Meu cão chora muito quando saio de casa

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Você sai de casa e seu cão abre o berreiro, os vizinhos reclamam e você não sabe mais o que fazer?

Saiba que esta situação chegou onde está por sua culpa. Você criou o chorão que existe no seu cão. Mas, e agora, o que fazer?

Não se despeça do seu cão, não dê beijos nem fale fininho. Isso da a entender que existe alguma situação errada ou que está te incomodando, te fazendo sofrer. Consequentemente ele fica angustiado e poderá chorar, pois você foi embora chorando.

Quando for sair, simplesmente vire as costas e saia. Sem despedidas, sem voltas (para dar uma “espiadinha”), sem dó. Quanto mais “normal” parecer a situação, mais rápido ele se acostuma a ela.

Quando voltar, espere um pouco para fazer “festinhas”. Ao chegar em casa espere a ansiedade dele acabar depois sim, pode fazer festa. Dê prioridade para as coisas rotineiras (trocar de roupa, guardar as compras, etc) depois d atenção a ele.

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Deixe brinquedos para mastigar, bolinhas e petiscos escondidos. Existem brinquedos inteligentesque fazem com que ele tenha o que fazer por algum tempo. Deixe dois ou três brinquedos “especiais” guardados. O brinquedos devem ser recolhidos quando você chegar em casa. Uma garrafa de água com petiscos dentro é um ótimo passa tempo.

Deixe uma camisa ou pano com seu cheiro para que ele deite ou fique perto isso ajuda a combater a solidão. Cuidado com coisas como brinquedos que soltam partes, pelúcia, ossos, etc. Caso ele engasgue com um pedaço, você não estará perto para ajudar. Tire também fios e objetos quebráveis.

Desligue equipamentos eletrônicos das tomadas para o caso dele mastigar. O ideal é que você delimite um espaço, assim você diminui os riscos de ele se machucar. Seguindo essas dicas você terá um amiguinho tranquilo te esperando todos os dias.

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Por que os cães uivam?

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O uivo do cão é um som distintamente diferente do latir, ganir, rosnar e gemer. Cães uivam por vários motivos. Nem sempre uivar significa dor ou sofrimento. Muitas vezes serve para aliviar o aborrecimento e a solidão. Pode ser também uma maneira de o cão expressar a sua frustração. O uivo tem tons e intensidades diferentes, variando de acordo com o tipo de mensagem que eles querem enviar.

Algumas pessoas acreditavam que o uivo era sinal de mau agouro ou de mau presságio, conforme a sabedoria popular já afirmou, mas na verdade nada mais é que um comportamento herdado dos ancestrais, os lobos. O uivo é uma forma de comunicação usada pelos cachorros, que quando uivam, atingem um timbre mais alto, podendo ser ouvidos mais longe. Em um lugar com muitos cães, o uivo pode servir para avisar outros cães que não estejam nos arredores a respeito de algum intruso. Os cães uivam para tentar se comunicar quando não há contato visual entre eles.

Alguns cachorros têm tendência para uivar quando são deixados sozinhos durante algum tempo. O intuito é reunir seus donos novamente, que são os elementos da sua matilha. Muitas vezes ao ouvirem outros cachorros na vizinhança, são estimulados a uivar também como se estivessem passando o recado a diante.

O uivo pode ser também uma forma de expressar excitação e alegria, como é o caso dos cachorros que uivam quando ouvem música. Algumas raças são mais propensas ao uivo, como o husky siberiano, samoieda e malamute do Alaska.

Com um cão, ninguém pode reclamar de solidão

dogsCerto dia, numa fila do banco, onde muita gente impaciente resmungava os mais diversos assuntos, me vi conversando com uma senhora. Sabe aqueles papos que você nem lembra como começou? Foi assim!

Ela me dizia que havia perdido o marido naquele mês, após um sofrimento quatro anos com mal de Alzheimer. Não estava acostumada a sair de casa e ficar tanto tempo fora, pois tinha horários de remédios para cumprir e ele não podia ficar sozinho. Os filhos cresceram e cada um foi para um lado tocar a suas vidas, e agora ela se sentia sozinha e inútil. Naquele instante me veio a ideia de dizer: “arrume um cão’.

– Um cão? – perguntou

-Sim! Um cão. Ele vai ajuda-la a passar por esta fase. Garanto que terá um ótimo motivo pra voltar para casa.

– Tem razão moço. Para quem cuidou de uma pessoa com Alzheimer, um cão será fácil.

Passado algum tempo, não me lembro quanto, andando pelo calçadão da Praça Barão, ouço uma voz de senhora chamando.

– Moço. Moço. Moço!

Olhei e vi que era comigo, ela então caminhou em minha direção.

– Nossa, moço! Deixa eu te dar um abraço. Lembra aquele dia que conversamos na fila do banco? Pois é, arrumei um cãozinho, um bassezinho, lindo, sapeca e bagunceiro, mas como você disse, ele completou o que eu sentia falta. Alguém que precisasse de mim. Muito obrigada. Agora deixa eu ir, pois tenho que dar comida pra ele”, disse ela, que logo foi embora.