Abra a boca e diga aaahhh…..tem tártaro aqui!!!

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O cara tinha um chulé horrível.
Sua esposa adotou um cão de rua, mas o coitado tinha tanto mau hálito que ela tinha medo que seu marido resolvesse devolvê-lo, então ela comprou um monte de petiscos de menta e outras coisas que prometiam um hálito perfumado para o cão.
Um dia ele chega em casa e logo vai para o quarto, tira os sapatos e as meias e vai para sala de TV.
Sua esposa chega com o cãozinho ainda mastigando os petiscos e resolve mostrá-lo e diz:
— Olha meu amor que lindinho!! (aproximando o cão do rosto do marido) Adivinha o que ele ta comendo?!
— Minhas meias! responde rapidamente o marido… rsrs

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Mas o que é que o cãozinho tinha que produzia um hálito de chulé?

O tártaro é o acumulo de placas bacterianas nos dentes. As bactérias vão se organizando e produzindo toxinas, ocasionando serias infecções nas gengivas. Nos animais que não possuem escovação periódica, elas se formam de maneira rápida e intensa. Além dos sinais visuais onde os dentes apresentam placas, o mau hálito é um dos fatores que fazem com que o dono perceba que está na hora de uma boa limpeza dentária. A presença do tártaro nos cães pode ter consequências sérias, desde a má alimentação onde a dificuldade de mastigação ou trituração de alimentos fazem o cão sentir dores na gengiva ocasionando a perda do apetite, até o aparecimento de doenças cardíacas.

Todos os cães numa determinada fase da vida terão que passar pela limpeza dos dentes, por isso sempre que for ao veterinário se informe se está na hora de fazer este procedimento. Não deixe para muito tarde pois já vi veterinários que assim que acabam de tirar o tártaro do dente do cão este caí, e chegam a conclusão de que o que estava segurando o dente era apenas o tártaro.

Mas como prevenir a formação do tártaro nos dentes do seu animal de estimação? Existem petiscos, ossinhos artificiais, biscoitos e até rações especiais que ajudam a evitar o acúmulo de placa bacteriana, mas o melhor ainda é a escovação. Por isso, desde pequeno incentive a aceitação do uso de escova dentária no seu cão, e assim no futuro ele terá bem mais saúde e você não sentirá no bolso.

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Poderia ser cômico, mas foi trágico!

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A tempos estou para contar este episódio aqui no blog, mas do jeito que as coisas andam e as pessoas julgam, tenho medo de acharem que eu estou brincando com coisa séria. Quem me conhece sabe que com coisa seria não brinco, posso brincar depois do problema resolvido, mas não antes nem durante.

Incentivado por meu amigo Luiz Neto, jornalista e editor de opinião do jornal Comércio da Franca, que disse que esses casos não podem ficar longe do conhecimento dos meus seguidores, resolvi contá-lo. O fato me fez sentir um misto de dó e raiva da tamanha ignorância do proprietário que achava que era o correto a ser feito. Por incrível que pareça, ainda existem muitas pessoas que pensam assim. Não vou condenar aqui o dono, pois se este buscou minha ajuda é porque queria realmente ficar com o cão. Muitos no lugar dele teriam aberto o portão e deixado o cão “fugir sem querer”.

Certa vez ao telefone um cliente me solicitou uma visita, pois o mesmo não aguentava mais seu labrador, Marley. Todos da casa o amavam, mas Marley já estava ficando grande e pesado já com seus 18 meses e coisas do cotidiano como caminhar ou até mesmo colocar comida se tornaram impossíveis de se realizar tranquilamente.

Para caminhar Marley arrastava, babava, latia, mordia a guia, quase se matava enforcado. Na hora da comida era um pesadelo para família. Marley pulava o tempo todo, mal esperava seu dono colocar a ração na vasilha, ele se jogava com patas, unhas e dentes nas mãos que seguravam a vasilha, derrubando toda ração e como um mega aspirador de pó ele literalmente aspirava a ração do chão e, em seguida, brincava desesperadamente com a vasilha, correndo com ela na boca enquanto todos da familia tentavam a tirar dele.

Pelo telefone agendamos uma visita para ensinar toda a família como educar Marley, mas antes de desligar, ele me pediu uma dica de como poderia fazer para dar a ração naquele final de tarde sem sofrer tanto. Então eu disse: “você vai arrumar uma garrafa descartável de refrigerante de 2 litros vazia. Coloque a ração na vasilha com uma mão e com a outra a garrafa. Diga o comando FICA e coloque a vasilha no chão. Quando ele vier novamente você repete o comando FICA e bata no chão bem no meio entre o cão e a vasilha de comida, amanhã te dou outras dicas”.

No outro dia, no horário marcado, fui até o endereço indicado. Ao chegar fui recebido com festa e palavras de elogio. “Então você que é o Doutor Pet dos cães? Cara, sua dica foi fenomenal, você tem que ver ele esperar pra comer, tá uma gracinha! Enquanto eu não me afasto e mando ele comer ele não vai e se eu falar sai, ele larga a comida e espera novamente”, disse o dono.

