferem é as condições em que ocorrem a venda e aplicação da vacina. A nacional é vendida em agropecuárias, aviários ou em qualquer estabelecimento animal, e as vezes o cliente compra, e as leva para casa em uma sacolinha plástica com gelos sem a mínima condição de conservação. Muitas vezes são aplicadas pelo próprio balconista que não tem formação alguma. Não examina o animalzinho, nem pergunta como ele está, se se alimentando, se tomou vermífugo, se tem vermes, qual sua temperatura. Que é o mínimo de um exame físico indispensável em uma consulta veterinária.

Quando o paciente recebe a primeira vacina, não será em um ou dois dias que ele estará protegido contra as respectivas doenças contidas na vacina. O organismo do animalzinho vacinado começará a produzir anticorpos contra estas doenças, após 15 a 21 dias da aplicação, o que coincide com o primeiro reforço que pode ser dado 21 a 30 dias após a primeira dose.

Mas já vi casos de animais que não tiveram resposta imunológica suficiente as doenças mesmo tomando as vacinas importadas, ocorrendo manifestação de alguma de forma, branda ou até mesmo grave levando o animal a óbito.

Converse com seu veterinário e se informe melhor. Siga as orientações dele e tenha uma vida feliz com seu animalzinho de estimação.