Taurus enfrenta seu medo. Da série uma aventura no Rio de Janeiro

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Como eu suspeitava, Taurus iria dar trabalho para subir a escada e foi uma luta árdua puxando Taurus escada acima. Ele não tinha coordenação motora e suas patas hora se prendiam na escada, hora escorregavam nos degraus. Todo esse processo era acompanhado pelos amigos na rede social e a cada conquista o feito era comemorado por eles.

Depois de umas três subidas e decidas, resolvi dar um tempo para Taurus descansar e quando o deixei lá em cima e vim descendo a escada, em seguida escutei um barulho, parecia algo rolando atrás de mim, era Taurus, literalmente, se jogando sozinho escada abaixo! O milagre havia acontecido, Taurus venceu seu medo e estava tomando a iniciativa de descer a escada sozinho mesmo que caindo.

Depois disso foi só ensinar Taurus a conter a euforia e coordenar os movimentos. No sábado Taurus já descia e subia as escadas sozinho bastava mandar e ele obedecia. Domingo fiz um belo passeio pelo Rio de Janeiro e na Segunda estava eu me despedindo de meu amigo Taurus com os olhos marejados de um misto de alegria e tristeza na incerteza se um dia iria rever o meu melhor amigo do Rio de janeiro.

Taurus morreu este ano de um câncer maligno onde ele sua dona lutaram bravamente até o fim, mas com a certeza que o medo não morava mais no coração daquele gigante com cara de mau, mas com coração de cordeiro.

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Na marra. Da série uma aventura no Rio de Janeiro

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Antes mesmo do almoço dei inicio ao condicionamento de Taurus. Perguntei a Ana o que já haviam tentado e ela me disse:
– Dino já foi tentado de tudo, bolinha, petisco, já até bateram o pé para ver se ele descia a escada para pegar, rs.

Bom pelo visto não havia sobrado muita técnica para eu tentar. Taurus já havia criado resistência a quase todas, eu praticamente já sabia disso então vim com minha estratégia definida, seria na marra.

Isso mesmo eu precisava que Taurus fosse até embaixo e caminhasse comigo na rua, assim ele veria que a recompensa estava lá em baixo, pois todas as recompensas mostradas foram oferecidas lá em cima. Realmente a escada era muito ingrime, me posicionei de quatro para ter a mesma visão de Taurus e confesso que também fiquei com medo, mas cães se superam melhor que humanos e eu tinha certeza que Taurus tiraria de letra aquele obstáculo.

A primeira coisa que fiz foi me apresentar a ele. Fiquei um tempo lá em cima e pedi para que todos me deixassem sozinho com ele, depois de apresentado, repito apresentado, mas não conquistada uma amizade.

Coloquei o colar de elo em Taurus com uma guia longa me posicionei na escada no primeiro degrau e comecei a puxar Taurus. Ele fazia força contraria, uma força enorme que aumentava cada vez que se aproximava do primeiro degrau, ele rosnava, tentava me impedir de prosseguir rosnando, hora querendo morder, mas preocupado com o degrau olhando fixamente.

Taurus urinou, defecou e em fim pisou no primeiro degrau. Fiquei um tempo ali arado tomando um fôlego e Taurus também, então resolvi prosseguir, continuei a luta de cabo de guerra até que Taurus despencou escada abaixo e eu caindo de costas me embolei com Taurus até chegar na parte de baixo onde ele se levantou e olhando para mim rosnou, nem tomei conhecimento deste mal humor e segui puxando a guia até o portão repetindo, constantemente, a palavra “passear”.

Ao sair lá fora a pose mau se transformou num choramingo de filhote, mas também pudera quase seis meses sem ver a rua, vivendo numa sacada. Taurus havia visto o que o aguardava no final da escada e assim estava aliviando seu sofrimento e o sofrimento de sua dona, mas ainda tinha a volta, fazer Taurus subir a escada seria pior que fazê-lo descer…

… continua na próxima postagem.

