Pimenta no dos outros é refresco

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Vejo um monte de gente usando “técnicas” absurdas e abusivas para tirar manias de seus seus cães.

Certa vez uma pessoa me disse pela internet que estava dando pimenta para o seu cão ficar mais bravo, mas que não estava adiantando, ele continuava manso. O que esse insensível e louco não sabia é que a pimenta pode ser fatal para um cão, pois pode causar um problema gástrico incurável.

Outra violência que é cometida contra o cão é enrolar o jornal e bater na cara do coitado. Na verdade, essa técnica tinha objetivo de assustar o cão, batendo com o jornal em alguma outra superfície sem ser o cão, mas alguém perdeu a paciência e enfiou na cara do totó e espalhou para todo mundo que funcionava.

E esfregar o focinho do cão na urina ou nas fezes? Era apenas para levá-lo perto do xixi ou coco, apontar e dizer NÃO, mas alguém perdeu a paciência e começou a esfregar o focinho do cão e achou que foi sua técnica que funcionou e saiu falando para um monte de gente que funcionava.

Uma das violências mais bizarra que já ouvi falar foi que morder a orelha do cão firma a liderança sobre o animal. Não sei de onde tiraram essa, mas que transforma o dono em um animal irracional, ah, isso funciona!

Bom, moral da história é: tenha cuidado com técnicas estranhas, leia sites e livros confiáveis e se isso não for suficiente de sanar suas dúvidas, pergunte a um profissional da área. Tudo que depende de agressividade e descontrole emocional para funcionar esta descartado no mundo canino. E tenha sempre em mente que pimenta arde em qualquer um!

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Na marra. Da série uma aventura no Rio de Janeiro

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Antes mesmo do almoço dei inicio ao condicionamento de Taurus. Perguntei a Ana o que já haviam tentado e ela me disse:
– Dino já foi tentado de tudo, bolinha, petisco, já até bateram o pé para ver se ele descia a escada para pegar, rs.

Bom pelo visto não havia sobrado muita técnica para eu tentar. Taurus já havia criado resistência a quase todas, eu praticamente já sabia disso então vim com minha estratégia definida, seria na marra.

Isso mesmo eu precisava que Taurus fosse até embaixo e caminhasse comigo na rua, assim ele veria que a recompensa estava lá em baixo, pois todas as recompensas mostradas foram oferecidas lá em cima. Realmente a escada era muito ingrime, me posicionei de quatro para ter a mesma visão de Taurus e confesso que também fiquei com medo, mas cães se superam melhor que humanos e eu tinha certeza que Taurus tiraria de letra aquele obstáculo.

A primeira coisa que fiz foi me apresentar a ele. Fiquei um tempo lá em cima e pedi para que todos me deixassem sozinho com ele, depois de apresentado, repito apresentado, mas não conquistada uma amizade.

Coloquei o colar de elo em Taurus com uma guia longa me posicionei na escada no primeiro degrau e comecei a puxar Taurus. Ele fazia força contraria, uma força enorme que aumentava cada vez que se aproximava do primeiro degrau, ele rosnava, tentava me impedir de prosseguir rosnando, hora querendo morder, mas preocupado com o degrau olhando fixamente.

Taurus urinou, defecou e em fim pisou no primeiro degrau. Fiquei um tempo ali arado tomando um fôlego e Taurus também, então resolvi prosseguir, continuei a luta de cabo de guerra até que Taurus despencou escada abaixo e eu caindo de costas me embolei com Taurus até chegar na parte de baixo onde ele se levantou e olhando para mim rosnou, nem tomei conhecimento deste mal humor e segui puxando a guia até o portão repetindo, constantemente, a palavra “passear”.

Ao sair lá fora a pose mau se transformou num choramingo de filhote, mas também pudera quase seis meses sem ver a rua, vivendo numa sacada. Taurus havia visto o que o aguardava no final da escada e assim estava aliviando seu sofrimento e o sofrimento de sua dona, mas ainda tinha a volta, fazer Taurus subir a escada seria pior que fazê-lo descer…

… continua na próxima postagem.