Fujam para as montanhas, a leishmaniose esta chegando…

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“Surto de leishmaniose na região ameaça cães em Franca”

Este era o título da matéria do Comércio da Franca do dia 05/12/2015. Vamos entender o porquê da preocupação…

A doença é causada por um protozoário e transmitida pelo mosquito palha, asa branca, asa dura ou palhinha – o nome varia de acordo com a localidade ou região. O inseto é encontrado em lugares úmidos e escuros onde existem muitas plantas.

Animais silvestres podem ser infectados, como roedores, tamanduás, preguiças e raposas do campo. E por aqui nossos cães. Não vou dar uma aula de ciências aqui, vamos ao que interessa…

O cão precisa ser sacrificado caso seja positivo para leishmaniose?

Existem aqueles veterinários cuja conduta é exterminar sumariamente todo e qualquer cão cujo exame dê positivo; outros são favoráveis ao tratamento daqueles positivos que não apresentam sinais da doença e alguns ainda são favoráveis ao tratamento de cães que apresentem alguns sinais sem comprometimento ainda da função dos rins.

O tratamento canino não obtém, em geral, a cura, mas pode oferecer uma boa qualidade de vida e maior longevidade aos animais afetados. Esse procedimento exige dos proprietários dos cães um compromisso de cuidados especiais com os animais infectados e também com o ambiente onde vivem.

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Mas espere, os cães com leshmaniose não tem que ser sacrificados? Eles transmitem a leismaniose para os mosquitos que os picarem? Os cachorros não transmitem leishmaniose, eles servem apenas de depósito para o protozoário que é transmitido por um mosquito. Segundo o veterinário André Luís Soares, que é integrante da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Brasil é o único país do mundo que autoriza a eutanásia de animais como forma de controle da leishmaniose, o que, segundo ele, não é eficaz.

A mesma opinião tem o veterinário Paulo César Tabanez, do Grupo de Estudos sobre Leishmaniose Animal, que afirmou que os exames sorológicos podem apresentar falhas. Ele citou um inquérito sorológico realizado pelo governo em Belo Horizonte: de 400 mil animais testados, quase 13 mil apresentaram reagentes, mas não estavam infectados; e 2 mil deram resultados negativos, mas estavam infectados. Tabanez criticou a eutanásia. “Certamente nós temos muitos animais sacrificados, eutanasiados nesse processo de ‘canicídeo’ com exames inadequados ou com uma condução inadequada.”

Segundo ele, outras políticas públicas podem ser tomadas, como o uso de repelentes, vacinação individual, educação em saúde e educação ambiental. O proprietário do cão também pode recorrer na justiça contra a eutanásia do seu cão. Na cidade de Campo Grande a justiça proibiu os órgãos públicos de praticar a Eutanásia como medida de controle da doença alegando que se trata de uma medida arcaica, medieval.

Por esse motivo, acho bom os prefeitos ou governantes procurarem outras formas de controle da doença, pois a população não é tão trouxa assim. Justificar a falta de compromisso e a falta de higiene e educação da população instalando o pânico, jogando a culpa em serem que não podem se defender não está colando mais. E aos proprietários em pânico fica o recado: A herliquiose, doença transmitida pelo carrapato ainda mata mais cães do que a leishmaniose, por isso se preocupe não somente com a leismaniose mas com todo tipo de doença que pode acometer seu cão e não só aquelas que podem nos colocar em risco também. Converse com seu veterinário sobre como evitar essas doenças através de produtos, vacinação e principalmente higiene do local onde você e seu cão moram.

* Seguem abaixo alguns produtos abaixo que ajudam a prevenir a Leishmaniose caso ainda não tenha condiçoes de vacinar seu cão.
Coleira Scalibour, Pulvex, Coleira Leevre, Advantage max 3.

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Abra a boca e diga aaahhh…..tem tártaro aqui!!!

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O cara tinha um chulé horrível.
Sua esposa adotou um cão de rua, mas o coitado tinha tanto mau hálito que ela tinha medo que seu marido resolvesse devolvê-lo, então ela comprou um monte de petiscos de menta e outras coisas que prometiam um hálito perfumado para o cão.
Um dia ele chega em casa e logo vai para o quarto, tira os sapatos e as meias e vai para sala de TV.
Sua esposa chega com o cãozinho ainda mastigando os petiscos e resolve mostrá-lo e diz:
— Olha meu amor que lindinho!! (aproximando o cão do rosto do marido) Adivinha o que ele ta comendo?!
— Minhas meias! responde rapidamente o marido… rsrs

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Mas o que é que o cãozinho tinha que produzia um hálito de chulé?

