Do campo para a cidade

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Bob morava numa chácara e havia mudado a pouco tempo para um apartamento. Sua família o levara, pois gostava muito dele e o queria por perto.

A vida de liberdade e espaço agora se transformara na apertada e corrida vida de um cão da cidade. Para compensar a mudança de ambiente, ele tinha seus passeios matinais e ainda recebia todos os mimos da família que o levava de 4 a 5 vezes para dar uma voltinha e fazer xixi.

O problema é que Bob não fazia suas necessidades dentro do apartamento, apesar da insistência de seus donos. Para Bob, ele saia para fazer as necessidades e a caminhada era a recompensa para isso, então ele segurava para que o levassem lá fora e isso acabou se tornando uma rotina.

Um local na sacada foi preparado. Colocamos os tapetinhos e até grama artificial para ajudar Bob. Mas ele era persistente, por isso pedi para que a família não saísse com ele enquanto não fizesse as suas necessidades lá.

No inicio, foi uma luta, Bob segurava até não aguentar mais. Soa cruel, mas o que vale ressaltar é que se o dono sede à pressão não haverá aprendizado.

Hoje, Bob sabe que ele sai para passear porque seus donos gostam dele e não somente para que ele faça as suas necessidades.

Bem-vindo à cidade Bob!

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Achado não é roubado

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Sequestrar cães esta se tornando uma prática comum. Tendo em vista que muitos donos tem os animais de estimação como membros da família, os criminosos veem a prática como uma forma de extorquir suas vítimas. Está cada vez pior, ao ponto de você estar passeando com seu cãozinho e tê-lo levado sob ameaça de um revólver.

Mas quero lembrar que também vejo casos em que muitas pessoas dizem que tiveram seu cão roubado quando estavam dando a famosa voltinha pela vizinhança e o cão é levado por uma pessoa que acha que este estava perdido.

A lei de posse responsável não se estende apenas a proprietários de cães de raça, de guarda ou grande porte. Donos de pequenos cães, inclusive os SRD (sem raça definida), também tem que cumprir normas de segurança, mantendo seus cães na guia durante o passeio, recolhendo suas fezes das calçadas, etc.

Se você solta seu cão sem identificação e este é encontrado e levado por alguém, isso não configura roubo nem sequestro, configura sim falta de responsabilidade de sua parte. Se seu cão está solto na rua e ele é atropelado por um motociclista que se machuca, caberá uma representação dele na justiça contra você, dono do cão.

Deixar um cão sair pra fazer o xixi e o coco na calçada do seu vizinho, além de ser uma baita falta de educação, mostra que você não esta dando a devida atenção a ele. Não quero entrar em debate de nenhum caso, estou apenas colocando o que é correto a se fazer, e o que é incorreto também, para que sirva de exemplo.

Não deixe seu cão dar a famosa voltinha, pois ele pode contrair doenças, fazer sujeira em lugares indevidos, ser levado por estranhos, ser atropelado e causas graves acidentes, dos quais você será o responsável.

Ah, e resumindo: achado não é roubado!

Leia no Portal GCN: Marley sai para fazer xixi no Palma, é sequestrado e ‘devolvido’ dias depois

Vamos passear, mas onde?

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Muitas pessoas me perguntam onde podem levar seus cães para passear.

Como cidadão você tem o direito de frequentar qualquer local que seja aberto ao publico e que não possua placas proibindo a presença de animais.

O parque de exposição – se preferir, a Expoagro – é um local onde muitos levam seus cães para passear, mas alguns reclamam que seus cães pegam muito carrapato, principalmente quando andam na grama. Para não ter que alterar o local da caminhada, você pode protegê-lo colocando produtos a base de Fipronil ou coleiras antipulgas e carrapatos.

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Outro local que os proprietários levam seus cães para passear é o Poli Esportivo, apesar de um placa proibindo a permanência de animais. Alguns cidadãos reclamam ou tem medo da presença de cães, enquanto outros são indiferentes.

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As praças de Franca também são locais agradáveis para levar o totó para passear, praça central, praça da Capelinha e a praça e o Bosque dos Angicos no Bairro São Joaquim também são ótimas opções.

