Tudo depende de como os criamos

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Algumas raças foram criadas para gerarem ferozes cães de guarda, briguentos e protetores, mas nenhum deles são ferozes por natureza. Foram geneticamente cruzados para isso acentuando personalidades.

O espírito natural do cão é guardar e proteger sua família, seja ela canina ou humana. Quando ameaçados é do seu instinto se defender. Basta que sejam criados de maneira correta, devidamente socializados e equilibrados para terem capacidade de avaliar se uma situação é realmente perigosa ou não.

Por isso se não são treinados ou educados para avaliar tal situação o intuito é atacar qualquer coisa mesmo que inocente.

Muitos cães se tornam assassinos porque aprendem a ter medo e, geralmente, este medo surge quando uma pessoa o mal-trata ou o negligencia.

Temos que lembrar que o ser humano é quem carrega o livre arbítrio e ele pode moldar o cão e decidir que tipo de companheiro quer.

Como é feito um treinamento de guarda

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Existem ainda muitos mitos envolvendo a atividade de guarda. Estes mitos são baseados em afirmações falsas, muitas vezes não passam de suposições, ou até mesmo de superstições.

Qualquer cão pode ser ensinado a fazer guarda?!

Não! O problema acontece com os cães de raça. Todas as raças são desenvolvidas a partir da seleção genética de cães com determinadas características, consideradas mais desejáveis para determinada atividade.

É assim que achamos cães de caça com um olfato muito mais apurado do que nos cães de companhia, por exemplo. Os cães de companhia, por sua vez, são mais delicados, menos desajeitados, que os de caça. E assim por diante. Com isso, desenvolveu-se cães com características instintivas diferentes. Portanto, para termos um cão de guarda precisamos escolher cães com características próprias para a guarda.

Um cão de 5 meses é um filhote, e está longe da idade de começar a demonstrar sinais de agressividade. O cão de guarda só começará a desenvolver sua agressividade, e sentido de territorialidade, quando estiver se tornando adulto. Nos cães de porte grande isso começa a acontecerá somente depois que o cão fizer 2 anos. Nesta época há uma grande mudança no temperamento do cão, fazendo com que ele fique mais bravo. É nesta época, também, que o proprietário, mais do que nunca, precisa reforçar sua Liderança sobre o cão.

O cão de guarda deve ser agressivo somente ao atacar um intruso, ou agressor. Porém, no seu dia-a-dia é desejável que ele seja o mais calmo e estável possível. Desta forma teremos uma casa devidamente guardada, sem, no entanto, que precisemos colocar qualquer pessoa em risco.

Se você considerar que a capacidade que um cão tem de atacar um estranho for semelhante à posse de uma arma de fogo, quem você acharia que seria o melhor portador deste revólver: uma pessoa super agressiva, que a qualquer provocação reage de forma exagerada, ou uma pessoa sensata e de temperamento estável? Não é difícil responder: é evidente que a pessoa sensata e de temperamento estável é a melhor opção.

Com os cães a coisa funciona do mesmo jeito. Um cão muito agressivo jamais será capaz de avaliar se uma situação é de fato perigosa ou não, pois para ele qualquer situação desencadeia uma atitude agressiva. No entanto se tivermos um cão calmo, obediente e de bom temperamento, teremos uma guarda muito mais efetiva, diminuindo muito o risco de acidentes desagradáveis.

O bom cão de guarda deve ser obediente, calmo, seguro, sociável e valente. Tais características só contribuirão para que ele tenha um bom discernimento quanto ao real perigo, ou não de uma situação.

Guarda e ataque. Qual a diferença?

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Muitas pessoas hoje em dia querem um cão que seja de companhia, carinhoso com a família, respeitoso com as visitas e cruel com ladrões.
Melhor ainda se atacar sob comando.

Mas é melhor ter um cão com uma guarda natural ou seja do próprio instinto dele, do que um mal treinado ou com um dono irresponsável.

Um cão treinado para guarda pode confundir uma criança escondida num parque com uma figurante das aulas de adestramento de guarda.

Por melhor que seja o cão, o adestrador e o dono, esse treinamento não irá funcionar como um relógio suíço.

O que ocorre com o cão treinado?

O cão treinado fica condicionado a reagir sob qualquer ameaça ao seu dono.
Treinar um cão para atacar não é como programar uma máquina, daquelas que geram sempre a mesma resposta quando ativadas. Condicionamentos precisam ser mantidos, revisados e corrigidos. E o controle deve ser maior ainda quando se lida com comportamentos perigosos, ou seja, cães sem temperamento psicológico estável.

Quando não fazê-lo?

Há quem pede para fazer em cães com temperamento medroso. pensam que este irá ficar corajoso. É verdade que com o treino muitos cães medrosos passam a atacar. Mas isso não quer dizer que deixam de ser medrosos. Mas o cão pode aprender atacar por medo o que torna mais difícil seu controle. Existe também o mito de que, para obter controle total sobre um cão, é necessário ensiná-lo a atacar e a interromper o ataque sob comando.

Alguns cães atacam mesmo sem treino

Muitos cães defendem o proprietário e a propriedade naturalmente, sem terem sido treinados. Nesses casos, é importante conseguir controlar e inibir a agressividade do animal para evitar acidentes. Esse controle é obtido por meio da repreensão do cão quando ele se mostrar agressivo diante de uma situação, a qual pode ser armada especialmente para isso.

Pense com cuidado antes de estimular a agressividade. O cão pode ser excelente defensor da propriedade e da nossa vida. Mas também pode machucar seriamente uma criança ou uma pessoa inocente e até matá-la.

É possível treinar um cão para latir e acuar um invasor sem mordê-lo.
Esse condicionamento também tende a estimular a agressividade do cão, mas não é tão perigoso quanto o treino que permite ao cão morder pessoas.

Veja o vídeo a baixo: