Que tal colocar seu Pit Bull para competir?

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Foi-se o tempo que as pessoas tinham a ideia que o Pit Bull só servia para ser um cão de briga. A ideia errada de que a raça é perigosa e os mitos muitas vezes absurdos do tipo “Ele possui o cérebro maior que a caixa craniana e de uma hora pra outra sente um dor de cabeça e ataca o dono” estão se tornando folclore.

Aqui em Franca uma turma denominada Equipe Drena Dogs vem se unindo para tornar a raça conhecida de maneira correta. Utilizando seus cães em competições de Game Dog, onde os cães competem e testam sua força, agilidade e inteligência em provas de tração, salto em distância, escalada, obediência e até mergulho, essa equipe se destaca pela garra, vontade e persistência. Novata nas competições, ela já conquistou o seu espaço obtendo primeiro lugar em algumas provas.

Os encontros acontecem aos sábados em algum ponto da cidade, onde são passadas informações de comportamento, treinamento, troca de experiências. Qualquer dúvida entre em contato com Robson Cunha pelo fone (16) 99404-8066.

Obrigado!!! Dino Adestrador12211332_912059305525929_356659236_o

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Cão educado, cão e dono felizes

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Essa é Lilla, uma poodle mestiça adotada pela Gizelda. Devido à sua criação errada ela desenvolveu uma certa dominância acompanhada de comportamento antissocial que, além de incomodar pessoas que visitavam sua casa, começou a incomodar também sua dona.

O que sua tutora não sabia era que todo esse comportamento foi gerado a partir da criação que ela teve – quando adotam cães de rua, algumas pessoas tentam suprir todo amor e atenção que eles não tiveram ao longo do tempo deixando-os à vontade, sem a liderança que precisam, e isso acaba por ocasionar comportamentos indesejados. Alguns vivem mimados e recebendo tudo que querem tranquilamente, mas com outros não é bem assim.

Cães precisam de liderança; na verdade, eles gostam disso. Mas ser líder não é o mesmo que ser tirano, cruel, privar de atenção ou carinho – é apenas saber impor as regras da “família” ou “matilha”. O carinho e amor podem ser dados na intensidade que o dono quiser, e isso não afeta em nada a criação, pelo contrário; carinho e amor dados no momento certo ajudam na formação do caráter do cão.

Lilla dava trabalho para tomar banho e nenhum pet shop a queria mais. Para vacinar, então, somente com focinheira e ela gritando horrores; criança perto dela nem pensar.

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No dia 12 de novembro de 2014 Lilla tomou seu primeiro banho em meu Pet Shop. Nesta mesma semana iniciamos com ela um trabalho – quando digo iniciamos quero dizer, eu, sua dona e a própria Lilla – longo, dedicado, desenvolvido com muita paciência e persistência. Trabalhamos toda a postura, a maneira de conversar até mesmo de se posicionar perante a Lilla.

Os resultados foram vindo aos poucos, mas sempre mostrando que ela estava progredindo.

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Hoje podemos dizer que Lilla está 99%. Sua dona aprendeu a ser líder sem ter que dispensar a parte de carinhos, amor e atenção.

Lilla foi ontem tomar suas 3 vacinas anuais, e eu fui junto para verificar qual seria seu comportamento. Fomos até a clínica do Dr. Mario, que é seu veterinário há muito tempo. Coloquei Lilla na mesa e Dr. Mario me perguntou se precisaria colocar a focinheira. Eu disse não, que poderíamos experimentar sem a focinheira.

Disse a ele que a focinheira sempre foi associada por Lilla como algo ruim e que se a colocássemos naquele momento, ela saberia que o que viria a acontecer não era bom e poderia iniciar seu show de gritos e tentativas de morder.

Segurei Lilla bem leve pela coleira sem colocar muita tensão, ou seja, apenas o suficiente para impedir uma possível tentativa de mordida. Se eu colocasse muita pressão em contê-la, ela poderia entender que aconteceria algo ruim – por isso fiz tudo ao contrário do que ela estava acostumada a passar.

Lilla recebia a carinhos na cabeça enquanto Dr. Mario aplicava as vacinas.

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No final deu tudo certo. Lilla deu apenas uma gemidinha, mas não tentou morder ou iniciar algum escândalo. Sua dona ficou perplexa e eu feliz por ver mais um dono e cão felizes!!

Não me toque

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Essa semana recebemos no meu pet shop a Lila. Ela já havia passado por vários pet shops, mas toda vez que tentavam tosá-la, ela rosnava e tentava morder.

