Com que roupa eu vou?

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A vida de adestrador é uma mistura de trabalho com diversão. O tempo todo me divirto com os cães, mas principalmente com seus donos. Sempre digo que os donos são os mais difíceis de serem adestrados.

A inteligência de um cão é medida pela quantidade de vezes que você tem de repetir o comando. Alguns cães demoram 3 alguns 10 repetições para assimilar o aprendizado. Imagina então os donos que demoram 15 ou 20 tentativas, rs! Afinal, eles nunca, repito, nunca fazem do jeitinho que pedi, só depois de exaustiva repetição.

Certa vez, saindo para uma aula com uma dona e seu cão, um pit bull albino muito pesado e um verdadeiro moleque, seguimos até um local tranquilo para realizar os exercícios que eu ia passar. Ela era uma senhora de uns 50 anos cerca de 40 a 45 kilos não mais que isso, franzina, com uma fala aguda, alta e estridente. Seu sotaque era uma mistura de mineiro com nordestino o que deixava seus “causos” ainda mais engraçados.

Por causa dessa fala aguda e estridente que doía nos ouvidos, algumas palavras, que eu não ouvia fazia um tempo, ficavam muito engraçadas. Como a palavra excomungado, termo carinhoso que usava para se referir ao seu cão, que com sotaque saia “excumungado”, era hilário!

Ela gostava muito de seu pit bull, mas este a arrastava como um graveto pelas ruas de seu bairro. sempre animada, ela estava pronta para ir, vestida com uma saia longa e uma chinelinha de tirinha (rasteirinha), uma vestimenta não muito apropriada para quem vai treinar um cão, ainda mais um pit bull. Mas não sou personal style e sim adestrador e com o tempo ela iria aprender que esse tipo de roupa e calçado não deveria ser usado para passear com um cão daquele porte.

Tentei acertá-los, mas o pit bull havia acostumado a arrastá-la. Era só eu pegar na guia que ele andava direitinho, mas quando era ela que segurava, o cão não estava nem ai, sem contar que a dona não ajudava, posicionando-se de maneira errada, gritando muito com o cão e o deixando agitado, sem contar que ele pisava na rasteirinha e saia atrapalhava, e os dois não entravam em um acordo, rs!

Resolvi apelar para um exercício simples que consistia em andar em círculos com o cão mantendo-o próximo a perna esquerda. Então desenhei um circulo grande no chão e mostrei como se devia fazer. Depois de uns 2 minutos e algumas correções na postura e maneira de segurar na guia, o exercício começou a surtir efeito.

De repente notei que ela não conseguia andar no circulo e pedi para que ela se concentrar e ficar na marcação, ela concordou e continuou. Foi quando ela cambaleou para o lado e “ploft”, estatelou-se no chão. Nessa hora, eu estava um pouco mais afastado sentado na beira da calçada observando o exercício.

A dona caída no chão tentava a todo custo se levantar, mas o pit bull pulou no seu peito e, lambendo sua cara, explodia em alegria e festa impedindo-a de se levantar. A cena era trágica, mas muito, muito engraçada!

Desistindo da cara, o pit bull começou a tentar entrar em baixo daquela saia grande e ela não sabia se segurava a saia, se empurrava o cão ou se levantava. O que se ouvia era: “espera ai excumungado, espera ai trem, nusss!”

Segurei a guia do cão o mais rápido que pude e com a outra mão estendida ajudei a senhora a se levantar. Então, com a voz alta tipico de quem nasceu perto de cachoeira, rs, ela disse: “NOSSA MOÇO EU NUM POSSO ANDAR DE RODA OLHANDO PRA BAIXO, EU TENHO LABIRINTITE!”.

Não aguentei e comecei a rir, descontroladamente, pois eu já estava segurando o riso desde o começo do nosso treinamento e agora me segurava para não urinar nas calças.

Se já não fosse o bastante, ela olhou para baixo e perguntou: “cadê minha sandália?”. Quando damos olhada na boca do pit bull, lá estava a rasteirinha, toda babada e com umas duas tirinhas arrebentadas.