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No litoral, existem praias que permitem a presença de cães, já outras não, ambas identificadas com placas (ou pelo menos deveriam estar sinalizadas).

Nas grandes cidades, as praças e os parques também são sinalizados quando proíbem a presença de animais. Em algumas existem os “cachorrodromos” locais específicos para os donos e seus cães passar. Neste local se mantém a politica de boa vizinhança, na qual os cães mais tranquilos se socializam e os mais nervosinhos ficam presos às guias, mas mesmo assim algumas brigas são inevitáveis.

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Bom, independente do local do passeio, segurança, respeito e educação devem ser SEMPRE levadas com vocês. Cuidados como recolher as fezes de seu animal sempre que este se aliviar, é obrigatório. Lembre-se: se saiu de seu cão, é seu também, rs!

Estalinho

Aqui em Franca já vi muitas pessoas passeando com o cão na rua e armados com um pedaço de pau. O objetivo e afastar cães de rua que tentam se aproximar ou até mesmo brigar com seus cães.
 
Bom, aproveito para dar uma dica de como manter os cães afastados, mas em que seja preciso machucá-los. Leve no bolso alguns estalinhos (biribinhas) – daquelas que estouram ao entrarem em contato com o chão – e assim que ver um cão se aproximar, jogue o estalinho no chão, repito, NO CHÃO, assim ele irá fugir.

Tudo depende do ponto de vista

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Sempre que adestro procuro ensinar o dono também. Cães não vem com controle remoto onde é só apertar os botões e os comandos vão sendo obedecidos. Requer exercícios do dono e fazê-lo copiar meus trejeitos, minha tonalidade de voz e gestos esta é a lição mais difícil. Ou seja, é daí que surge a frase “Adestrar o dono é o pior”. O dono sempre faz tudo diferente do que você pede, sempre acrescenta uma palavra a mais no comando, se posiciona de maneira errada, chega até a gritar com o cão.

Referindo a este assunto, lembro de um rottweiler chamado Thomaz no qual obedecia prontamente meus comandos chegando a andar solto ao meu lado pelas ruas movimentadas da avenida Dr. Ismael Alonso Y Alonso. Thomaz era um rottweiler daqueles magros tinha um problema no coxo femoral que o fazia mancar de vez enquanto. Mas seu dono era uma peça rara.

Um dia fui passar os comandos e o jeito de conduzir Thomaz ao seu dono e lá fomos nós numa caminhada descontraída e conversando um pouco de cada coisa e entre meio a conversa eu ia mostrando como se dava os comandos: “junto”, “alto”, “senta”, “deita”, “fica”, “aqui”. Este era o básico que Thomaz obedecia lindamente. Num dado momento da caminhada passei a guia para seu dono e fui mostrando e corrigindo o que ele fazia de errado.

Pedi para que ele batesse na perna esquerda e desse o comando “junto”
(onde o cão inicia a caminhada ao lado do condutor). E o que ouvi do dono foi: “juntinho Thomaz! Vamos passear bonitinho!”. Tentei por várias vezes corrigir, mas em vão nada tirava da cabeça do dono aquela frase meiga e singela, rs!

Então pedi algo mais fácil, pedi para que mandasse o “senta” e ouvi:
“senta para descansar Thomaz, senta!”, seguido de tapinhas carinhosos no traseiro de Thomaz kkk. Bom… Vamos tentar o “deita”, pensei. Posicionei o dono corretamente e disse agora é só pedir dizendo apenas “DEITA”. Não teve jeito, “deita para ‘nanar’ Thomaz, cadê a barriguinha do meu moleque?”, kkk!

Depois de várias tentativas, em vão, de adestrar o dono, voltamos para casa e numa última tentativa já no portão de sua casa, pedi para que ele soltasse Thomaz da guia e falasse “CASA”. E o dono disse:

– Esse ele faz que é uma beleza, olha para você ver! VAI BEBER ÁGUA THOMAZ!

Thomaz correu pra dentro da casa e foi direto na vasilha de água depois de uma caminhada de quase uma hora…

E, olhando pra mim, o dono diz:

– Dino! Eles são muito inteligentes já pensou?! Eu chego da rua com ele, depois da caminhada mando ele beber água e ele vai!

Realmente ELES são muito inteligentes kkk!