O tártaro é o acumulo de placas bacterianas nos dentes. As bactérias vão se organizando e produzindo toxinas, ocasionando serias infecções nas gengivas. Nos animais que não possuem escovação periódica, elas se formam de maneira rápida e intensa. Além dos sinais visuais onde os dentes apresentam placas, o mau hálito é um dos fatores que fazem com que o dono perceba que está na hora de uma boa limpeza dentária. A presença do tártaro nos cães pode ter consequências sérias, desde a má alimentação onde a dificuldade de mastigação ou trituração de alimentos fazem o cão sentir dores na gengiva ocasionando a perda do apetite, até o aparecimento de doenças cardíacas.

Todos os cães numa determinada fase da vida terão que passar pela limpeza dos dentes, por isso sempre que for ao veterinário se informe se está na hora de fazer este procedimento. Não deixe para muito tarde pois já vi veterinários que assim que acabam de tirar o tártaro do dente do cão este caí, e chegam a conclusão de que o que estava segurando o dente era apenas o tártaro.

Mas como prevenir a formação do tártaro nos dentes do seu animal de estimação? Existem petiscos, ossinhos artificiais, biscoitos e até rações especiais que ajudam a evitar o acúmulo de placa bacteriana, mas o melhor ainda é a escovação. Por isso, desde pequeno incentive a aceitação do uso de escova dentária no seu cão, e assim no futuro ele terá bem mais saúde e você não sentirá no bolso.

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Quando a idade pesa

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Quando você menos espera a idade já chegou para o seu cão.

É tão rápido que você nem percebeu que aqueles dias de destruição e brincadeiras se foram e deram lugar a passividade a longos cochilos durante o dia e perda de sono durante a noite, um pouco de surdez, perca da massa muscular, mudança de cor da pelagem, etc.

É hora de ter em mente que você tem um senhor em casa. O primeiro passo é a troca da ração. Existem rações destinadas a cães acima de 5 ou 7 anos com nutrientes diferentes e necessários para esta nova fase.

Mais atenção e cuidados serão necessários, pois cães mais idosos, digamos acima de seus 12 anos, podem desenvolver incontinência urinária, errar o local do xixi, perder o apetite, ter algumas reações de demência como uivar ou latir para o nada entre outros comportamentos estranhos.

Também se fará necessário aumentar as visitas ao veterinário, diminuir as caminhadas, checar a existência de tumores, baixa de globos vermelhos, anemias e possível formação de tártaro nos dentes que atrapalhem a alimentação, etc.

Mas o mais importante é ele poder contar com sua lealdade e paciência para que ele saiba que a dedicação que ele te deu durante anos não tenha sido ele vão e assim ele termine a vida sabendo que teve sua missão cumprida.

Não abandone quem esteve ao seu lado todo esse tempo!

Maus-tratos – o que fazer?

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Sempre pessoas me ligam dizendo que sabem ou conhecem um caso de maus-tratos, mas não sabem o que fazer ou a quem recorrer.

O primeiro passo para resolver qualquer problema é o diálogo. Obviamente que dialogar com o tipo de pessoa que sobre tal barbaridade é raro, mas não impossível. Se este for possível com a pessoa que está praticando o mau-trato, faça-o de imediato. Não filme seu vizinho matando o cão pra depois postar na internet e fazer a denúncia depois que o animal estiver morto.

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Se preciso for faça a notícia crime de maus-tratos à polícia. Não é preciso ser advogado nem pertencer a alguma entidade protetora para fazer uma ocorrência de maus-tratos. Você pode ir até a delegacia mais próxima e fazer um B.O. (Boletim de Ocorrência). Se possível, leve uma testemunha com você. É possível ainda pedir sigilo da sua identidade. Em caso de envenenamento, leve exame toxicológico e laudo do veterinário. Você não será autor do processo e sim o Estado, pois o Estado é quem tem a tutela sobre os animais.

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Ouço muitas pessoas dizerem que foram até a delegacia e o escrivão fez chacota do caso ou disse que não era da alçada da polícia. Se o escrivão não quiser lavrar o boletim peça para falar com delegado de plantão. Se no final, nem o delegado cumprir com o seu dever, leve o caso ao MP (Ministério Público) – que atua como “controlador externo” das atividades de polícia – através de um simples ofício escrito, narrando o ocorrido.

O maior mau-trato é ficar indiferente diante a essa situação…

Cuidados no primeiro encontro

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Às vezes encontramos cães estranhos seja sozinhos ou acompanhados por seu dono. Por isso algumas regras devem ser obedecidas para que acidentes não aconteçam:

– Ao se deparar com um cão estranho, não o olhe diretamente nos olhos;
– Não estenda a mão para fazer carinho sobre sua cabeça no primeiro contato;
– Não corra, isso aguça o desejo de caça;
– Não abrace, não beije, nem chegue o rosto perto do cão;
– Evite falar alto e gesticular muito;
– Não chegue alcoolizado diante de um cão estranho
– Nunca confie no dono que diz: “pode entrar é mansinho!”.

Cães podem interpretar qualquer sinal de medo como ameaça e atacar para se defender.

Por cima ou por baixo do tapete? Dá na mesma!

