Lei da Focinheira

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É muito comum eu ouvir de donos de rottweilers, pit bulls e mastim napolitanos – raças citadas na lei – que a lei que obriga o uso de focinheira em raças consideradas “perigosas” é injusta.

Também a considero discriminatória, tendo em vista que o número de ataques de cães pequenos são maiores do que dessas raças, mas o FOCO do problema está no tamanho do estrago. Um cão de raça pequena não causa o estrago que uma dessas raças de grande porte é capaz , por isso a lei pende para este lado.

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Muitas vezes andando na rua com minha rottweiler fui atacado por cães pequenos de proprietários que os deixam na rua soltos ou que abrem o portão para aquela famosa “voltinha”. O mais impressionante é que, geralmente, os donos do cão que veio puxar briga com meu rottweiler se acham no direito de discutir, brigar e até me xingar por eu estar andando com o meu cão, mesmo ele estando com guia curta e focinheira em plena luz do dia e em lugares públicos.

Uma grande hipocrisia da parte dessas pessoas que acham-se no direito de deixarem seus cães soltos na rua incomodando toda a vizinhança e brigando com nossos cães que estão presos a guia e de focinheira, respeitando a legislação. Digo sempre aos meus amigos que possuem essas raças que andem sempre dentro da lei para que mostrem que quem quer possui uma dessas raças passe o exemplo de pessoa responsável.

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Quanto ao cão que avança o seu, não se esqueça você também tem seus direitos, e nada te impede de fazer um boletim de ocorrência contra a pessoa que não pratica a posse responsável, mesmo que o cão dela seja considerado de raça “mansinha”.

Segue abaixo a Lei Estadual 11.531/03, regulamentada pelo decreto 48.533/04:

Artigo 1º – A condução em vias públicas, logradouros ou locais de acesso público exige a utilização de coleira, guia curta de condução e enforcador, para os cães das seguintes raças:
I – “mastim napolitano”;
II – “pit bull”;
III – “rottweiller”;
IV – “american stafforshire terrier”;
V – raças derivadas ou variações de qualquer das raças indicadas nos incisos anteriores.
§ 1º – Tratando-se de centros de compras ou demais locais fechados, porém de acesso público, eventos, passeatas ou concentrações públicas realizados em vias públicas, logradouros ou locais de acesso público a condução dos cães das raças abrangidas por este artigo deverá ser feita sempre com a utilização de coleira, guia curta de condução, enforcador e focinheira.
§ 2º – Define-se por guia curta de condução as correias ou correntes não extensíveis e de comprimento máximo de 2 (dois) metros.
§ 3º – O enforcador e a focinheira deverão ser apropriados para a tipologia racial de cada animal.

Artigo 2º – A multa referida no artigo 3º da Lei nº 11.531, de 11 de novembro de 2003, será imposta pelos profissionais das equipes de vigilância sanitária, com observância do disposto na Lei nº 10.083, de 23 de setembro de 1998 – Código Sanitário do Estado.
Parágrafo único – A multa terá valor dobrado, em caso de reincidência.

Artigo 3º – Qualquer pessoa do povo poderá comunicar ao órgão responsável pela vigilância sanitária as infrações à Lei nº 11.531, de 11 de novembro de 2003, e a este decreto, indicando as provas que tiver.
§ 1º – Recebida a comunicação prevista no “caput”, ou constatada ex-officio a infração, o órgão responsável pela vigilância sanitária deverá colher as provas pertinentes e, constatando infração ao disposto na Lei nº 11.531, de 11de novembro de 2003, e a este decreto, a autoridade sanitária competente lavrará de imediato os autos de infração correspondentes.
§ 2º – As infrações sanitárias serão apuradas em processo administrativo próprio, iniciado com o auto de infração, observados o rito e os prazos estabelecidos no Código Sanitário do Estado e, no que couber, a Lei nº 10.177, de 30 de dezembro de 1998, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Estadual.