Planejando o milagre. Da serie uma aventura no Rio de Janeiro

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Conversando com Ana, ela me disse que não teria dinheiro para pagar minha ida até o Rio de Janeiro, mas ela ainda não havia entendido que eu estava apenas seguindo o meu coração e que iria pela amizade minha com ela, mesmo que uma mera e inexplicável amizade virtual.

Lembro que comprei a passagem de ida para uma sexta feira e a volta numa segunda com voo saindo as 14h. Chegaria ao Rio de Janeiro as 11h e que a única coisa que eu queria era estadia e que me buscassem no aeroporto e na segunda me levassem de volta.

Ela se prontificou a mandar seu irmão então taxista me buscar no horário combinado, mas questionou a data da volta. “Será que você consegue até segunda feira?”, brinquei e disse: “você não esta entendendo sexta resolvo seu problema. Sábado e domingo você me mostra o Rio, rs!

Bom, na data marcada fui eu destino Rio de Janeiro casa de minha amiga Ana Paula e seu fiel amigo Taurus. Cheguei ao Rio debaixo de chuva forte, avião trepidando, olhando na cara das aeromoças, pois se elas estivessem assustadas eu ficaria, mas a maquiagem delas não borraram kkk.

No horário combinado o irmão de Ana Paula me buscou e fomos direto, para realizar o dito milagre. Ao chegar parecia que conhecia Ana a muito tempo, me senti muito a vontade com a hospitalidade de toda família.

Eu já estava louco pra conhecer Taurus e iniciar o treinamento e condiciona-lo a subir e descer a escada em caracol.

… continua na próxima postagem.

Uma aventura no Rio de Janeiro

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Existem certas coisas que fazemos em nossas vidas que não procuramos entender, realizamos coisas que não tem explicação. Bom, eu, pelo menos, não procuro explicações, apenas vou e faço e como dizem, seja o que Deus quiser e algumas coisas, com certeza, ele aprova.

Tenho um Grupo no “finado” Orkut, rs, que se chama “Eu amo meu Rottweiler” lá fiz amizades muito sinceras, mesmo que virtuais ainda sim sentimos uma afinidade boa entre alguns membros do grupo. É o caso de minha amiga Luciana Russi, Marcos Braga, Susane Melo, Carla Pintaúde, Laressa Benevenuto e se eu continuasse a lista teria mais de 1000 pois nessa comunidade temos cerca de 43.000 participantes.

Certa vez nossa amiga, Ana Paula Lemos passava por um pequeno problema de quase 70 kilos chamado Taurus um rottweiler lindo monstrengo de meter medo só de olhar. Ana Paula havia se mudado e o único local que se poderia deixar Taurus era numa sacada cujo acesso era por uma escada ingrime em caracol. Taurus foi sedado e colocado lá na esperança de que quando acordasse retornasse sua vida normal de caminhadas. Ana é uma moça muito cuidadosa e preocupada com a qualidade de vida de seus cães, sim cães, pois junto com Taurus ainda vivia Mikey um poodle lindinho que parecia “reizinho” da casa.

O problema é que Taurus não conseguia descer a escada de caracol e a cada tentativa ele se colocava mais irredutível à decisão de aprender a descer. Pela internet dávamos dicas, trocávamos opiniões, torcíamos para que Taurus tomasse coragem de enfrentar a escada. Mas nada.

Taurus enfrentava todos que o forçassem, mas não enfrentava seu medo. Já iriam completar seis meses que Taurus se mantinha na sacada. Todos sabem de minha loucura por rottweilers e aqui de Franca ficava imaginando o coitado louco para dar uma volta, mas ninguém o convencia.

Então, numa manhã sem pensar entrei em contato com Ana e disse:
– Eu faço o Taurus descer. Ana desanimada dizia que já havia procurado ajuda profissional, mas que a pessoa disse ser impossível de ser feito devido ao grau de inclinação da escada e o temperamento de Taurus em aceitar a forcinha. Então resolvi tomar uma atitude e disse que iria até o Rio De Janeiro resolver esse probleminha e que Taurus iria sim aprender a subir e descer a escada.

… continua na próxima postagem