Bestialismo, ‘Amor E Sexo’, demente e doente

cabra

Deitado no sofá, com calor extremo, o sono não vinha, com o controle na mão eu rodava 190 canais da TV em vão. Nada me agradava e eu já havia rodado duas vezes e não encontrava nada.

Num dado momento parei na Rede Globo, canal no qual passava o programa Amor e Sexo comandado por Fernanda Lima.

O tema do programa era sobre o primeiro amor e tentando fazer graça com um dos convidados – o qual não me lembro o nome – perguntaram se ele lembrava do seu primeiro amor.

Neste momento, Fernanda disse para a produção trazer o primeiro amor do artista. Então uma cabra entra no palco e num quadro sem graça iniciam uma apologia ao bestialismo.

O bestialismo nada mais é que manter relação sexual com um animal. Por incrível que pareça, isso ainda é bastante praticado por pessoas psicologicamente doentes. Fico me perguntando se fosse uma pessoa dizendo ter feito sexo com uma criança Estariam rindo do mesmo jeito? Achando engraçado a situação? Fariam a pessoa fazer uma declaração de amor carnal a uma criança?

Conheço muitas cadelas resgatadas de verdadeiros psicopatas que mantinham relação sexual com elas por dias, meses, anos, machucando e ferindo esses animais.

Muito sem graça!

Anúncios

Ilusão de ótica

O adestrador de animais e apresentador de programas sobre treinamento, Cesar Millan

O adestrador de animais e apresentador de programas sobre treinamento, Cesar Millan

Adestramento é um ato muito complexo. Tem cães que respondem bem a uma técnica e outros a outra. Com uns você gasta mais energia e com outros menos e é ai que mora o perigo.

Utilizar técnicas que você viu num vídeo ou leu num livro sem acompanhamento de um profissional pode criar uma tolerância ou trauma. Sim! a técnica usada para corrigir ou ensinar deve ser muito bem entendida por você que vai utilizar e você deve conhecer bastante o cão que vai recebê-la.

Já vi pessoas tentando repetir técnicas por que viu um adestrador fazendo, porque viu na TV ou no livro fala que é daquele jeito. Quando você pega um cão de 40 a 50 quilos por exemplo, para ensina-lo a não arrastar a energia usada para algumas correções são diferentes das usadas num filhote de 6 meses. Às vezes a pessoa vendo você utilizar não sabe o que você está fazendo. Tem vezes que se pensa que está utilizando uma força descomunal e na verdade é mais expressão corporal do que força.

Certos exercícios você deve realizar com movimentos largos e bruscos o que dá uma impressão para um leigo de força. Os toques manuais tudo tem sua intensidade e efeito visual.

Por exemplo, quando você vai tirar a mania de um cão querer brigar com outro na rua, existe uma técnica que é de dar um toque empurrando com o calcanhar ou sola do pé na lateral do cão, repito TOQUE, para desviar a atenção do seu cão. Leigos podem não entender dessa intensidade, logo podem confundir toque com chute e sair dando ponta pés no pobre coitado.

Outra técnica é a de mudar de direção quando o cão arrasta muito, você muda de direção bruscamente e puxa o cão. Neste caso você vira fazendo barulho com os pés num movimento brusco e puxa o cão, o colar de elo tem que estar travado dependendo da força do cão para que não machuque o seu pescoço. Mas um leigo não se atém a estes detalhes e coloca o colar de elo sem travar no cão e quando vira ao invés de puxar, da um tranco na guia.

Há cães que precisam ser cansados antes de iniciar o treinamento para que estes não coloquem resistência num determinado comando, lembrando que cão cansado é cão feliz e não exausto e sem forças.

Bom, é isso! Cuidado com o que você vê na TV ou lê em livros, pois pode não ser mal interpretado ou não ser aplicável em determinados cães. A dica é sempre procurar um profissional.