Voltamos para a casa dela, eu com os olhos lacrimejados de tanto rir e ela com um sorriso amarelo, para numa próxima aula, ela sair com uma calça jeans e um tênis adequado e com o remédio de labirintite tomado, rs!

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Fórmula do amor

cao oxi

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os donos de cães não são de pessoas tristes, sozinhas e avarentas.

Essa caricatura não faz condiz com a realidade apesar das pessoas vestirem seus cães de maneira ridícula, conversarem com eles durante horas, deixarem enormes heranças em dinheiro em seu nome já que não tiveram grandes amigos humanos.

O perfil de donos de cães são de pessoas divertidas, menos solitárias e de maior auto-estima do que quem não os tem e existe uma explicação bem simples para isso.

Sabe a oxitocina? Não, não é a vizinha do 32, nem a velhinha da novela, menos ainda uma nova droga, rs! Ela é o hormônio do bem-estar também conhecido como hormônio do abraço, pois nos dá aquela sensação gostosa de um abraço bem apertado e cheio de amor!

Um estudo no japão mostrou que pessoas que interagem positivamente com seus cães registraram um aumento na produção de oxitocina. Mas não somos só nós que registramos esse aumento. Nossos amigos caninos também tem esse aumento. E mais, no caso dos cães, esse aumento só é registrado na presença de nós humanos, ou seja, os cães preferem muito mais a nossa presença do que os da sua própria espécie.

Basta o pequeno ato de tocar a cabeça de um cão já é suficiente para provocar o aumento da produção da oxitocina.

E você? Já tomou sua dose de oxitocina hoje?

O QUE É CIO, PAPAI?

dogs_weddingO garotinho chega pra mãe e diz:
– Mamãe, posso levar a Baby pra passear?
– Não meu filho, ela está no cio! (responde a mãe pacientemente)
– O que é cio mamãe?
– Pergunta pro seu pai.

O filho vai até o pai que está na garagem trabalhando no carro e indaga:

– Pai!? Eu queria levar a Baby pra passear, mas a mamãe disse que ela está no cio. O que é cio?

O pai pega uma esponja molhada em gasolina, passa no bumbum da cachorrinha e diz:
-Pronto meu filho pode ir.

Meia hora depois volta o filho apenas com a guia e a coleira na mão.

O pai pergunta:
– Cadê a Baby meu filho?

– Então, papai. A gasolina dela acabou ali na esquina, mas não se preocupe que o pastor alemão do vizinho está trazendo ela guinchada (kkkkk).

Vamos aos fatos

A cadela está na puberdade quando ela tem seu primeiro cio. Ele ocorre entre sete e 10 meses de idade, na maioria das raças. O cio é a época de “namoro” da cadela. Fora deste período ela não aceita a cobertura do macho. Nesta época os hormônios estão à flor da pele e o humor da cadelinha pode mudar de acordo com o ciclo de menstruação dela. Há casos de cadelas que vivem juntas muito tempo, mas quando acontece algum descontrole hormonal, desencadeia então, brigas e as tornam inimigas mortais, precisando da intervenção de um especialista em comportamento canino.

A castração ajuda muito a controlar distúrbios hormonais e ajudar no temperamento da cadela caso as brigas sejam de origem hormonal é claro.

Em média, o cio das cadelas dura de 15 a 16 dias.

COMO IDENTIFICAR O CIO:
A região genital externa das cadelas (vulva) começa a inchar e observa-se um sangramento de leve a moderado. Chamamos de primeiro dia do cio, o dia em que se observa o início do sangramento.

FREQUÊNCIA DO CIO:
O cio das cadelas manifesta-se a cada seis meses, normalmente. Mas há cadelas cuja frequência varia a cada cinco ou sete meses. O importante é que o intervalo seja constante. Algumas cadelas não apresentam sangramento durante o cio. Nessas fêmeas, é muito mais difícil identificar o momento certo para o acasalamento.

As fêmeas têm cio até o final da vida. Não existe a “menopausa” em cadelas, mas elas possuem TPM, mas mesmo assim, ainda são menos perigosas que as mulheres. (brincadeirinha)