Mau hálito

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Márcia tinha um chulé daqueles de derrubar urubu e um cachorrinho todo dengoso e mimado, mas estava com um mau hálito terrível.
Numa visita do namorado, Márcia tinha acabado de dar um biscoitinho pro seu cãozinho e quando este se aproximou todo alegre do namorado, Márcia toda dengosa diz:
– Pergunta para o papai se ele adivinha o que você acabou de comer?
E o namorado sem pestanejar reponde:
– As meias da mamãe!!!

Se seu cachorro tem mau hálito, também chamado de halitose, é possível que haja causas ocultas, algumas das quais podem ser bem sérias. Além do mau hálito, sinais indicando uma questão de saúde mais complexa dor oral, sangramento, dificuldade para engolir ou comer e depressão.

Não tente tratar o mau hálito ou outros sintomas antes de falar com seu veterinário, que vai querer avaliar seu cachorro e pode precisar de exames para descobrir o que está errado e discutir opções de tratamento com você.

Mau hálito pode ser sinal de que há algo errado com a saúde do seu cão. Às vezes seu cão precisa de uma boa limpeza oral, ou seja, a retirada dos tártaros que causam gengivite e mau hálito que pode se tornar doenças mais graves.

Existem no mercado aditivos de água que são líquidos que você adiciona a água do cachorro para ajudar a prevenir a formação de placas e para refrescar o hálito. Importante também que você forneça alimentos sólidos, evitando rações macias ou úmidas. Alguns biscoitos (petiscos) tem ação na limpeza dos dentes.

Essas são algumas dicas para evitar o mau hálito do seu cão. Quanto ao chulé, quem sabe um pouco de talco? hehhe

Veja o vídeo da médica Evelyn Salomão:

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Erliquiose canina

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Estava em casa esse final de semana quando notei o focinho de minha cadela Andora sangrando. No primeiro momento achei que ela tinha se machucado, mas o sangramento continuou. Chamei a Dra. Flávia Novelino e através de exames foi detectada que ela estava com a “doença do carrapato”. A Erliquiose é uma doença infecciosa severa que acomete os cães, causada por bactérias do gênero Ehrlihia, sendo a principal a Ehrlichia canis.

Conheça um pouco mais sobre esta doença que vem aumentando significativamente nos últimos anos, em todas as regiões do Brasil.

Como o cão é contaminado?
A transmissão entre animais se faz pela inoculação de sangue proveniente de um cão contaminado para um cão sadio, por intermédio do carrapato.

Qual é o vetor da doença?
O principal vetor da enfermidade é o carrapato marrom do cão (Rhipicephalus sanguineus). No entanto, a infecção também poderá ocorrer no momento de transfusões sangüíneas, através de agulhas ou instrumentais contaminados. O mesmo carrapato pode transmitir a babesiose, que em algumas situações pode ocorrer juntamente com a Erliquiose.

Quais são os sinais clínicos da Erliquiose?
Os sinais clínicos podem ser divididos em três fases: aguda (início da infecção), subclínica (geralmente assintomática) e crônica (nas infecções persistentes). Nas áreas endêmicas, observa-se freqüentemente a fase aguda da doença caracterizada por: febre (39,5ºC – 41,5ºC), fraqueza muscular, perda de apetite e de peso. Menos freqüentemente observam-se secreção nasal, perda total do apetite, depressão, sangramentos pela pele, nariz e urina, vômitos, dificuldade respiratória ou ainda edema nos membros. Este estágio pode perdurar por até 4 semanas e, ocasionalmente, pode não ser percebido pelo proprietário.

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Caso o sistema imune do animal não seja capaz de eliminar a bactéria, o animal poderá desenvolver a fase crônica da doença. Nesta fase, a doença assume as características de uma doença auto imune, com o comprometimento do sistema imunológico. Geralmente o animal apresenta os mesmos sinais da fase aguda, porém atenuados, e com a presença de infecções secundárias tais como pneumonias, diarréias, problemas de pele dentre outras. O animal pode também apresentar sangramentos crônicos devido ao baixo número de plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue), ou cansaço e apatia devidos à anemia.

