Nasus, o incompreendido

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Nasus é um border collie como qualquer outro. Inteligente, pastoreador e bagunceiro. Até ai tudo bem, mas o que ninguém entendia era porque Nasus estava odiando crianças.

Um cão pode se dar bem com tudo que lhe é apresentado de maneira amigável e tranquila. Infelizmente, Nasus não tinha em mente o conceito criança como algo bom.

Todas que passam em frente a sua casa o insultavam. Ele não conhecia nenhuma criança fora de sua família que não fosse pentelha. Resolvi levar Nasus até a porta da escola ao final da aula e corrigi-lo toda vez que quisesse avançar.

Depois de algumas aulas era hora de Nasus ter contato com uma criança, e quem levei? Meu filho Fellipe, claro! Acostumado com pit bulls e rottweilers, Fellipe não mostraria medo e passaria confiança e respeito.

Não poderia ter sido melhor! Nasus aprendeu que existem crianças de bem. Nascia ali uma grande amizade.

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Pelo fim dos zoológicos

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O acidente envolvendo uma criança no zoológico do Paraná acende o debate sobre até onde um zoológico é eficaz e tem um papel importante.

Animais são mantidos em cativeiro há pelo menos 25.000 anos. Bombos eram mantidos em cativeiro há 6.500 anos, no Iraque.

A primeira coleção de animais foram feitas por egípcios a 4.000 anos. E a 3.000 anos foi fundado na china os Jardins da Inteligência um enorme zoológico. Dizem que o zoo seria um local para manter e preservar os animais e também uma maneira do homem conhecê-los pessoalmente.

Mesmo com a modernização dos zoológicos muitos problemas de comportamento, estresse, depressão, compulsividade são detectados em alguns animais. Por isso, ao meu ver, manter zoológicos não é algo tão eficaz e correto de se fazer. Animais tem seus instintos e privá-los disso é tortura.

A humanidade deveria investir em áreas de preservação protegendo estes animais no seu habitat natural. Sou a favor da extinção dos zoológicos por melhor que seja a boa intenção. Privar os animais da liberdade não nos fará diferentes dos que os caçam. Por isso repito, as nações deveriam investir na proteção no próprio habitat natural destes.

Cada espécie animal precisa de um “espírito” específico, que permita a preservação daquele tipo de vida de forma autônoma. Isso os zoos não podem fazer. Um animal nascido em cativeiro depois de 3 gerações perde todo seu “espirito” ou seja não resta conhecimento algum de como se interagir ou viver no seu habitat natural.

O que se conhece sobre a vida dos animais selvagens se deu pelo convívio de etolos no seu ambiente natural e não de estudos feitos em zoológicos. O que se conseguiu estudando estes animais em zoológicos foram apenas ideias supostas nascidas da mente humana.

Poderia-se criar zoológicos virtuais – como enciclopédias – com informações melhorando assim o conhecimento do homem a respeito dos animais e motivando o respeito para com eles.

Mãeee eu quero um cachorro!

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No último final de semana aconteceu em Franca a primeira feira do setor pet na cidade. Foi um grande encontro de empresários do setor pet expondo seus produtos e serviços, evento este muito bem recebido pela população de Franca.

Nesta feira além de montar o estande de meu pet apresentando produtos e serviços, levei alguns filhotes da raça Shih Tzu para venda. Entre olhares de curiosos que apenas admiravam os filhotes uma senhora com marido e o filho pequeno entraram no meu estande e me solicitando informações sobre a raça iniciando assim uma negociação para compra do filhote.

A criança estava toda entusiasmada, querendo muito aquela pequena bolinha de pelo. Sua mãe um pouco contrariada, mas como toda mãe, não querendo desapontar o filho. Entre uma conversa e outra ela disse:
– Olha meu filho você quem vai cuidar! Eu não quero nem saber!

Perguntei o nome da criança e em seguida quantos anos ela tinha. Me disse que tinha 5 anos
Então voltei minha atenção para senhora e simpaticamente, para não ofendê-la, disse:

– Não, não é ele quem vai cuidar! a senhora quem vai cuidar, colocar comida, água, recolher a fezes, levar para tomar banho, para vacinar, etc. A senhora não pode deixar toda responsabilidade para uma criança de 5 anos. Ele quem vai dirigir até o pet shop levando o filhote para o banho? Ele quem vai cuidar das datas de vacinação dele? Ele terá o cuidado de recolher as fezes do cão sem fazer bagunça?

Por isso eu sempre digo: pense bem! Você pode até dar algumas atribuições para criança e cobrar com firmeza a responsabilidade que lhe foi dada, mas não toda a responsabilidade.

Tudo isso vai influenciar no caráter da criança, ele não pode achar que todo animal é descartável. Por isso, melhor pensar bem se realmente vale a pena, se o cão vai te trazer mais alegria ou mais tristeza!

Ela olhou pro marido e disse:
-Ele tem razão! vamos pra casa e amadurecer a ideia melhor?
Uma mulher que também estava no estande me olhou de cima embaixo e quando o casal deixou o estande ela me disse:
– Você acabou de perder uma venda por ser tão franco.
Daí eu respondi:
– É! mas acabei de salvar um cachorrinho!

Imagens de Apoio? Prefiro palavras de Apoio!

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Sinto muito pela família da criança, sinto muito pelo dono do cão e sinto muito pelo rottweiler.

