Calendário Bicho Feliz 2015 – Já à venda!

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Antes de sair de viagem adquira nosso calendário!!

Como vocês sabem, participo de um grupo que ajuda animais de rua chamado Bicho Feliz, nosso trabalho é infinito, algo que não para nunca e duvido que isso aconteça um dia. Na verdade, a quandidade de cães abandonados aumenta a cada dia. Sinceramente, às vezes isso nos desanima um pouco. Mas buscamos força divina e entre nós, amigos e simpatizantes da causa, para seguir em frente.

Como foi anunciado numa postagem anterior, já estão disponíveis os calendários para nos ajudar a manter o nosso trabalho. Os colecionadores e amigos que queiram ajudar podem adquiri-los por simbólicos R$5,00. Lembrando que cada animal fotografado está para adoção e o calendário conta um pouco de sua história.

Pontos de venda:

Dino Pet Shop
Rua Francisco Tarsia, 550 – Jd. California

CCAA ( Centro )
Rua Estevão Leão Bourroul, 1900 – Centro

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Calendário Bicho Feliz 2015

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Numa conversa com a diretoria do Grupo Bicho Feliz, tentávamos criar algum evento em que pudéssemos inovar e arrecadar dinheiro para pagar algumas dívidas do Grupo. Então tivemos a ideia de criar um calendário de mesa com fotos de alguns cães que mantínhamos para adoção.

Uma ideia muito boa, mas trabalhosa, pois nunca havíamos feito algo neste seguimento. Até então seguíamos com bazares, venda de pizzas, rifas, etc.

Então saímos a procura de alguém que soubesse como realizar as fotos. Tinha que ser alguém com experiência, pois iríamos usar cães retirados das ruas, alguns tímidos, medrosos e não queríamos passar essa impressão nas fotos.

Então o fotografo Jorge Secco com toda sua bondade disponibilizou seu tempo, material e experiência de maneira voluntária para que pudéssemos realizar as fotos.

O local escolhido foi uma chácara de uma amiga, o transporte realizado, também voluntariamente, por nosso amigo Mateus do Taxi Pets que buscava e levava nossos modelos. Eu me disponibilizei a ajudar a controlar os cães para que eles posassem nas fotos e as meninas preparavam o cenário para os cães.

O trabalho ficou magnífico com fotos lindas, uma mais difícil que as outras de escolher. Esperamos vender cerca de 2000 calendários por R$ 5,00 cada e assim conseguirmos sanar dívidas e ajudar outros animais necessitados.

Os calendários estarão disponíveis em alguns pontos da cidade como CCAA (centro), Dino Pet Shop que fica na rua Francisco Tarcia, 550.

Mas se quiser reservar e garantir o inicio de sua coleção ligue (16) 3432-2402.

Veja o making of do ensaio fotográfico no vídeo abaixo:

Por um fio

cão maior

Fui chamado por um cliente para verificar a possibilidade dele adotar e eu ensinar um dogue alemão de 3 anos a andar sem arrastar.

Chegando ao local encontrei Fred, que realmente era um cão monstruoso, enorme, vistoso, de causar medo.

Seu novo dono me disse que o adotou pelo fato do dono anterior não tinha espaço nem tempo para caminhadas e que ele sim tinha tais isso em sua vida, mas antes precisaria que Fred parasse de arrastar.

Me aproximei dele e como não notei sinais de perigo, coloquei o dorso da minha mão em frente ao seu nariz recebi uma lambida na mão e retribui com um carinho na sua cabeça. Disse, que poderiamos agendar algumas aulas e na próxima semana iniciaria.

Passado 7 dias retornei dessa vez para ensinar Fred a andar sem arrastar. Fred dessa vez estava preso num cercado com grades baixas na altura do seu peito. Como transitava muita gente no local, seu dono tinha medo que Fred saísse pelo portão e causasse algum acidente, já que muita gente tinha medo do cão (mas pelo seu tamanho do que pelo seu comportamento).

Ao me aproximar notei que apostura de Fred não era a mesma da primeira vez, conversei com um pouco e iniciei uma conversa com seu dono enquanto acariciava sua cabeça. Fred continuava indiferente sem abanar a cauda, boca fechada e foi quando notei os lábios superiores se movimentaram milimetros, era um sinal que Fred não estava curtindo minha presença no local. Tirei a mão e continuei olhando para seu dono, mas dessa vez eu disse:
– Segura ele, pois ele vai pular para me pegar.

Seu dono ficou surpreso, pois não conseguira ver nada que levasse ao possível ataque. Continuei repetindo:
– Segura ele, pois ele vai me atacar – e me afastei “tranquilamente”, tentando controlar minha ansiedade, não respirando forte para que Fred não sentisse o cheiro da minha adrenalina. Seu dono continuava surpreso e dizendo que não ia.

Quando eu ja estava uns 3 passos de distância, Fred colocou as patas dianteiras sobre a grade que o cercava, seu dono foi tentar contê-lo pela coleira e tomou uma mordida na mão e logo o soltou. Fred com seus 70 ou 80 kilos pulou a pequena grade e eu disparei correndo em direção ao portão, vendo que o portão estava fechado me joguei no muro, num lance só e quando eu já atravessava para o outro lado senti o bafo de Fred nas minhas pernas… Escapei por um fio!

Fred como todo Dogue Alemão havia criado seu território, não aceitava a presença de estranhos e isso é bem característico da raça. Por sorte consegui ver os sinais do possível ataque a tempo, coisas que só um profissional com tempo, observando e estudando o comportamento dos cães, consegue. Quando estudamos conseguimos notar estes sinais mesmo que milimétricos e isso nos ajuda a sair de algumas situações perigosas.

Continua…

Totalmente recuperado!

O recuperado em questão não diz respeito ao comportamento dominante e agressivo do cão, e sim ao trauma do abandono.

No meu ponto de vista, esse cão foi abandonado devido ao seu comportamento agressivo, ou seja, deve ter feito a mesma coisa com seus antigos donos e estes resolveram abandoná-lo no pet shop. O pessoal não deve ter feito um trabalho de avaliação psicológica do cão.

Esse vídeo serve pra nos alertar que cães que estão para adoção geralmente são cães que não se comportaram bem e quem os vai adotar tem que ter paciência e saber o que esta adotando pode ser desde um cão bagunceiro até um que atacou os donos. Por isso, uma investigação deve ser feita.

Quanto a colega de profissão, dizer que foi por ciúmes da Chiquinha kkk e que estava sentindo que ia acontecer, eu também, mas vi desde o inicio do vídeo!

Veja que no inicio do vídeo o cão já esta usando o corpo pra empurrar a perna da “adestradora”. Sua cauda está firme para cima e o peso do cão está projetado para frente, típico de um cão dominando o território.

Ela usa a mão esquerda para afastá-lo e ele insiste. Ela troca a guia de mão e usa a mão direita pra segurá-la mais curta e quando o braço direito vai de encontro com a cara do cão ele não permite e responde com agressividade.

Sinais, cães sempre nos passam sinais!

Bom espero que a colega e a apresentadora estejam totalmente recuperadas do susto!