Como a Erliquiose é diagnosticada?
O diagnóstico é difícil no início da infecção, pois os sintomas são semelhantes a várias outras doenças. A presença do carrapato e a ocorrência de outros casos da doença na região, podem ser importantes para se confirmar a suspeita clínica. O diagnóstico pode ser feito através da visualização da bactéria em um esfregaço de sangue (exame que pode ser realizado na clínica veterinária) ou através de testes sorológicos mais sofisticados, realizados em laboratórios especializados.

Como tratar?
O objetivo do tratamento é curar os animais doentes e prevenir a manutenção e a transmissão da doença pelos portadores assintomáticos (fase sub-clínica e crônica). O antibiótico conhecido como “DOXICICLINA”é considerado o principal medicamento no tratamento da Erliquiose em todas as suas fases.

Qual a duração do tratamento?
Os critérios para o tratamento variam de acordo com a precocidade do diagnóstico, da severidade dos sintomas clínicos e da fase da doença que o paciente se encontra quando do início do tratamento. O tratamento na fase aguda pode durar até 21 dias e na fase crônica até 8 semanas.

Qual o prognóstico da doença?
O prognóstico depende da fase em que a doença for diagnosticada e do início da terapia. Quanto mais cedo se diagnostica e se inicia o tratamento, melhores são as chances de cura. Em cães nas fases iniciais da doença, observa-se melhora do quadro clínico após 24 a 48 horas do início do tratamento.

Como prevenir a doença?
A prevenção da doença é muito importante nos canis e no locais de grande concentração de animais. Devido a inexistência de vacina contra esta enfermidade, a prevenção é realizada através do tratamento dos animais doentes e do controle do vetor da doença: o carrapato. Para tanto, produtos carrapaticidas ambientais e de uso tópico são bastante eficazes.

Esta doença pode ser transmitida para o homem?
Sim. Apesar de até hoje não existirem evidências de que a Erliquiose possa ser transmitida para o homem, existem outras espécies de Ehrlichia que podem ser transmitidas, pelo carrapato, para os cães e para o homem. Os casos de Erliquiose humana vêm aumentando muito em países como os Estados Unidos. No Brasil, esta doença ainda é pouco diagnosticada em humanos.

O bebê está chegando. O que faço com o meu cachorro?

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O bebê chega e atrai boa parte da atenção da família e o cão pode sentir toda essa mudança, pois antes ele era o centro das atenções e agora passou a ser coadjuvante. Procure prever as mudanças que ocorrerão com a chegada da criança e tente adaptar o cão a elas, gradativamente. Evite alterações radicais.

Um cão que convive com a família pode temer ser expulso do grupo com a chegada de um novo integrante na matilha, pois ele depende da família pra sobreviver. Por isso, o cachorro costuma se manter muito atento, observando como os outros agem e como fica a situação dele à medida que novos fatos acontecem. Reduzir gradualmente a atenção é a melhor maneira de se proceder.

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Se o cão não vai poder entrar no quarto da criança, melhor iniciar o condicionamento antes da chegada do bebê. Na presença da criança, sempre procure dar petiscos, carinho e atenção ao cão. Em pouco tempo, ele perceberá que essa proximidade significa coisas legais.

Em vez de ficar enciumado, se entreterá com guloseimas ou com o que de bom acontecer e passará a gostar de ter o bebê por perto. Os agrados ao cão e os petiscos podem ser dados por uma pessoa, enquanto outra segura o bebê, sem problemas.

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O importante é algo agradável ocorrer sempre que o bebê estiver por perto. Associar o cheiro da criança com coisas boas aumenta as chances de o cão, ao se encontrar com ela, considerá-la parte da “matilha”. Esfregue alguns panos no bebê e coloque-os em locais estratégicos, agradáveis para o cão, como embaixo do prato de comida dele e nos locais onde ele gosta de cochilar. Assim, enquanto come e dorme, o cão sente cheiro do neném.