Vendo a reportagem de capa do ‘Comércio da Franca do dia 31/05/2014 (sábado) resolvi comentar, pois quando acontece uma infelicidade de um cão atacar alguém as pessoas querem sempre uma opinião minha. Alguns ficam parados em silêncio olhando o que um “especialista” irá dizer, seja para apoiar ou “cair de pau” me chamando de idiota ou ignorante.

Muitos sabem que sou fiel naquilo que acredito pelo menos até que me provem o contrário. Tenho minha opinião formada e antes de obter minha opinião me baseio em fatos, vivência e isso tudo adquiro a cada dia. No meio em que trabalho vivencio situações do cotidiano canino onde algumas encaro com naturalidade outras com repudio. Respeito todas as opiniões, pois elas também foram formadas a partir de informações que a pessoa tem ou por vivência, mesmo que poucas ou pequenas. Mas o que se espera é que as pessoas tenham o bom senso de mudar assim que obtêm algo mais concreto do que elas tinham até formarem sua primeira, sua segunda ou terceira opinião. Como disse certa vez, no Brasil existem os experts de plantão que são especialistas no assunto do momento e as idiotices e o que vejo de comentários sem nexo são sem noção, como: “essa raça foi criada em laboratório”; “o rottweiler tem o cérebro grande demais e sua cabeça não comporta”; “esse cão é o demônio, eu vi num filme em que o demônio reencarnava nele”, e assim por diante.

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Uma emissora de TV me ligou solicitando um rottweiler para coletar imagens de apoio, poderia ser qualquer só tinha que ser da mesma raça e que era apenas para completar a reportagem. Sugeri que pegassem imagem de um ser humano qualquer representando a irresponsabilidade. Será que, quando um padre ou pastor comete pedofilia ou um politico é acusado de corrupção, eles pegam imagens do papa para usar de apoio ou de qualquer politico pra representar a corrupção? O ser humano acha que é Deus, julga, condena e mata o que lhes convém.

Um casal joga uma criança da janela de um apartamento, uma filha mata os pais dormindo, ladrões matam um bebê no colo da mãe porque estava chorando, são presos e logo voltam pra sociedade. Um cão mata uma criança e em 10 dias é condenado a morte. Agora muitos estão dizendo do alto do monte olimpo onde moram os deuses: adota ele Dino, leva pra viver com seus filhos! Sim, eu levaria, se tivesse mais espaço, pois eu, como adestrador, assim como muitos que os tem, sabemos os cuidados que devemos ter com certas raças. Pessoas que repudiam a raça são pessoas que tem acesso apenas as más informações, textos de repórteres bem redigidos com palavras fortes rebaixam a raça, formam opiniões e alienam a população.

Onde estava esta mídia a 15 anos atrás quando minha Rottweiler Kaoma fazia o trabalho de terapeuta, visitando asilos, cheches e hospitais? Onde estavam quando lancei meu livro contanto toda a histária dela? Com certeza atrás de sensacionalismo! Mal sabem eles que tive uma rottweiler sensacional.

Veja o vídeo e entendam um pouco mais do que estou falando:

O bebê está chegando. O que faço com o meu cachorro?

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O bebê chega e atrai boa parte da atenção da família e o cão pode sentir toda essa mudança, pois antes ele era o centro das atenções e agora passou a ser coadjuvante. Procure prever as mudanças que ocorrerão com a chegada da criança e tente adaptar o cão a elas, gradativamente. Evite alterações radicais.

Um cão que convive com a família pode temer ser expulso do grupo com a chegada de um novo integrante na matilha, pois ele depende da família pra sobreviver. Por isso, o cachorro costuma se manter muito atento, observando como os outros agem e como fica a situação dele à medida que novos fatos acontecem. Reduzir gradualmente a atenção é a melhor maneira de se proceder.

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Se o cão não vai poder entrar no quarto da criança, melhor iniciar o condicionamento antes da chegada do bebê. Na presença da criança, sempre procure dar petiscos, carinho e atenção ao cão. Em pouco tempo, ele perceberá que essa proximidade significa coisas legais.

Em vez de ficar enciumado, se entreterá com guloseimas ou com o que de bom acontecer e passará a gostar de ter o bebê por perto. Os agrados ao cão e os petiscos podem ser dados por uma pessoa, enquanto outra segura o bebê, sem problemas.

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O importante é algo agradável ocorrer sempre que o bebê estiver por perto. Associar o cheiro da criança com coisas boas aumenta as chances de o cão, ao se encontrar com ela, considerá-la parte da “matilha”. Esfregue alguns panos no bebê e coloque-os em locais estratégicos, agradáveis para o cão, como embaixo do prato de comida dele e nos locais onde ele gosta de cochilar. Assim, enquanto come e dorme, o cão sente cheiro do neném.

Seguindo essas regrinhas você terá um ótimo companheiro (a) para seu filho, por muito tempo.

Qual o valor disso?

1461765_245340235625695_1789117631_nCertas coisas não tem preço.
Ver uma criança com necessidades especiais, relaxar a musculatura e se divertir na presença de um cão é uma delas. Foi assim no dia 30 de novembro passado, em Patrocínio Paulista.
Acreditávamos que iriam pelo menos 50 pessoas, mas foram apenas 10 e o que era pra ser apenas uma apresentação se transformou em uma sessão de “cão terapia”.

Este é o Kauã, meu amigo e amigo da Andora. Tem coisas que acontecem e não são por acaso. No meu ver foi melhor do que se tivesse 150 pessoas. Pude ajudar alguém individualmente e estou emocionado até agora.