Lila é uma cadelinha adotada e sua vida não foi nada fácil. Ao ser adotada, recebeu todo amor e carinho que lhe fora negado e isso a deixara mimada.

Assim, quando Lila não queria algo bastava rosnar e mostrar os dentes ou tentar morder que logo paravam e a cada tentativa de banho esse hábito ia se tornando pior.

Um dos grandes problemas de alguns banhos e tosas são a economia de ferramentas.

Para isso é utilizado apenas uma lâmina para tosa faz com que aqueça e queime o cão quando a máquina toca o seu corpo, deixando-o com medo da tosa. A maneira de segurar as patas do cão puxando com força e o uso sem necessidade de focinheira também são causas da aversão de alguns cães por banhos.

Funcionários estressados, que trabalham como se estivessem numa linha de produção, limpam sozinhos 20 a 30 cães por dia, quase mecanicamente, deixando muitos cuidados de lado para acelerar o processo.

No final, conseguimos limpar Lila. Minha Pet Groomer, Aline, tomou uma mordida, algo desagradável, mas esperado em casas como este. Mas com paciência, usando a psicologia canina e a cima de tudo o profissionalismo, quase tudo é possível, rs.

Lila voltou pra casa sem os nós no pelo que a machucavam e dona, que antes atendia o telefone para ouvir que não haviam conseguido fazer o trabalho, desta vez ouviu que Lila estava pronta.

Tenho orgulho de minhas amigas e profissionais que hoje fazem a diferença no serviço de banho e tosa. Obrigado meninas!

Pimenta no dos outros é refresco

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Vejo um monte de gente usando “técnicas” absurdas e abusivas para tirar manias de seus seus cães.

Certa vez uma pessoa me disse pela internet que estava dando pimenta para o seu cão ficar mais bravo, mas que não estava adiantando, ele continuava manso. O que esse insensível e louco não sabia é que a pimenta pode ser fatal para um cão, pois pode causar um problema gástrico incurável.

Outra violência que é cometida contra o cão é enrolar o jornal e bater na cara do coitado. Na verdade, essa técnica tinha objetivo de assustar o cão, batendo com o jornal em alguma outra superfície sem ser o cão, mas alguém perdeu a paciência e enfiou na cara do totó e espalhou para todo mundo que funcionava.

E esfregar o focinho do cão na urina ou nas fezes? Era apenas para levá-lo perto do xixi ou coco, apontar e dizer NÃO, mas alguém perdeu a paciência e começou a esfregar o focinho do cão e achou que foi sua técnica que funcionou e saiu falando para um monte de gente que funcionava.

Uma das violências mais bizarra que já ouvi falar foi que morder a orelha do cão firma a liderança sobre o animal. Não sei de onde tiraram essa, mas que transforma o dono em um animal irracional, ah, isso funciona!

Bom, moral da história é: tenha cuidado com técnicas estranhas, leia sites e livros confiáveis e se isso não for suficiente de sanar suas dúvidas, pergunte a um profissional da área. Tudo que depende de agressividade e descontrole emocional para funcionar esta descartado no mundo canino. E tenha sempre em mente que pimenta arde em qualquer um!

Mostrou as garras ou melhor os dentes!

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Fui chamado para atender uma poodle toy de 1 ano e meio.

Sua Dona me disse que ela estava se tornando dominante, avançava e mordia o rodo quando esta estava passando pano no chão, se ela ficasse embaixo da cama ou dentro de uma caixa ou até mesmo pegasse um brinquedo ou algum objeto ninguém tirava dela. Recentemente a cadelinha havia mordido seu neto no rosto enquanto ele a acariciava.

Ela achou estranho, pois quando ela havia chegado em casa a três semanas atrás ela era uma dama. Por causa da chegada de um bebê em casa não teria tempo para ficar com a cachorrinha e por isso a melhor opção foi doá-la a alguém. A poodlezinha foi dada de presente à família já com esta idade, dizia sua antiga dona.

Tendo em vista esta história conclui que este problema já vinha de muito tempo, e que sua antiga dona com medo do que poderia acontecer entre ela e o bebê resolveu passar o “problema” para frente. Isso é muito comum e irresponsável, pois doar um cão agressivo e não comunicar seu novo dono pode ser perigoso, como acabou acontecendo. Agora ua nova dona agora terá um caminho árduo para trilhar, mas não impossível. Terá que recuperar uma liderança perdida a 1 ano e meio.