Artigo 4º – Qualquer pessoa do povo poderá solicitar concurso policial, quando verificada a condução de cães em desacordo com as regras estabelecidas no presente decreto ou, ainda, quando verificada a ocorrência de omissão de cautela na guarda ou condução de animais, nos termos do artigo 31 Lei das Contravenções Penais – Decreto-Lei federal nº 3.688, de 3 de outubro de 1941.
Parágrafo único – A autoridade policial deverá, verificada a conduta do agente, comunicar o fato ao órgão responsável pela vigilância sanitária para lavratura de auto de infração, se for o caso, providenciando, ainda, a condução do infrator à delegacia de polícia da circunscrição para lavratura de termo circunstanciado noticiando a omissão de cautela na guarda ou condução de animais, dando início ao procedimento respectivo, de acordo com a Lei federal nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, além de outros delitos que eventualmente se configurem.

Artigo 5º – Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

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Vamos passear, mas onde?

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Muitas pessoas me perguntam onde podem levar seus cães para passear.

Como cidadão você tem o direito de frequentar qualquer local que seja aberto ao publico e que não possua placas proibindo a presença de animais.

O parque de exposição – se preferir, a Expoagro – é um local onde muitos levam seus cães para passear, mas alguns reclamam que seus cães pegam muito carrapato, principalmente quando andam na grama. Para não ter que alterar o local da caminhada, você pode protegê-lo colocando produtos a base de Fipronil ou coleiras antipulgas e carrapatos.

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Outro local que os proprietários levam seus cães para passear é o Poli Esportivo, apesar de um placa proibindo a permanência de animais. Alguns cidadãos reclamam ou tem medo da presença de cães, enquanto outros são indiferentes.

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As praças de Franca também são locais agradáveis para levar o totó para passear, praça central, praça da Capelinha e a praça e o Bosque dos Angicos no Bairro São Joaquim também são ótimas opções.

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No litoral, existem praias que permitem a presença de cães, já outras não, ambas identificadas com placas (ou pelo menos deveriam estar sinalizadas).

Nas grandes cidades, as praças e os parques também são sinalizados quando proíbem a presença de animais. Em algumas existem os “cachorrodromos” locais específicos para os donos e seus cães passar. Neste local se mantém a politica de boa vizinhança, na qual os cães mais tranquilos se socializam e os mais nervosinhos ficam presos às guias, mas mesmo assim algumas brigas são inevitáveis.

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Bom, independente do local do passeio, segurança, respeito e educação devem ser SEMPRE levadas com vocês. Cuidados como recolher as fezes de seu animal sempre que este se aliviar, é obrigatório. Lembre-se: se saiu de seu cão, é seu também, rs!

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Aqui em Franca já vi muitas pessoas passeando com o cão na rua e armados com um pedaço de pau. O objetivo e afastar cães de rua que tentam se aproximar ou até mesmo brigar com seus cães.
 
Bom, aproveito para dar uma dica de como manter os cães afastados, mas em que seja preciso machucá-los. Leve no bolso alguns estalinhos (biribinhas) – daquelas que estouram ao entrarem em contato com o chão – e assim que ver um cão se aproximar, jogue o estalinho no chão, repito, NO CHÃO, assim ele irá fugir.

Fred e eu, do outro lado do muro

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Depois de pular o muro fugindo de Fred, aquele dinossauro quadrúpede e já me sentindo mais seguro coloquei a mente pra funcionar, como eu iria fazer Fred me aceitar novamente, como faria ele deixar que eu o levasse pra passear?

Enquanto eu pensava do lado de fora Fred bufava pela fresta de baixo do portão, cada baforada levantava uma nuvem de fumaça seguida de um único latido confiante e firme.

Recapitulando tudo desde meu primeiro contato com Fred cheguei a conclusão que Fred no primeiro dia que me viu não me avançou porque ainda não tinha seu território demarcado, aquele quintal ainda não pertencia a ele. Três dias era muito pouco tempo para se determinar um território.

Então pedi seu novo dono que colocasse a guia em Fred e o trouxesse para fora, mais precisamente uns 50 metros longe da casa e assim ele o fez. Colocou a Fred na guia e o trouxe até mim ou melhor Fred trouxe seu novo dono até onde eu estava, pois da maneira como Fred arrastava, dava pra ver quem estava decidindo onde ir. Fred se aproximou de mim me cheirou novamente mostrei o dorso da mão ele lambeu e pronto estava eu em acordo de trégua com aquele dinossauro.