Fiquei feliz com o resultado e então entramos para conhecer Marley. Ele é um labrador caramelo lindo, moleque e hiperativo no último grau, rs. Chegou pulando, babando, ofegante, ligado no 220v. Ao fazer um carinho na sua cabeça notei um caroço na crista do occiptal (alto da cabeça) então indaguei:

– E esse caroço, genético?
– Não, é da garrafa mesmo! – respondeu o dono.
– Como é que é?! – perguntei alarmado.
– Fiz o que você mandou, ué. Repeti o comando FICA e bati no CÃO, bem no meio, uma só – contou o dono.
– Cara, você tá louco! – exclamei cheio de raiva. – É no CHÃO! No CHÃO, no meio entre a vasilha e o cão! Trás a garrafa lá para eu te mostrar – neste momento me trazem uma garrafa de 1,5lt daquelas duras, então eu disse:
– Não! Cade a garrafa pet de 2 litros???
– Não tínhamos e pegamos essa!

Depois desta visita nunca mais dei dicas de correção pelo telefone ou por escrito, só pessoalmente!

Ps: O cão passa bem, está mais educado e feliz com sua família, mas não pode ver uma garrafa de refrigerante!

Ferveu

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Sabe aquele lance de quando a temperatura do carro sobe, ele ferve e você tem que parar e providenciar o resfriamento? Pois é! isso aconteceu comigo essa semana só que ao invés de um carro foi com um cão.

Infelizmente com esse tempo descontrolado as temperaturas logo de manhã já atingem 30ºC a 35ºC o que dificulta para um cão caminhar mesmo na sombra.

Iniciei o adestramento umas 8h e ao andar apenas 15 minutos a sensação térmica do cão subiu e a primeira atitude dele foi se deitar, nada o fazia se levantar, parecia exausto.

Minha sorte é que sempre levo garrafas de água para dar de beber ao cão. Então comecei a molhar a parte interna das coxas dele fazendo com que a temperatura baixasse. Dei água para ele beber e assim que a sensação térmica abaixou, voltamos rapidamente para casa.

Ao chegar em casa iniciei o processo novamente, mas dessa vez molhei o cão por inteiro. O correto de se fazer isso é ir molhando o cão aos poucos, pois jogar água diretamente no corpo super aquecido pode levar a um choque térmico. É como jogar água de uma vez no motor de um carro aquecido. É importante verificarmos sinais que o cão demonstra de estar entrando em estafa por aquecimento. Caso isso ocorra siga as dicas:

1) molhe uma toalha, torça-a para tirar o excesso de água, coloque sob o corpo do cão e com outro pano molhado vá passando na parte interna de suas coxas (das do cão, não nas suas, rs);

2) forneça água fresca e, assim que a temperatura for baixando, acrescente algumas pedras de gelo na água;

3) se mesmo com a temperatura baixa ele ainda estiver ofegante, tossindo, leve-o urgente ao veterinário.

Canil

Por incrível que parece muitas pessoas tem dúvidas na hora de construir um canil. Mas tem que se lembrar que um canil é apenas uma área que o cão passa algumas horas dentro e não a vida toda.

Se possível, escolha um lugar onde o sol bata de manhã e tenha sombra a tarde. Lembre-se de deixar um bom espaço para ele circular.

Não esqueça também da torneira dentro do canil assim fica fácil lavar.  Além de fazer uma leve inclinação no solo para que não haja acúmulo de urina nem água no chão. Prefiro pisos antiaderentes.

Faça a casinha alta caso você precisar entrar dentro dela para fazer alguma pulverização ou higienização. Reforce as grades de acordo com a força de seu cão.

Segue abaixo um modelo bastante prático:

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A eficacia da comunicação simples, clara e direta

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Os cães nos entendem mais do que pesamos. Ouvem nosso pesamentos, interpretam nossa linguagem corporal. O que verbalizamos é apenas uma parte dessa comunicação.

A melhor maneira de se fala com um cão é com clareza e objectividade.  Geralmente os cães não obedecem porque não fomos bem claros. Um exemplo.  Não queremos que subam no sofá, mas algumas vezes os colocamos lá.  Chamamos a atenção do cão dizendo apenas o nome e deixamos de corrigir o ato.

Dizer elogios e dar prêmios quando ele aprender ajuda a reforçar.  Exercite o tom de voz. Agudos são associados a felicidades, nervosismo ou preocupação. Tons fortes e diretos são associados com avisos. Fale com diferentes tons de voz e veja como ele reage!

Às vezes você da uma ordem ao cão e mentaliza que ele não vai obedecer e isso gera um conflito, pois sua energia é mais forte que o comando então o cão entra em conflito e não obedece.

Prestar atenção na linguagem corporal quando falar com seu cão, é muito importante. Quando pedirem para seu cão sair de um determinado local direcione todo seu corpo para o local e não apenas as mãos. Coordene seu corpo e seu pensamento com suas palavras e verá que ele entenderá instruções complicadas muito mais rápido.

