Entenda seu gato

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Hoje vou falar um pouco sobre o comportamento dos gatos, mas de maneira generalizada, já que todo animal possui sua particularidade.

Quando o gato ronrona significa que ele esta satisfeito ao máximo. Em alguns gatos você consegue ouvir o ronronado, mas outros apenas conseguimos se sentirmos a respiração. São apenas diferenças físicas e não níveis de satisfação.

Quando o gato se esfrega nas pernas do dono ele está a liberar odores receptíveis apenas para outros gatos, ou seja, ele esta dizendo que você pertence a ele. Isso significa que ele te ama muito.

Quando ele está no seu colo e fica lhe amassando com as patinhas é outra maneira de demonstrar satisfação e amizade, é como se fosse uma massagem.

Quando seu gato dorme demais é sinal que ele tem confiança em relaxar no ambiente em que vive por isso aproveita ao máximo os cochilos. Alguns chegam a dormir cerca de 10 a 12 horas podendo estender até 16/17 horas.

Quando você se aproxima de um gato e este coloca as orelhas baixas para trás ele esta com medo por isso é importante você afastar a origem do medo. É normal quando dois gatos se aproximam esta manifestação possa existir e com o tempo deixe de acontecer.

Quando seu gato urina pela casa ele pode estar marcando território. A urina também é uma das formas dos felinos de marcar território e isso pode acontecer quando a fêmea esta no cio e existem muitos gatos no local.

Gatos também podem ser educados, apesar de serem insistentes, basta um pouco de paciência e persistência. Mas lembre-se, um gato magoado com você pode não aceitar sua presença e fugir de casa.

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Medo

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É bastante comum eu receber ligações de donos dizendo que seus cães desenvolveram um medo inexplicável da chuva ou até mesmo medo de não se sabe o que. Isso mesmo, alguns cães, do nada, começam a ficar ofegantes e babar, tremer, andar em círculos, etc.

Vale lembrar que alguns cães que sofrem de epilepsia podem ter crises quando estão com medo. Alguns nem chegam a convulsionar, mas ficam ofegantes e com sintomas de medo, pupilas dilatadas, tremores e andando de um lado pro outro.

Para alguns basta o tempo fechar para a sessão de tortura começar. Mas porque isso acontece?

Bom a maioria dos casos que presenciei, o cão tinha passado por um momento difícil durante uma tempestade e seus donos não estavam em casa. Foram barulhos, vento e chuva que causaram medo no cão. Mas há também problemas genéticos que fazem o medo se desenvolver um pouco mais tarde no cão.

É importante acostumar o cão desde pequeno a barulhos, estouros, estampidos para que ele encare de maneira natural esses barulhos. Uma brincadeira legal é colocar balões cheios de petisco para que o cão os estoure e a cada explosão ele seja recompensado.

É importante agir de maneira natural perto do cão. Isso inclui não acariciá-lo, pois tentando acalmá-lo você esta reforçando o comportamento.

Lembre-se associe situações boas e agradáveis a toda situação de barulho extremo ou ao menor sinal de tensão ou com medo. Caso esteja vendo que a situação esta piorando converse com veterinário ou adestrador!

Latidos durante a caminhada

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Numa matilha de lobos, cada membro tem uma posição hierárquica. Quando se aproximam de outros, estes passam informações de sua posição na matilha.

O cão que você tem carrega essa informação no DNA e alguns fazem questão de passar essa informação aos demais cães em sua volta.

Se seu cão ao sair late para todos que se aproximam ou estão no seu campo de visão, este pode estar passando a informação de que é um líder dizendo que está ali para mandar e marcar o seu território.

Mas os latidos podem ser um sinal de medo. Latir pode ser uma maneira de blefar, fingindo ser um cão dominante. Tudo depende da maneira com que seu cão esta posicionado durante a caminhada.

Nasus, o incompreendido

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Nasus é um border collie como qualquer outro. Inteligente, pastoreador e bagunceiro. Até ai tudo bem, mas o que ninguém entendia era porque Nasus estava odiando crianças.

Um cão pode se dar bem com tudo que lhe é apresentado de maneira amigável e tranquila. Infelizmente, Nasus não tinha em mente o conceito criança como algo bom.

