Fazendo compras de Natal

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Nesta época do ano o aumento da procura por animais para presentear as crianças aumenta muito. O cão lidera o ranking de animais procurados para presente.

Bom, você tem todo direito de presentear alguém com animal de estimação, mas você não tem o direito de tratá-lo como objeto.

Um cão é uma vida, respira, tem fome, tem sede, fica doente, fica velho, morre, e necessita de amor, carinho e atenção como todo animal. Isso é muito importante!

Se você vai presentear seu filho com um ser vivo, lembre-se que é você quem vai cuidar dele. E se no futuro você se desfaz do cão porque ele te deu trabalho, não se assuste se seu filho no futuro o colocar num asilo lhe abandonando porque você também estava dando trabalho, você que o ensinou a se desfazer das vidas que dão trabalho.

Se o “presente” for para um terceiro, tenha certeza que a pessoa a ser presenteada está realmente preparada para tal responsabilidade.

Bom, se depois dessa postagem você ainda estiver decidido a dar um animal de presente vou te dar mais uma ideia: adote um cão ou algum animal de rua, você estará presenteando dois seres vivos!

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Explicando o inexplicável

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Muitas pessoas me perguntam como se faz para ser adestrador, pois gosta de animais e queria se tornar um.
Bom, no meu humilde entendimento ninguém se faz adestrador, mas se nasce adestrador. Apenas gostar não o faz apto a ser um adestrador.

Conheço inúmeras pessoas que gastaram horrores com cursos e nunca conseguiram dominar um cão. O que você aprende em cursos tem que ser acrescentando a sua dose de “feeling”, ou seja, tem que ter algo que não se consegue explicar.

Quando eu tinha 9 anos eu pegava cachorro na rua, trazia pra casa e ficava pedindo minha mãe para gente ficar com ele, mas eu não só apenas brincava, também tentava lhes ensinar algo, exigia educação e que seguissem regras.

Ao assistir uma apresentação dos cães da polícia militar de Belo Horizonte, vendo aqueles cães pastores os quais eu chamava de “policiais”, fazendo truques, tive uma sensação no coração inexplicável, uma vontade tremenda de me fazer entender e entendê-los.

Confesso que comecei errado, às vezes de maneira bruta, sem paciência, truculento. Não tenho medo de dizer e, sim, tenho vergonha dessa época, mas me orgulho de ter descoberto que estava errado e mudado a maneira de tentar me comunicar com eles.

Ao buscar dentro de mim aquele sentimento inexplicável que sentia, de interação com cães, consegui muito. Aos 12 anos eu passava horas brincando com minha cadela Xamoa, me sujava todo sem medo. Meu pai registrou numa dessas fotos essa amizade inexplicável da qual preferia do que ver TV.

A Xamoa foi minha primeira cadela adestrada. Ela sentava, deitava, fingia de morta e rolava antes de eu pensar em fazer um curso de adestramento. O tempo que eu ficava em casa tentava ensinar truques para ela.

Hoje sou um homem realizado, não financeiramente, mas espiritualmente, pois soube usar o dom que Deus me deu.