Roupas no Varal

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Cães aprendem de tudo, mas nada como a bagunça, isso é o que aprendem com maior facilidade. Muitos aprendem observando outro cão ou até mesmo o próprio dono. Não, espera, o próprio dono? Sim, é verdade! O maior exemplo disso é quando dono vai no jardim e planta alguma coisa. O cão observa de longe e, quando o dono se ausenta, aquele vai ver o que foi enterrado ali e iniciando uma série de buracos.

Com as roupas no varal é a mesma coisa. Ele vê o dono as pendurando e quando este sai de perto ele vai e as puxa. O que ele faz ali é treinar sua caça fazendo um cabo de guerra com a roupa e pulando nela quando o vento a balança. Quer brinquedo melhor para um cão??? Daí surge a pergunta: por que quando estou em casa ele não pega as roupas no varal?

Simples, você está lá e o corrigiu. Ele sabe que pegar roupa na sua presença é errado. Mas ninguém o corrigiu na sua ausência. Por isso o que vou ensinar aqui se chama correção indireta, ou seja, é a correção sem associar à presença do dono.

Pegue uma lata de tinta 18L vazia. Coloque latinhas de cerveja ou refrigerante dentro (ótima desculpa para tomar umas, rs!). Coloque em cima do muro, telhado ou algo próximo ao varal. Amarre-a num pano velho estendido no varal. Quando o cão puxar a “armadilha” irá cair, causando um incômodo no cão que irá associar o barulho e o susto ao ato de pegar roupas na sua ausência.

Mas veja bem! É importante que o cão não veja que você fez a armadilha, pois se ele notar a presença do barbante ele ira puxar somente quando a armadilha não estiver armada! Este tipo de correção (indireta) pode te dar várias ideias para corrigir comportamentos que são feitos na sua ausência.

Ps: Fala a verdade, a ideia do uso da latinha de cerveja foi boa, num foi???

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Cala a Boca Belinha!!!

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Recebi uma ligação semana passada onde de um casal muito simpático me implorando ajuda.

O problema era sua cadelinha Belinha, uma yorkshire temperamental, mimada, dona das atenções.  Quando o casal veio morar em franca a 3 anos atrás, Belinha mesmo sob sedativo não parou de latir um minuto o que levava seus donos a gritarem: “cala a boca, Belinha!”. Mas a cachorrinha não dava a mínima, pelo contrário, aproveitava e “soltava os cachorros” e ai de quem tentasse tocá-la, pois levava uma bela mordida.

Bom, esse casal está voltando para o sul e sabendo de meus serviços me pediram ajuda. No primeiro contato, Belinha com seus 8 anos, fazendo o que queria não deixou que eu a tocasse e fui apresentado aos seus afiados dentes. Mesmo assim a segurei firme no colo, enquanto ela se contorcia tentado me morder, mas dessa vez sem sucesso.

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Entramos no carro e a segurando firme pedi para que dirigissem e não olhassem mais para ela e nem pronunciassem o nome dela. A cada tentativa de choro e latido eu fazia o som “shiiii” e dava uma leve chacoalhada nela continuando minha conversa com seus donos.

Depois de um bom resultado resolvi que era hora de deixá-la presa pelo sinto no banco de trás e sem darmos atenção a ela continuaríamos a viagem. Seus donos, boquiabertos pelo domínio, brincaram que eu teria que ir com ele para o Rio Grande do Sul, pois eles não conseguiriam ter tal domínio sobre sua yorkshire. Coloquei Belinha no banco de trás e iniciei novo processo de correção de comportamento.

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Toda vez que ela ameaça latir ou chorar eu a empurrava usando uma toalha enrolada na mão pra evitar uma mordida seguido novamente do “shiii”. Belinha logo entendeu o recado e parou, passeamos pela cidade toda e as vezes esquecíamos que estávamos com ela no carro. Depois sai do carro e seguindo minhas dicas enquanto o maridão dirigia, sua esposa fazia a correção de comportamento.

Pronto, “milagre” dizia sua dona. O que os havia incomodado por 8 anos fora resolvido em 1 hora. O problema era que Belinha latia pedindo atenção e ao gritarem seu nome faziam o que ela queria. Paramos de dizer seu nome e criamos um incomodo na situação.

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Agora é desejar boa viagem aos amigos. Quem sabe um dia vou visitá-los para tomar um chimarrão um dia desses, rs!

Correção ou crueldade?

As pessoas me perguntam qual é a maneira certa para corrigir – na medida certa e na linguagem do cão – comportamentos indesejados do seu cão. Seria através do toque, empurrão ou até mesmo colocando o cão numa posição submissa pode ser eficaz?

Bom, vejamos! A linguagem correta para se utilizar com cães, inclui postura, posicionamento do corpo e às vezes contato corporal.