Todas que passam em frente a sua casa o insultavam. Ele não conhecia nenhuma criança fora de sua família que não fosse pentelha. Resolvi levar Nasus até a porta da escola ao final da aula e corrigi-lo toda vez que quisesse avançar.

Depois de algumas aulas era hora de Nasus ter contato com uma criança, e quem levei? Meu filho Fellipe, claro! Acostumado com pit bulls e rottweilers, Fellipe não mostraria medo e passaria confiança e respeito.

Não poderia ter sido melhor! Nasus aprendeu que existem crianças de bem. Nascia ali uma grande amizade.

Taurus enfrenta seu medo. Da série uma aventura no Rio de Janeiro

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Como eu suspeitava, Taurus iria dar trabalho para subir a escada e foi uma luta árdua puxando Taurus escada acima. Ele não tinha coordenação motora e suas patas hora se prendiam na escada, hora escorregavam nos degraus. Todo esse processo era acompanhado pelos amigos na rede social e a cada conquista o feito era comemorado por eles.

Depois de umas três subidas e decidas, resolvi dar um tempo para Taurus descansar e quando o deixei lá em cima e vim descendo a escada, em seguida escutei um barulho, parecia algo rolando atrás de mim, era Taurus, literalmente, se jogando sozinho escada abaixo! O milagre havia acontecido, Taurus venceu seu medo e estava tomando a iniciativa de descer a escada sozinho mesmo que caindo.

Depois disso foi só ensinar Taurus a conter a euforia e coordenar os movimentos. No sábado Taurus já descia e subia as escadas sozinho bastava mandar e ele obedecia. Domingo fiz um belo passeio pelo Rio de Janeiro e na Segunda estava eu me despedindo de meu amigo Taurus com os olhos marejados de um misto de alegria e tristeza na incerteza se um dia iria rever o meu melhor amigo do Rio de janeiro.

Taurus morreu este ano de um câncer maligno onde ele sua dona lutaram bravamente até o fim, mas com a certeza que o medo não morava mais no coração daquele gigante com cara de mau, mas com coração de cordeiro.

Quando é a hora de arrumar outro animalzinho?

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Como disse na postagem anterior cada pessoa tem uma maneira de passar pela perda de num animal de estimação, alguns de forma rápida se superam e outros nunca mais conseguem substituir o que se foi.

Na verdade quem pensa em substituir esta errado, ninguém substitui uma vida. Cada animal que conviver com você terá suas próprias características marcante, uns você vai guardar mais se lembrar mais que outros, mas cada um terá seu espaço na sua vida e coração.

Relembrando minha Kaoma (rottweiler), quando ela morreu fui presenteado com Gaya (outra rottweiler), amigos se sensibilizaram e me presentearam, tentando assim me consolar, mas tendo em mente que uma não substituiria a outran.

Gaya não teve o mesmo aprendizado que Kaoma, pois, infelizmente, não consegui dita-lo. Tive medo de ficar comparando as duas e criar uma “maldição” ou até mesmo baixar a auto estima dela. Deixei Gaya ser apenas uma cadela normal, ensinei bons modos, mas nada de truques, pois assim Gaya seria Gaya e não Kaoma ou substituta dela.

Como disse cada cão deixará sua marca e você deve respeitar isso. Substituir um poodle por outro poodle achando que esse será idêntico ao que você perdeu é um erro enorme. Até mesmo tirar uma cria e ficar com um filhote de sua cadelinha preferida não a substituirá quado ela se for.

Algumas pessoas que possuem dois cães e perdem um deles acham que comprando outro pra fazer companhia ao que ficou irá melhorar a tristeza dele. Errado! É claro que o cão que ficou vivo saberá que o que você arrumou não é o que morreu isso mostra o quanto os animais são mais sensíveis nessa parte do que nós.

Passe pelo luto com calma, assimile o que aconteceu quando a dor da perda começar a ser substituída por boas lembranças e aquela vontade de ser recebido em casa por um amigo pet for forte novamente é sim chegada a hora de ter outro animalzinho de estimação.