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Vi um amigo do face postando esses dias que fazia alguns dias que estava no Estados Unidos e não tinha visto nenhum cão de rua. Em seguida muitas postagens dizendo:
Primeiro mundo, Brasil é subúrbio, País desenvolvido é outra coisa ou seja baseado no que veem aqui no Brasil e no que não veem nos EUA.

Em São Paulo a eutanásia foi proibida através de uma lei e o recolhimento de animais de rua suspenso pois os canis municipais estão superlotados devido ao baixo número de adoções. Os cães são castrados e ficam lá até encontrarem uma pessoa que o adote, caso contrario, morrerá de velhice ou alguma doença grave na qual lhe será recomendada a eutanásia.

Com isso o número de cães vagando pelas ruas aumentou e o controle é feito pelo baixo empenho do governo, a grande vontade das ONGs de proteção animal e a luta de grupos de ajuda a animais abandonados.

Nos Estados Unidos, aproximadamente 5 mil abrigos de animais operam. Alguns deles são administrados por serviços do governo, de controle de animais locais e outros atuam como entidades completamente independentes.

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Não existe quem supervisione os abrigos de animais, mas a Humane Society of the United States (HSUS), a American Society for the Prevention of Cruelty to Animals e outras organizações não lucrativas fornecem as bases e diretrizes para ajudar os abrigos de animais a operar eficientemente.

Estima-se que 6 e 8 milhões de cães e gatos são encaminhados para abrigos anualmente a maioria por seus donos. Mais da metade de todos os animais que entram num abrigo são sacrificados porque estão muito doentes ou velhos ou porque não encontram quem os adote.

O tempo de permanência de um animal no abrigo depende da lei local e da legislação do abrigo. Apesar da Humane Society recomendar que os abrigos mantenham os animais abandonados por pelo menos cinco dias, o número real de dias pode variar dependendo do espaço do abrigo, da saúde e da adotabilidade dos animais.

Por isso meu amigo, em vista aos EUA, a diferença dai com aqui, é que a nossa sujeira está por cima do tapete!

O mínimo que um cão merece é ter alguém para dizer seu nome

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Passando pela avenida Ismael Alonso Y Alonso depois da faculdade, sentido Agabê, num dia tribulado onde a mente fica tomada pelos afazeres, me surge do meio de uma passarela que liga o outro lado da avenida um cão. Sem parar ele entrou bem na frente do meu carro e, enquanto eu atolava o pé no freio, sentia seu pequeno e frágil corpo sendo surrado embaixo do carro.

É uma das piores sensações que ja passei, parece que o tempo passa lentamente até que você consiga parar totalmente o veículo. A freada brusca rompe um grito dos pneus seguidos dos gritos do cão, mas que são bem distinguíveis um do outro. Parei no meio da avenida por alguns segundos fiquei estático, não ouvia nenhum ganido, fiquei com medo de olhar, desci e olhando embaixo do carro não vi nada. Um senhor da calçada grita:
– Tá tudo bem, ele tá bem! Subiu correndo ali para cima, sentido bairro.

Entrei no carro para tirá-lo do meio da avenida e tornei a perguntar para onde foi o cão. O senhor, me apontando na direção, tornou a dizer que não havia acontecido nada com o cão pois ele subira a rua numa velocidade descomunal. Resolvi ver se ele realmente estava bem e direcionei o carro no mesmo sentido. Já uns 3 ou 4 quarteirões a cima vi o pobre cão andando lentamente e quando aproximei este escutando o barulho do meu motor aumentou o trote com medo.

Foi quando ele entrou numa casa destas mais antigas com uma pequena escada e uma varanda. Se deitou e logo encostou o queixo no chão. Desci do carro e enquanto eu batia palma para ser atendido eu conversava com o cão.

Senti que não estava nada bem. Seu focinho e ouvidos sangravam e o que eu queria era apenas avisar seus donos que eu iria levá-lo ao veterinário. Foi quando o vizinho da frente me disse:
– Num mora ninguém ai não moço
– E esse cão é de quem?
– Era do pessoal que morava ai, mas eles foram embora e deixaram ele ai.
Ele passa o dia ai esperando eles. Às vezes sai, da uma volta, mas sempre retorna.

Então sem prolongar a conversa peguei e o levei ao veterinário. Ele já não estava bem. Nos exames foram constatados, hemorragia pulmonar, traumatismo craniano e o baço havia rompido. O veterinário se surpreendeu quando eu disse a distância que ele havia percorrido para chegar em casa, o que para ele, naquela situação, era quase impossível.

Antes de qualquer intervenção cirúrgica ele morreu na mesa de consulta.
O que o havia feito subir aquela rua em disparada foi uma última tentativa de rever seus donos e essa esperança foi-se embora com ele.

Sinto não poder tê-lo chamado pelo nome para assim amenizar sua dor…
Não a do acidente, mas sim a do abandono.