O correto para iniciar é mostrar que tudo que o cão faz na casa é porque o dono está permitindo, desde receber o carinho até comer. Vou dar um exemplo: Você senta no sofá e o cão se lança ao seu lado ou no seu colo, você deve empurrá-lo e mandá-lo descer do sofá. Depois que ele parar de insistir em subir você o convida mostrando que ele só sobe quando você o convidar.

Atitudes como essa reforça e mostra sua liderança mudando aos pouco o comportamento do seu cão.

Cadelinha “amável”

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“Oi Dino, sempre acompanho seu blog e acho muito legal sua disponibilidade em atender a todos. Tenho uma cadela de um ano, a Frida. Estivemos com ela direto dos dois aos cinco meses. Neste primeiro período, já percebemos que ela era muito ativa, pulava muito e eventualmente rosnava quando nos aproximávamos do prato de comida. Fora isso, era uma cadela dócil e bem humorada.

Aos cinco meses tivemos que deixá-la junto com o nosso casal de teckel numa casa com outra pessoa, por ficamos fora do Brasil. A pegamos de volta quando ela tinha 8 meses. Na outra casa ela já tinha mordido a fêmea teckel, mas sem gravidade. Depois que voltamos para casa ela atacou a fêmea 3 vezes, e as 2 últimas com gravidade. Agora temos que separá-las constantemente.

A Frida também revelou não gostar de crianças. Apesar de não termos criança em casa, sempre quando aparece alguma visita, ela fica aparentemente irritada e arrepiada com a presença delas. Ela ainda tem rosnado mais quando nos aproximamos da comida e andado mais agitada.

Mesmo assim é muito mansa e tranquila, nunca avançou em ninguém, gosta das pessoas adultas. Às vezes, a impressão que tenho que ela passa por um momento de nos testar e querer se impor. E acho que não estamos sabendo como controlar isso e contornar a situação.

Ela é inteligente, sabe sentar, dar a pata, espera quando a gente vai dar a comida e não avança no prato. Mas infelizmente estamos perdendo a confiança nela. Queria um conselho de quem é especialista. Enfim, adoramos a cachorra e não queremos nos desfazer dela”.

Se seu cão demonstra sinais de dominância bem cedo e vocês já deveriam ter dado atenção a estes sinais. Não é o fato dela sentar e dar a patinha que a torna um cão de temperamento tranquilo. Um cão hiperativo estressado pode causar sérios danos a família.

O fato dela ter passado por dois lares faz com que ela seja líder, pois não teve tempo de criar esta hierarquia por onde ela passou. Ao se adquirir um cão devemos analisar se estamos realmente prontos para isso. Devemos calcular no minimo 10 anos a frente para saber se vamos ter condições te continuar com o cão.

Conviver com o cão e participar de sua educação é muito importante para a formação de seu caráter. Muitas pessoas pensam que só devem se preocupar com a educação do filhote na fase do adestramento, ou seja, quando todas as vacinas foram dadas e ele está pronto para sair à rua e ser adestrado e é ai que está o grande problema.

Muitos pensam que um cão adestrado vem com um controle remoto pronto para clicar e obter resultados. É certo que um cão bem adestrado tem facilidade de atender comandos, mas somente cães que recebem comandos de várias pessoas obedecem outras pessoas.

Portanto, se o proprietário do cão não participa das aulas, ou melhor, não faz o dever de casa, ele sempre terá dificuldade em conseguir resultado com seu cão. O melhor é começar cedo, assim que o filhote chega a sua nova casa, ele deve aprender a seguir normas. Um cão nasceu para viver em matilha e quando o tiramos de sua matilha, automaticamente, ele irá fazer da família humana sua matilha.

Numa matilha existe a hierarquia, ou seja, toda matilha tem um líder, alguém que decide quais os tipos de brincadeiras podem ser feitas, quando a brincadeira deve parar, hora de se alimentar e outras regras básicas.

Então você deve escrever em um papel suas regras básicas e mostrar para toda matilha. Isso mesmo todos da família devem estar cientes das regras para que o cão não aprenda que, com um pode com outro não pode. Quase todas as consultas de comportamento que dou 70% do mau comportamento do cão adulto ou filhote foram ocasionadas pelos donos.

Crianças são os principais causadores de mau comportamento em filhotes seguido de mulheres que deixam seus “bebezinhos” bastante a vontade na casa e acabam criando um “monstro” e por último alguns maridos que são indiferentes às atitudes do filhote, mas quando a esposa solicita alguma atitude, tentam impor sua liderança através da força, fazendo com que os filhotes cresçam com medo e não respeito a sua presença.

Muitas, mas muitas pessoas que conversei ou adestrei seu cão não estavam preparadas para ter um.