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Alguns cães corrigem seus filhotes de uma maneira bruta, muitas vezes com mordidas violentas, tudo isso para estabelecer uma hierarquia e respeito entre a matilha. Por isso muitas vezes mostrar sua força, colocando e segurando o filhote de maneira submissa de barriga para cima reforça sua liderança. Um “cutucão” no filhote seguido de um NÃO tem um efeito surpreendente na correção de algum ato indesejado.

Algumas correções consistem em criar uma situação incomoda para que o ato do cão pare. Por exemplo:

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Não quero que ele me pule. Então quando ele me pular posso segurar suas patas e não deixá-lo descer e esperar que ele implore para descer. Se você fizer isso, certamente ele vai achar a brincadeira chata e irá parar. Você pode “cutucar” os ombros do cão com as pontas dos dedos seguido do NÃO para incomodá-lo e reprimir a atitude.

Tome por exemplo algumas cadelas, mãe dos filhotes, quando está comendo e os filhotes se aproximam, mostra os dentes, depois rosna e em seguida ela mordisca o focinho deles, às vezes doido, e eles se afastam.

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Note que no outro dia quando se aproximam ela apenas rosna e estes já se afastam. Depois de alguns dias ela apenas mostra os dentes sendo esse o sinal de “não quero isso agora”. Note que a mãe mostrou, o sinal (os dentes a mostra), o som (rosnado), e a correção com toque (a mordiscada) depois retirou o toque em seguida o som deixando apenas o sinal visual.

Tapas no bum bum, fechar o focinho com a mão apertando e batendo não são linguagem reconhecidas pelos cães e isso sim é cruel. A mordiscada simulada com as pontas dos dedos é melhor assimilada pelos filhotes.

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Mas lembre-se se usada de maneira errada pode causar resistência no cão. Por isso se tem dúvida, contrate um profissional para lhe mostrar a maneira correta e a intensidade a ser feita. E cuidado, num cão grande nem tente fazê-lo, pois se ele quiser disputar a hierarquia com você, o cão pode lhe avançar.

Pegando roupas do varal

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Cães adoram treinar caça e nada melhor que uma roupa balançando no varal!

Enquanto você esta em casa seu cão se comporta bem, mas é só virar as costas que ele “pesca” as roupas no varal!
O que fazer?

Você tem que usar a correção indireta, ou seja, corrigir sem que você esteja presente, mas como fazer?!

Pegue uma lata de tinta vazia daquelas de 18 litros e encha de latinhas de cerveja (boa desculpa pra tomar cerveja, hein, rs).

Sem que o cão veja, coloque a lata em cima do muro ou outro local próximo ao varal de roupas.
Amarre um barbante na lata e amarre num pano ou roupa velha pendurado no varal.

Quando o cão puxar, tudo irá cair e assustá-lo, fazendo a correção na sua ausência.

Bom, agora deixa eu correr porque que estou cheio de roupas para lavar hehehe.

Gato aprende, Dino?

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João estava cansado de seu gatinho, pois ele era mal educado e difícil de ensinar. Então, decidiu levá-lo embora. Colocou o bichano em um saco, jogou-o dentro do carro e levou para bem longe.

Quando chegou em casa, o gato estava deitado no sofá. Nervoso, João pegou o felino, colocou no carro e levou para mais longe, cerca de 10 km. Quando voltou, adivinhe, o gato estava deitado no sofá. Ele ficou muito irritado, pegou o gato novamente, colocou no carro e levou ainda mais longe desta vez 100 km. Duas horas, João ligou para casa e perguntou pra esposa.

– Maria, o gato voltou?
– Voltou – respondeu Maria.
– Então, põe ele no telefone para me explicar o caminho de casa. (kkkkkk)

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Brincadeiras a parte, os gatos são persistentes ao ponto de parecer que são muito teimosos. Isto da uma ideia de que nunca será possível convence-los a mudar de atitude, por exemplo, convence-los de que não podem subir na mesa durante o almoço.

Mas, apesar de não ser fácil, podemos sim educar o nosso gato. A correção para o gato deve ser feita pelo som. Gatos ouvem muito melhor do que nós, você pode gritar, fazer barulho com as mãos ou os pés ou algum objeto.

Lembrando que deve ser aplicado sempre com firmeza e de forma persistente. Todos da casa devem ter em mente a educação, ou seja, todos falarem a mesma língua caso um corrija e outro ache bonito ele subir na mesa você nunca terá resultado.

Nunca perca a paciência e use correção física (bater), pois o comportamento agressivo não fará efeito na educação do gato. É uma atitude que ele não percebe e, portanto, não irá produzir qualquer efeito na sua educação, irá apenas magoá-lo fazendo com que e ao vê-lo saia correndo.

Boa convivência!