Meu cachorro chora quando saio de casa

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Vamos concordar que ficar sozinho não é bom pra ninguém, principalmente para filhotes que foram separados da mãe recentemente. Mas o que fazer para amenizar e não tornar os choros uma rotina?

É importante se preparar para receber o novo cão na casa, tornando o ambiente o mais aconchegante e prazeroso possível.

Ao levar o filhote para casa, leve com ele um pano com o cheiro da mãe, assim ele não se sentirá tão sozinho. Dê preferência para brinquedos que ofereçam condições de colocar petiscos dentro, dessa forma ele ficará entretido durante o período em que ficar só. Esses brinquedos deveram estar no ambiente apenas no período em que ele estivar sozinho, recolha ao chegar em casa. Existem muitas opções no mercado, algumas fábricas são especialistas neste tipo de brinquedo que são desenvolvidos com ajuda de profissionais em adestramento.

Não atenda os chamados de choro, senão ele irá ver que chorando logo aparece alguém. Antes de deixá-lo sozinho, verifique se tem água e se já está alimentado.

Faça da sua saída algo bom, ou seja, não se despeça dele falando fino, apenas saia. Deixe petiscos espalhados, escondidos pela casa, assim ele achará alguns de vez em quando, tornando agradável o ambiente sem a sua presença.

Caminhar com o cão antes de sair, deixando-o cansando também ajuda bastante, pois assim ele vai tirar um cochilo após a caminhada. Lembre-se: cão cansado é cão feliz.

Ao chegar não faça festa, entre e faça o que você tem que fazer. Quando ele tiver se acalmado você pode dar atenção para o filhote, e assim ele não fica ansioso por sua volta durante o dia. Pense na possibilidade de ter outro cão, mas não se iluda, nem sempre é a melhor opção já que você pode criar 2 problemas.

Além disso, deixar um rádio ou TV ligados ajuda a quebrar o silêncio do ambiente, dando a impressão que tem gente na casa.

Seguindo estas dicas, logo você terá um amigo comportado esperando você em casa.

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Entenda seu gato

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Hoje vou falar um pouco sobre o comportamento dos gatos, mas de maneira generalizada, já que todo animal possui sua particularidade.

Quando o gato ronrona significa que ele esta satisfeito ao máximo. Em alguns gatos você consegue ouvir o ronronado, mas outros apenas conseguimos se sentirmos a respiração. São apenas diferenças físicas e não níveis de satisfação.

Quando o gato se esfrega nas pernas do dono ele está a liberar odores receptíveis apenas para outros gatos, ou seja, ele esta dizendo que você pertence a ele. Isso significa que ele te ama muito.

Quando ele está no seu colo e fica lhe amassando com as patinhas é outra maneira de demonstrar satisfação e amizade, é como se fosse uma massagem.

Quando seu gato dorme demais é sinal que ele tem confiança em relaxar no ambiente em que vive por isso aproveita ao máximo os cochilos. Alguns chegam a dormir cerca de 10 a 12 horas podendo estender até 16/17 horas.

Quando você se aproxima de um gato e este coloca as orelhas baixas para trás ele esta com medo por isso é importante você afastar a origem do medo. É normal quando dois gatos se aproximam esta manifestação possa existir e com o tempo deixe de acontecer.

Quando seu gato urina pela casa ele pode estar marcando território. A urina também é uma das formas dos felinos de marcar território e isso pode acontecer quando a fêmea esta no cio e existem muitos gatos no local.

Gatos também podem ser educados, apesar de serem insistentes, basta um pouco de paciência e persistência. Mas lembre-se, um gato magoado com você pode não aceitar sua presença e fugir de casa.

Medo

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É bastante comum eu receber ligações de donos dizendo que seus cães desenvolveram um medo inexplicável da chuva ou até mesmo medo de não se sabe o que. Isso mesmo, alguns cães, do nada, começam a ficar ofegantes e babar, tremer, andar em círculos, etc.

Vale lembrar que alguns cães que sofrem de epilepsia podem ter crises quando estão com medo. Alguns nem chegam a convulsionar, mas ficam ofegantes e com sintomas de medo, pupilas dilatadas, tremores e andando de um lado pro outro.

Para alguns basta o tempo fechar para a sessão de tortura começar. Mas porque isso acontece?

Bom a maioria dos casos que presenciei, o cão tinha passado por um momento difícil durante uma tempestade e seus donos não estavam em casa. Foram barulhos, vento e chuva que causaram medo no cão. Mas há também problemas genéticos que fazem o medo se desenvolver um pouco mais tarde no cão.

É importante acostumar o cão desde pequeno a barulhos, estouros, estampidos para que ele encare de maneira natural esses barulhos. Uma brincadeira legal é colocar balões cheios de petisco para que o cão os estoure e a cada explosão ele seja recompensado.

É importante agir de maneira natural perto do cão. Isso inclui não acariciá-lo, pois tentando acalmá-lo você esta reforçando o comportamento.

Lembre-se associe situações boas e agradáveis a toda situação de barulho extremo ou ao menor sinal de tensão ou com medo. Caso esteja vendo que a situação esta piorando converse com veterinário ou adestrador!

Roupas no Varal

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Cães aprendem de tudo, mas nada como a bagunça, isso é o que aprendem com maior facilidade. Muitos aprendem observando outro cão ou até mesmo o próprio dono. Não, espera, o próprio dono? Sim, é verdade! O maior exemplo disso é quando dono vai no jardim e planta alguma coisa. O cão observa de longe e, quando o dono se ausenta, aquele vai ver o que foi enterrado ali e iniciando uma série de buracos.