Levei Fred pra fazer uma caminhada longa e repetindo a palavra PASSEAR várias vezes durante a caminhada, até que se cansasse bastante e não tivesse vontade sequer de olhar para mim quando chegasse em casa. E assim fomos e ao regressarmos entrei com Fred, fechei o portão soltei da guia e ele saiu direto para vasilha de água.

Depois de beber bastante, ele se deitou a sombra da varanda, mal conseguindo manter aquela “cabeçona” de pé. Me aproximei tirei do bolso um petisco ofereci, mas a estafa era tanta que nem deu bola. Fui embora mais determinado a voltar no outro dia, pois não queria dar tempo para Fred esquecer o momento feliz que teve.

No outro dia ao chegar na casa Fred escutou o barulho do meu carro, se aproximou do portão, deu um baita latido mesmo assim resolvi entrar, ele ficou parado me olhando tirei a guia e mostrando a ele disse: vamos passear?!
Então Fred se contorceu e não abanando apenas o rabo, mas o corpo todo, deixando de ser aquele dinossauro chucro, parecendo simplesmente um filhotinho de poodle.

Depois disso, fiz o adestramento de Fred tranquilamente e ele se tornou um cão sociável e educado, respeitando o território dos outros, mas protegendo o seu.

Caminhadas no verão com seu cão

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Duas cachorrinhas estavam conversando até que uma disse:
– Olha lá, o Rex ta vindo aí!
– Então vou entrar …(reponde a amiga)
– Você não gosta do Rex?
– Não ele até que é bonzinho, mas o nariz dele é geladinho.

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Na verdade o nariz do cão não é gelado e sim úmido, isso porque os cães possuem uma pequena quantidade de glândulas sudoríparas que liberam suor pelo focinho e assim ajudam controlar a temperatura interna.

Cães precisam transpirar pela boca, focinho e os coxinhos dos pés. Isso explica o motivo dos cães andarem com a boca aberta, respirando como se estivessem ofegantes. O ato não significa necessariamente cansaço, mas um processo de eliminação de calor do corpo: o ar quente sai e o frio entra. Essa mesma troca ocorre no focinho. Quando o ar quente interno sai por ali e entra em contato com o ar ambiente mais frio, ele sofre o processo de condensação e ganha a forma líquida, molhando e resfriando o focinho.

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MUITA ATENÇÃO AO COLOCAR ROUPINHAS NO SEU CÃO. VOCÊ PODE CAUSAR UM AQUECIMENTO E DEIXÁ-LO DOENTE AUMENTANDO MUITO A TEMPERATURA DELE.

No calor ofereça sempre água fresca ao seu cão, saia em horários onde o sol não esteja forte e leve água para hidratá-lo. Em época de calor intenso você pode levar uma capa feita de malha fina ou uma bem leve que seu cão tenha. Você pode fazer de uma camiseta velha, por exemplo. Abra ela no meio, retire as mangas deixe apenas a gola de maneira que ela fique apenas sobre o dorso do cão, coloque ela úmida e durante a caminhada você vai molhando com pequenas quantidades de água, mantendo o cão com a temperatura mais baixa.

Respeite os limites do seu cão e boa caminhada!!

Quem leva quem pra passear?

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Ele puxa pra lá, ele puxa pra cá. A guia embaraça nas suas pernas e quase você vai pro chão. Passa um motoqueiro ele fica de pé, dá aquele tranco pra tentar correr atrás e quase te mata de susto. Cada pessoa que passa perto, ele quer pular cheirar e quando vê outro cão quer logo brigar.

A maioria dos cães que fica confinado em quintais é porque o dono perdeu o gosto de passear, pois o que era pra ser um lazer vira um sofrimento.

Aposto que você se familiarizou com a situação. Assim é o dia de caminhada de quem não tem um cão bem condicionado a andar preso à coleira.

O condicionamento vai desde o momento em que você sai na rua. Se você deixa seu cão atravessar o portão primeiro e andar na sua frente ele entende que esta conduzindo a caminhada e ao arrastar pensa que está decidindo que caminho seguir.

Um bom exercício é andar com o cão em linha reta e quando ele começar a puxar você dar meia volta bruscamente, mudando de direção obrigando ele a te seguir. Vá mudando de direção até que ele comece a esperar e olhar mais vezes pra você.

Andar faz bem para o coração principalmente de maneira harmoniosa.

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Boa caminhada!!!