Por cima ou por baixo do tapete? Dá na mesma!

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Vi um amigo do face postando esses dias que fazia alguns dias que estava no Estados Unidos e não tinha visto nenhum cão de rua. Em seguida muitas postagens dizendo:
Primeiro mundo, Brasil é subúrbio, País desenvolvido é outra coisa ou seja baseado no que veem aqui no Brasil e no que não veem nos EUA.

Em São Paulo a eutanásia foi proibida através de uma lei e o recolhimento de animais de rua suspenso pois os canis municipais estão superlotados devido ao baixo número de adoções. Os cães são castrados e ficam lá até encontrarem uma pessoa que o adote, caso contrario, morrerá de velhice ou alguma doença grave na qual lhe será recomendada a eutanásia.

Com isso o número de cães vagando pelas ruas aumentou e o controle é feito pelo baixo empenho do governo, a grande vontade das ONGs de proteção animal e a luta de grupos de ajuda a animais abandonados.

Nos Estados Unidos, aproximadamente 5 mil abrigos de animais operam. Alguns deles são administrados por serviços do governo, de controle de animais locais e outros atuam como entidades completamente independentes.

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Não existe quem supervisione os abrigos de animais, mas a Humane Society of the United States (HSUS), a American Society for the Prevention of Cruelty to Animals e outras organizações não lucrativas fornecem as bases e diretrizes para ajudar os abrigos de animais a operar eficientemente.

Estima-se que 6 e 8 milhões de cães e gatos são encaminhados para abrigos anualmente a maioria por seus donos. Mais da metade de todos os animais que entram num abrigo são sacrificados porque estão muito doentes ou velhos ou porque não encontram quem os adote.

O tempo de permanência de um animal no abrigo depende da lei local e da legislação do abrigo. Apesar da Humane Society recomendar que os abrigos mantenham os animais abandonados por pelo menos cinco dias, o número real de dias pode variar dependendo do espaço do abrigo, da saúde e da adotabilidade dos animais.

Por isso meu amigo, em vista aos EUA, a diferença dai com aqui, é que a nossa sujeira está por cima do tapete!

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Varrendo a “sujeira” pra debaixo do tapete

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Abrindo as páginas do ‘Comércio da Franca’ do dia 06/08/2014, mais precisamente na página A4, me deparei com a matéria “Dona de casa busca pais para cães abandonados”.

A matéria dizia que ela abriu o portão do condomínio onde mora, na tarde de segunda feira, e se deparou com filhotes de cães abandonados dentro de uma caçamba de lixo.

Eram 9 filhotes com poucos dias de vida todos pretinhos. Se não bastasse, ao conferir mensagens de amigos, meu amigo Paulo Horácio, um dos cuidadores deste blog, me enviou uma matéria sobre um cão encontrado na rua. Seu pelo havia tomado conta de seu corpo dificultando até mesmo sua caminhada. Somente com três horas de tosa se conseguiu enxergar seu rosto e ver totalmente seu corpo.

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Para algumas pessoas parece coisa difícil de acontecer, mas para nós que vivemos no meio canino podemos dizer que acontece a todo instante. Veja o exemplo esse cão na foto. Nas ruas do Canadá esse filhote era confundido com lixo ou um boneco de pelúcia velho e acabado, seus pelos o deixavam totalmente irreconhecível. Mas uma boa alma o ajudou, o retirou das ruas e providenciou uma nova vida para ele.

Eu mesmo já presenciei e ajudei um cão deste tipo, aqui mesmo em Franca. Conseguimos ver que era um cão depois de 5 horas de tratamento de higienização.

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O ser humano tem a mania de se desfazer de forma cruel de animais. Ele os abandona longe de sua visão, achando que o problema estará resolvido. O lema é: “Se não vejo o coração não sente”, mas tudo isso irá refletir não somente nele, mas em toda sociedade.

Um cão abandonado na rua poderá derrubar seu filho ou você de moto, poderá causar doenças transmissíveis aos seus vizinhos. Portanto, cultive em você a posse responsável. Tenha em mente que são seres vivos que sentem frio, fome, dor e que, principalmente, sabem mais do que nós o significado da palavra “AMOR”.