Com as roupas no varal é a mesma coisa. Ele vê o dono as pendurando e quando este sai de perto ele vai e as puxa. O que ele faz ali é treinar sua caça fazendo um cabo de guerra com a roupa e pulando nela quando o vento a balança. Quer brinquedo melhor para um cão??? Daí surge a pergunta: por que quando estou em casa ele não pega as roupas no varal?

Simples, você está lá e o corrigiu. Ele sabe que pegar roupa na sua presença é errado. Mas ninguém o corrigiu na sua ausência. Por isso o que vou ensinar aqui se chama correção indireta, ou seja, é a correção sem associar à presença do dono.

Pegue uma lata de tinta 18L vazia. Coloque latinhas de cerveja ou refrigerante dentro (ótima desculpa para tomar umas, rs!). Coloque em cima do muro, telhado ou algo próximo ao varal. Amarre-a num pano velho estendido no varal. Quando o cão puxar a “armadilha” irá cair, causando um incômodo no cão que irá associar o barulho e o susto ao ato de pegar roupas na sua ausência.

Mas veja bem! É importante que o cão não veja que você fez a armadilha, pois se ele notar a presença do barbante ele ira puxar somente quando a armadilha não estiver armada! Este tipo de correção (indireta) pode te dar várias ideias para corrigir comportamentos que são feitos na sua ausência.

Ps: Fala a verdade, a ideia do uso da latinha de cerveja foi boa, num foi???

Mostrou as garras ou melhor os dentes!

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Fui chamado para atender uma poodle toy de 1 ano e meio.

Sua Dona me disse que ela estava se tornando dominante, avançava e mordia o rodo quando esta estava passando pano no chão, se ela ficasse embaixo da cama ou dentro de uma caixa ou até mesmo pegasse um brinquedo ou algum objeto ninguém tirava dela. Recentemente a cadelinha havia mordido seu neto no rosto enquanto ele a acariciava.

Ela achou estranho, pois quando ela havia chegado em casa a três semanas atrás ela era uma dama. Por causa da chegada de um bebê em casa não teria tempo para ficar com a cachorrinha e por isso a melhor opção foi doá-la a alguém. A poodlezinha foi dada de presente à família já com esta idade, dizia sua antiga dona.

Tendo em vista esta história conclui que este problema já vinha de muito tempo, e que sua antiga dona com medo do que poderia acontecer entre ela e o bebê resolveu passar o “problema” para frente. Isso é muito comum e irresponsável, pois doar um cão agressivo e não comunicar seu novo dono pode ser perigoso, como acabou acontecendo. Agora ua nova dona agora terá um caminho árduo para trilhar, mas não impossível. Terá que recuperar uma liderança perdida a 1 ano e meio.

O correto para iniciar é mostrar que tudo que o cão faz na casa é porque o dono está permitindo, desde receber o carinho até comer. Vou dar um exemplo: Você senta no sofá e o cão se lança ao seu lado ou no seu colo, você deve empurrá-lo e mandá-lo descer do sofá. Depois que ele parar de insistir em subir você o convida mostrando que ele só sobe quando você o convidar.

Atitudes como essa reforça e mostra sua liderança mudando aos pouco o comportamento do seu cão.

Cala a Boca Belinha!!!

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Recebi uma ligação semana passada onde de um casal muito simpático me implorando ajuda.

O problema era sua cadelinha Belinha, uma yorkshire temperamental, mimada, dona das atenções.  Quando o casal veio morar em franca a 3 anos atrás, Belinha mesmo sob sedativo não parou de latir um minuto o que levava seus donos a gritarem: “cala a boca, Belinha!”. Mas a cachorrinha não dava a mínima, pelo contrário, aproveitava e “soltava os cachorros” e ai de quem tentasse tocá-la, pois levava uma bela mordida.

Bom, esse casal está voltando para o sul e sabendo de meus serviços me pediram ajuda. No primeiro contato, Belinha com seus 8 anos, fazendo o que queria não deixou que eu a tocasse e fui apresentado aos seus afiados dentes. Mesmo assim a segurei firme no colo, enquanto ela se contorcia tentado me morder, mas dessa vez sem sucesso.

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Entramos no carro e a segurando firme pedi para que dirigissem e não olhassem mais para ela e nem pronunciassem o nome dela. A cada tentativa de choro e latido eu fazia o som “shiiii” e dava uma leve chacoalhada nela continuando minha conversa com seus donos.

Depois de um bom resultado resolvi que era hora de deixá-la presa pelo sinto no banco de trás e sem darmos atenção a ela continuaríamos a viagem. Seus donos, boquiabertos pelo domínio, brincaram que eu teria que ir com ele para o Rio Grande do Sul, pois eles não conseguiriam ter tal domínio sobre sua yorkshire. Coloquei Belinha no banco de trás e iniciei novo processo de correção de comportamento.

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Toda vez que ela ameaça latir ou chorar eu a empurrava usando uma toalha enrolada na mão pra evitar uma mordida seguido novamente do “shiii”. Belinha logo entendeu o recado e parou, passeamos pela cidade toda e as vezes esquecíamos que estávamos com ela no carro. Depois sai do carro e seguindo minhas dicas enquanto o maridão dirigia, sua esposa fazia a correção de comportamento.

Pronto, “milagre” dizia sua dona. O que os havia incomodado por 8 anos fora resolvido em 1 hora. O problema era que Belinha latia pedindo atenção e ao gritarem seu nome faziam o que ela queria. Paramos de dizer seu nome e criamos um incomodo na situação.

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Agora é desejar boa viagem aos amigos. Quem sabe um dia vou visitá-los para tomar um chimarrão um dia desses, rs!