Tempo

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O tempo perguntou para o tempo, quanto tempo o tempo tem…

– Dino, estou com um problema e preciso de um milagre. Eu comprei um cão e agora ele deu de ficar latindo pra tudo e no condomínio onde moro já me enviaram diversas notificações por causa do barulho. Preciso da sua ajuda para que ele pare de latir.

– Bom, senhora, vou fazer algumas perguntas para que eu tenha um diagnóstico.

– Quantos anos seu cão tem?

– 2 anos.

– Ele fica solto?

– Bom, ele fica nos dois corredores que são enormes. Um desses corredores dá acesso ao portão e ele não pode ver ninguém que destampa a latir, eu grito, berro e nada!

– Você leva ele para passear quantas vezes na semana?

– Então, eu saio de casa as 6 horas da manhã, volto em casa rapidinho para almoçar, volto pro serviço e chego umas 19 horas. Estou muito cansada, às vezes dou uma voltinha até a esquina, coisa de 15 minutos, mas eu deixo osso, garrafa, brinquedos mas ele nem da bola.

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– E no final de semana?

– Não no final de semana eu quero descansar. Às vezes vou pra casa da minha mãe e fico lá o dia inteiro, só volto à tarde.

– Bom, analisando a situação, seu cão está estressado, ou seja, está cansado, entediado e o latir é uma maneira de queimar esse tédio.

– E o que eu posso fazer, Dino?

– Sair com ele todos os dias no mínimo uma hora de caminhada, providenciar brinquedos atrativos que devem ser colocados quando você sair e recolhidos quando chegar em casa.

– Sem chances Dino, não tenho tempo mesmo, não tem outra maneira?

– Sim doe ele pra alguém que tenha tempo!

– Nossa, mas ele não vai sentir minha falta?

– Bom senhora vamos ver. Se você morasse durante 2 anos num corredor, onde via a rua uma vez a cada 1 ou 2 meses, a pessoa que deveria ser sua companhia saísse as 6 da manhã e voltasse as 7 da noite e quando voltasse iria assistir TV ou dormir e a única diversão que você tivesse fosse gritar com as pessoas na rua. Você sentiria falta dessa pessoa?

… O tempo respondeu para o tempo, que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem

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Fome canina

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Se aparentemente seu cão estiver lhe pedindo comida o tempo todo, isso não significa necessariamente que ele está com fome. Esse aparente gosto por lanches e petiscos pode, na verdade, ser um hábito influenciado por você e frequentemente relacionado com aspectos comportamentais, como tédio e falta de exercício.
Verifique a porção diária de ração que você está fornecendo a seu cão diante das recomendações da embalagem. Não se esqueça de que as recomendações sofrem mudanças à medida que seu cão cresce e passa para a dieta de adulto.

Como todo cão é diferente, as recomendações nutricionais servem apenas como uma orientação, devendo ser ajustadas de acordo com a taxa de crescimento e a condição corporal de seu próprio cão. Fale sobre o crescimento e a condição corporal de seu cão com o veterinário e ajuste a ração de acordo.
Assim que ele atingir o peso de adulto, monitorar o peso corporal para evitar ganho ou perda de peso com a ração atual.

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Tente não estimular a “mendicância” por guloseimas da mesa. Fora dos horários das refeições, o alimento é mais bem utilizado como uma recompensa por um bom comportamento ou durante o adestramento. Assim, para não promover um desequilíbrio nutricional, é preciso levar em consideração o conteúdo calórico do alimento.

É essencial a manutenção das atividades diárias e do interesse. Se você não conseguir sair com seu cão o tanto quanto gostaria, considere um serviço de passeio para cães (dog walking) e torne o tempo em casa o mais divertido possível.

Se você continuar preocupado com o apetite de seu cão, fale com seu veterinário.