Seguindo essas regrinhas você terá um ótimo companheiro (a) para seu filho, por muito tempo.

Quanto vale a busca pela beleza?

Na busca por cães esteticamente perfeitos para competições, criadores de cachorros de raça realizaram, por muito tempo, cruzamentos entre animais com grau de parentesco muito próximo.

Essa mistura, porém, pela proximidade familiar dos animais em questão, causa uma série de problemas genéticos em determinadas raças. Ou seja, a busca pela perfeição de uma raça provoca muitas imperfeições. Vejam o caso dos Boxers, por exemplo, que não raramente apresentam problemas cardíacos, câncer e epilepsia. Os dóceis e meigos Cavalier King Charles Spaniel, outra raça com problemas genéticos, sofrem de uma doença no sistema nervoso chamada Siringomielia, em que o cérebro cresce mais que o crânio, causando uma dor de cabeça muito forte – que muitas vezes levam ao sacrifício do bichinho.

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O Pug cada vez mais com focinho achatado sofre de problemas para respirar e sente falta de ar. Os Rottweilers vem tendo acentuada tendência a displasia de coxo femueral e de cotovelo. O osteo sarcoma, um tipo de câncer nos ossos, também está muito presente na raça. Pastores alemães com traseira tão baixa que chegam a ter dificuldade de caminhar. Basset Hounds sofrendo de artrites. O Labrador, que costuma viver até 13 a 14 anos, pode passar por problemas ósseos. O Poodle pode ser encontrado de vários tamanhos: padrão (45 a 60 cm), médio (35 a 45 cm), miniatura (28 a 35 cm) e toy (28 cm). Esses cães espertos podem viver até 18 anos. O principal problema de saúde da raça é o câncer. No entanto, problemas de tireoide, pele e articulações também são comuns.

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O Pinscher pode alcançar até 20 anos. Luxação na rótula do joelho e necrose da cabeça do fêmur são comuns no bicho. Outras doenças da raça são epilepsia e sarna demodécica, também chamada sarna negra, que não passa ao humano, mas pode debilitar o animal. O Shih-Tzu pode pesar até 8 kg e sua altura varia entre 20 a 28 cm. O cão pode viver até 15 anos. Os problemas de saúde que a raça pode apresentar são úlcera de córnea, dor de ouvido, pedra nos rins, insuficiência renal e cherry eyes. Este último termo trata-se do deslocamento da glândula da terceira pálpebra, que é responsável pela produção de aproximadamente 30% da lágrima do olho. Isso cria uma bola vermelha nos olhos, que deve ser corrigida com cirurgia.

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Os problemas mais comuns de saúde que o Maltês apresenta são nas articulações, no fígado e nos olhos. O cãozinho vive até aos 18 anos e pode pesar entre três e quatro quilos. Ele chega a medir entre 20 a 25 cm. O Pit Bull pode atingir a altura entre 35 a 50 cm e seu peso pode variar de 30 a 50 quilos. As principais doenças que podem levar o cão à morte são alergias de pele, dermatite troncular solar canina (queimadura solar em animais de pele rosada na barriga e no focinho), além de fraturas dentárias. O bicho também pode sofrer com displasia coxofemural (defeito na formação da articulação do membro traseiro; isso traz dores ao animal, que pode até não conseguir mais andar).

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As principais doenças que se desenvolvem no Cocker Spaniel são as de olhos, como catarata, atrofia progressiva da retina e glaucoma (aumento da da pressão intraocular, que pode levar à perda da visão). Epilepsia, surdez, dor de ouvido e cardiomiopatia dilatada (doença do coração que pode matar o bicho) também são comuns. A média de vida dele é de 11 anos. O cão chega a pesar entre 11 e 13 kg e mede de 35 a 38 cm. Agora que você sabe disso avalie bem antes de possuir um lindo exemplar para exposição. Às vezes um belo SRD (vira-lata) supre todas as suas necessidades.