Senhoras e senhores… O rottweiler!

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Você se lembra do filme da década de 70 chamado A Profecia? Foi nele que usaram um rottweiler para representar o protetor do Anti-Cristo.

Na novela Vamp da Rede Globo, o animal também foi estigmatizado como violento, na forma animalesca do vampiro Vlad. Isso ajudou com que a raça fosse vista como violenta, agressiva.

A verdade é que qualquer cão de guarda criado e treinado para ser violento, o será, pois ele é habituado a ser assim. As raças de cachorro, infelizmente, são como produtos que revezam o ranking dos mais vendidos. Quando o rotweiller era a raça mais vendida do mundo – inclusive no Brasil – a criação descriteriosa para atender a demanda fez com que o cão com tendência a ser agressivo se torne ainda mais agressivo.

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Ao meu ver, o problema está no não cumprimento da lei pelas autoridades.

O artigo 31 da Lei das Contravenções Penais prevê pena de prisão simples de dez dias a dois meses ou multa de R$200 a R$2.000 para aquele que deixar em liberdade, confiar à guarda de pessoa inexperiente, ou não guardar com a devida cautela animal perigoso.

A Lei Municipal 10.309 de 1987 da cidade de São Paulo, trata do controle de zoonoses. O parágrafo único do artigo 7º determina que os cães mordedores e bravios somente poderão sair às ruas devidamente amordaçados, ou seja, com focinheira. Ainda segundo tal lei, será preso o cão mordedor que for agente de dois ataques comprovados por boletim de ocorrência.

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Já em seu artigo 13°, a lei diz: “os atos danosos cometidos pelos animais são de inteira responsabilidade de seus donos e, quando o ato danoso for cometido estando o animal sob guarda de outra pessoa, se estenderá a esta à responsabilidade pelos danos causados”.

Qualquer pessoa que for atacada por um animal deve imediatamente procurar uma delegacia de polícia para registrar um boletim de ocorrência. Vejam que o problema não é o animal ou seu temperamento é do “animal” – rs – que treina o cão a ser cada vez mais agressivo de maneira a perder o seu controle.

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Cão da Moda

Marley & Eu (Blu-Ray)

A população de cães em lares brasileiros é de 35,7 milhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Destes, existem 370 raças diferentes à venda. Entre elas, existem 10 mais populares, de acordo com ranking feito pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) em 2011. Esses cães passaram a fazer parte da moda.

Ter um cão caro de raça rara passou a fazer parte do “status”. Antigamente se tinha um cão para que ele trouxesse algum benefício, como por exemplo, o cão de guarda. Com o passar dos anos eles vem ocupando um espaço não só de trabalho, mas também preenchendo espaços afetivos e, por incrível que pareça, completando o ego das pessoas. Atualmente são os cães de pequeno porte que dominam o ranking de cães da moda.

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Raças como o Shih Tzu, Pug, Yorkshire e Maltês são os mais procurados. Essas raças, que foram desenvolvidas para companhia de damas da realeza, são integrantes de um grupo conhecido como cães de luxo e não ultrapassam 30 cm de altura. Mas as pessoas também se deixam levar pela emoção dos filmes, novelas e seriados.

Quem não se lembra da famosa Lessie (Rough Collie) “a cadela mais famosa do mundo”, que na época ninguém mais se lembrava da raça, quem a tinha dizia eu tenho uma Lessie. Tinha também o Rim Tim Tim em 1922 atuou em três diferentes séries de rádio, iniciando em 5 de abril de 1930, com The Wonder Dog, em que o Rin Tin Tin original fez os efeitos sonoros até sua morte, em 1932. Isso mesmo até mesmo no rádio já existia o cão da moda.
Bom, você deve estar dizendo: “O Dino tá louco, não lembro disso, nem é da minha época!”. Nem da minha, mas falou que tinha cachorro eu sei. Então vamos para nosso tempo.

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Quantos Marleys labradores você conheceu depois do lançamento do livro ou filme Marley e Eu? Quantos São Bernardos chamados Beethovens você conheceu depois da trilogia deste cão ou do filme ou Dalmatas?
Bom esses são cães da moda mais modernos. O que é mais incrível é que muitas pessoas compraram esses cães porque assistiram o filme, riram, se emocionaram e os abandonaram depois da primeira bagunça ou dificuldade financeira. O que trago com este texto é seguinte mensagem: quando se adquire um cão por modismo você está brincando não com você, mas com um ser vivo, que também tem sentimentos.

Pense antes de entrar na moda!

Obrigado! Dino Adestrador