Seguindo essas dicas todos ficarão mais felizes.

Mãeee eu quero um cachorro!

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No último final de semana aconteceu em Franca a primeira feira do setor pet na cidade. Foi um grande encontro de empresários do setor pet expondo seus produtos e serviços, evento este muito bem recebido pela população de Franca.

Nesta feira além de montar o estande de meu pet apresentando produtos e serviços, levei alguns filhotes da raça Shih Tzu para venda. Entre olhares de curiosos que apenas admiravam os filhotes uma senhora com marido e o filho pequeno entraram no meu estande e me solicitando informações sobre a raça iniciando assim uma negociação para compra do filhote.

A criança estava toda entusiasmada, querendo muito aquela pequena bolinha de pelo. Sua mãe um pouco contrariada, mas como toda mãe, não querendo desapontar o filho. Entre uma conversa e outra ela disse:
– Olha meu filho você quem vai cuidar! Eu não quero nem saber!

Perguntei o nome da criança e em seguida quantos anos ela tinha. Me disse que tinha 5 anos
Então voltei minha atenção para senhora e simpaticamente, para não ofendê-la, disse:

– Não, não é ele quem vai cuidar! a senhora quem vai cuidar, colocar comida, água, recolher a fezes, levar para tomar banho, para vacinar, etc. A senhora não pode deixar toda responsabilidade para uma criança de 5 anos. Ele quem vai dirigir até o pet shop levando o filhote para o banho? Ele quem vai cuidar das datas de vacinação dele? Ele terá o cuidado de recolher as fezes do cão sem fazer bagunça?

Por isso eu sempre digo: pense bem! Você pode até dar algumas atribuições para criança e cobrar com firmeza a responsabilidade que lhe foi dada, mas não toda a responsabilidade.

Tudo isso vai influenciar no caráter da criança, ele não pode achar que todo animal é descartável. Por isso, melhor pensar bem se realmente vale a pena, se o cão vai te trazer mais alegria ou mais tristeza!

Ela olhou pro marido e disse:
-Ele tem razão! vamos pra casa e amadurecer a ideia melhor?
Uma mulher que também estava no estande me olhou de cima embaixo e quando o casal deixou o estande ela me disse:
– Você acabou de perder uma venda por ser tão franco.
Daí eu respondi:
– É! mas acabei de salvar um cachorrinho!

Como evitar um ataque e se proteger

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Parece engraçado, mas quando se está numa situação na vida real é difícil rir. Caso aconteça com você siga minhas dicas. Não garanto que saia ileso, mas pode amenizar bastante as consequências.

Quando se deparar com um cão de rua, sem dono, o segredo está em ignorar. Geralmente eles latem mais do que mordem, mas fique atento, alguns costumam dar umas beliscadas por trás, e é importante não ficar numa posição defensiva (corpo retraído tentando se encolher ou posicionando o corpo para trás). Fique ereto, levante a cabeça, se possível dê uma estufada no peito e ande com passos firmes e seguros.

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Caso aconteça do cão iniciar o ataque, tente correr e subir em algum muro, carro, árvore.
Caso não seja possível, vire-se de frente para um muro ou parede e fique em posição de ‘estatua’. Geralmente cães se entusiasmam quando a pessoa corre, assim estimula o instinto de caça fazendo com que ele morda na perseguição. Ficando contra a parede, sem olhar nos olhos dele, ele perderá os estímulos, você pode até levar umas duas mordidas, sei que é difícil, mas tente não se debater.

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Caso você caia tente ficar numa posição fetal, proteger a garganta e o rosto com as mãos. Fique o mais encolhido que puder e apenas grite por socorro sem se debater.

Outro truque que pode usar é tirar os tênis e colocar na frente, geralmente alguns cães mordem o que é apresentado. Tirar a camisa e enrolar no braço também pode ajudar a amenizar o ataque.

Tudo isso se der tempo, é claro.

AJUDANDO ALGUÉM DURANTE UM ATAQUE

Caso a situação for de ajudar alguém durante o ataque preste bem atenção:

Bater na cabeça do cão, usar guia, correia, pau pode não resolver muito. Aliás, pode aguçar ainda mais o animal o fazendo realizar movimentos bruscos com a vítima na boca agravando as mordidas.

Use um extintor direcionando o jato para a cara do cão.

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Mangueira de água também é bom. Caso ele não queira soltar, enfie na boca dele com jato de água ligado.

Levantar o cão pelas pernas como carrinho de mão e retirá-lo andando em círculos, soltando somente depois do cão realmente controlado ou vítima fora de perigo.

Estas são algumas dicas básicas que podem ser usadas por leigos. Mas lembre-se, a melhor proteção contra um ataque é evitá-lo.

E se você é proprietário de um cão feroz, seja responsável e mantenha-o na guia forte, e em casa com um portão bem seguro.