Tudo depende de como os criamos

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Algumas raças foram criadas para gerarem ferozes cães de guarda, briguentos e protetores, mas nenhum deles são ferozes por natureza. Foram geneticamente cruzados para isso acentuando personalidades.

O espírito natural do cão é guardar e proteger sua família, seja ela canina ou humana. Quando ameaçados é do seu instinto se defender. Basta que sejam criados de maneira correta, devidamente socializados e equilibrados para terem capacidade de avaliar se uma situação é realmente perigosa ou não.

Por isso se não são treinados ou educados para avaliar tal situação o intuito é atacar qualquer coisa mesmo que inocente.

Muitos cães se tornam assassinos porque aprendem a ter medo e, geralmente, este medo surge quando uma pessoa o mal-trata ou o negligencia.

Temos que lembrar que o ser humano é quem carrega o livre arbítrio e ele pode moldar o cão e decidir que tipo de companheiro quer.

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Vamos passear, mas onde?

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Muitas pessoas me perguntam onde podem levar seus cães para passear.

Como cidadão você tem o direito de frequentar qualquer local que seja aberto ao publico e que não possua placas proibindo a presença de animais.

O parque de exposição – se preferir, a Expoagro – é um local onde muitos levam seus cães para passear, mas alguns reclamam que seus cães pegam muito carrapato, principalmente quando andam na grama. Para não ter que alterar o local da caminhada, você pode protegê-lo colocando produtos a base de Fipronil ou coleiras antipulgas e carrapatos.

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Outro local que os proprietários levam seus cães para passear é o Poli Esportivo, apesar de um placa proibindo a permanência de animais. Alguns cidadãos reclamam ou tem medo da presença de cães, enquanto outros são indiferentes.

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As praças de Franca também são locais agradáveis para levar o totó para passear, praça central, praça da Capelinha e a praça e o Bosque dos Angicos no Bairro São Joaquim também são ótimas opções.

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No litoral, existem praias que permitem a presença de cães, já outras não, ambas identificadas com placas (ou pelo menos deveriam estar sinalizadas).

Nas grandes cidades, as praças e os parques também são sinalizados quando proíbem a presença de animais. Em algumas existem os “cachorrodromos” locais específicos para os donos e seus cães passar. Neste local se mantém a politica de boa vizinhança, na qual os cães mais tranquilos se socializam e os mais nervosinhos ficam presos às guias, mas mesmo assim algumas brigas são inevitáveis.

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Bom, independente do local do passeio, segurança, respeito e educação devem ser SEMPRE levadas com vocês. Cuidados como recolher as fezes de seu animal sempre que este se aliviar, é obrigatório. Lembre-se: se saiu de seu cão, é seu também, rs!

Estalinho

Aqui em Franca já vi muitas pessoas passeando com o cão na rua e armados com um pedaço de pau. O objetivo e afastar cães de rua que tentam se aproximar ou até mesmo brigar com seus cães.
 
Bom, aproveito para dar uma dica de como manter os cães afastados, mas em que seja preciso machucá-los. Leve no bolso alguns estalinhos (biribinhas) – daquelas que estouram ao entrarem em contato com o chão – e assim que ver um cão se aproximar, jogue o estalinho no chão, repito, NO CHÃO, assim ele irá fugir.

Como é feito um treinamento de guarda

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Existem ainda muitos mitos envolvendo a atividade de guarda. Estes mitos são baseados em afirmações falsas, muitas vezes não passam de suposições, ou até mesmo de superstições.

Qualquer cão pode ser ensinado a fazer guarda?!

Não! O problema acontece com os cães de raça. Todas as raças são desenvolvidas a partir da seleção genética de cães com determinadas características, consideradas mais desejáveis para determinada atividade.

É assim que achamos cães de caça com um olfato muito mais apurado do que nos cães de companhia, por exemplo. Os cães de companhia, por sua vez, são mais delicados, menos desajeitados, que os de caça. E assim por diante. Com isso, desenvolveu-se cães com características instintivas diferentes. Portanto, para termos um cão de guarda precisamos escolher cães com características próprias para a guarda.

Um cão de 5 meses é um filhote, e está longe da idade de começar a demonstrar sinais de agressividade. O cão de guarda só começará a desenvolver sua agressividade, e sentido de territorialidade, quando estiver se tornando adulto. Nos cães de porte grande isso começa a acontecerá somente depois que o cão fizer 2 anos. Nesta época há uma grande mudança no temperamento do cão, fazendo com que ele fique mais bravo. É nesta época, também, que o proprietário, mais do que nunca, precisa reforçar sua Liderança sobre o cão.

O cão de guarda deve ser agressivo somente ao atacar um intruso, ou agressor. Porém, no seu dia-a-dia é desejável que ele seja o mais calmo e estável possível. Desta forma teremos uma casa devidamente guardada, sem, no entanto, que precisemos colocar qualquer pessoa em risco.

Se você considerar que a capacidade que um cão tem de atacar um estranho for semelhante à posse de uma arma de fogo, quem você acharia que seria o melhor portador deste revólver: uma pessoa super agressiva, que a qualquer provocação reage de forma exagerada, ou uma pessoa sensata e de temperamento estável? Não é difícil responder: é evidente que a pessoa sensata e de temperamento estável é a melhor opção.

Com os cães a coisa funciona do mesmo jeito. Um cão muito agressivo jamais será capaz de avaliar se uma situação é de fato perigosa ou não, pois para ele qualquer situação desencadeia uma atitude agressiva. No entanto se tivermos um cão calmo, obediente e de bom temperamento, teremos uma guarda muito mais efetiva, diminuindo muito o risco de acidentes desagradáveis.

O bom cão de guarda deve ser obediente, calmo, seguro, sociável e valente. Tais características só contribuirão para que ele tenha um bom discernimento quanto ao real perigo, ou não de uma situação.