Meu cachorro chora quando saio de casa

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Vamos concordar que ficar sozinho não é bom pra ninguém, principalmente para filhotes que foram separados da mãe recentemente. Mas o que fazer para amenizar e não tornar os choros uma rotina?

É importante se preparar para receber o novo cão na casa, tornando o ambiente o mais aconchegante e prazeroso possível.

Ao levar o filhote para casa, leve com ele um pano com o cheiro da mãe, assim ele não se sentirá tão sozinho. Dê preferência para brinquedos que ofereçam condições de colocar petiscos dentro, dessa forma ele ficará entretido durante o período em que ficar só. Esses brinquedos deveram estar no ambiente apenas no período em que ele estivar sozinho, recolha ao chegar em casa. Existem muitas opções no mercado, algumas fábricas são especialistas neste tipo de brinquedo que são desenvolvidos com ajuda de profissionais em adestramento.

Não atenda os chamados de choro, senão ele irá ver que chorando logo aparece alguém. Antes de deixá-lo sozinho, verifique se tem água e se já está alimentado.

Faça da sua saída algo bom, ou seja, não se despeça dele falando fino, apenas saia. Deixe petiscos espalhados, escondidos pela casa, assim ele achará alguns de vez em quando, tornando agradável o ambiente sem a sua presença.

Caminhar com o cão antes de sair, deixando-o cansando também ajuda bastante, pois assim ele vai tirar um cochilo após a caminhada. Lembre-se: cão cansado é cão feliz.

Ao chegar não faça festa, entre e faça o que você tem que fazer. Quando ele tiver se acalmado você pode dar atenção para o filhote, e assim ele não fica ansioso por sua volta durante o dia. Pense na possibilidade de ter outro cão, mas não se iluda, nem sempre é a melhor opção já que você pode criar 2 problemas.

Além disso, deixar um rádio ou TV ligados ajuda a quebrar o silêncio do ambiente, dando a impressão que tem gente na casa.

Seguindo estas dicas, logo você terá um amigo comportado esperando você em casa.

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Que tal colocar seu Pit Bull para competir?

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Foi-se o tempo que as pessoas tinham a ideia que o Pit Bull só servia para ser um cão de briga. A ideia errada de que a raça é perigosa e os mitos muitas vezes absurdos do tipo “Ele possui o cérebro maior que a caixa craniana e de uma hora pra outra sente um dor de cabeça e ataca o dono” estão se tornando folclore.

Aqui em Franca uma turma denominada Equipe Drena Dogs vem se unindo para tornar a raça conhecida de maneira correta. Utilizando seus cães em competições de Game Dog, onde os cães competem e testam sua força, agilidade e inteligência em provas de tração, salto em distância, escalada, obediência e até mergulho, essa equipe se destaca pela garra, vontade e persistência. Novata nas competições, ela já conquistou o seu espaço obtendo primeiro lugar em algumas provas.

Os encontros acontecem aos sábados em algum ponto da cidade, onde são passadas informações de comportamento, treinamento, troca de experiências. Qualquer dúvida entre em contato com Robson Cunha pelo fone (16) 99404-8066.

Obrigado!!! Dino Adestrador12211332_912059305525929_356659236_o

Cão educado, cão e dono felizes

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Essa é Lilla, uma poodle mestiça adotada pela Gizelda. Devido à sua criação errada ela desenvolveu uma certa dominância acompanhada de comportamento antissocial que, além de incomodar pessoas que visitavam sua casa, começou a incomodar também sua dona.

O que sua tutora não sabia era que todo esse comportamento foi gerado a partir da criação que ela teve – quando adotam cães de rua, algumas pessoas tentam suprir todo amor e atenção que eles não tiveram ao longo do tempo deixando-os à vontade, sem a liderança que precisam, e isso acaba por ocasionar comportamentos indesejados. Alguns vivem mimados e recebendo tudo que querem tranquilamente, mas com outros não é bem assim.

Cães precisam de liderança; na verdade, eles gostam disso. Mas ser líder não é o mesmo que ser tirano, cruel, privar de atenção ou carinho – é apenas saber impor as regras da “família” ou “matilha”. O carinho e amor podem ser dados na intensidade que o dono quiser, e isso não afeta em nada a criação, pelo contrário; carinho e amor dados no momento certo ajudam na formação do caráter do cão.

Lilla dava trabalho para tomar banho e nenhum pet shop a queria mais. Para vacinar, então, somente com focinheira e ela gritando horrores; criança perto dela nem pensar.

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No dia 12 de novembro de 2014 Lilla tomou seu primeiro banho em meu Pet Shop. Nesta mesma semana iniciamos com ela um trabalho – quando digo iniciamos quero dizer, eu, sua dona e a própria Lilla – longo, dedicado, desenvolvido com muita paciência e persistência. Trabalhamos toda a postura, a maneira de conversar até mesmo de se posicionar perante a Lilla.

Os resultados foram vindo aos poucos, mas sempre mostrando que ela estava progredindo.

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Hoje podemos dizer que Lilla está 99%. Sua dona aprendeu a ser líder sem ter que dispensar a parte de carinhos, amor e atenção.

Lilla foi ontem tomar suas 3 vacinas anuais, e eu fui junto para verificar qual seria seu comportamento. Fomos até a clínica do Dr. Mario, que é seu veterinário há muito tempo. Coloquei Lilla na mesa e Dr. Mario me perguntou se precisaria colocar a focinheira. Eu disse não, que poderíamos experimentar sem a focinheira.

Disse a ele que a focinheira sempre foi associada por Lilla como algo ruim e que se a colocássemos naquele momento, ela saberia que o que viria a acontecer não era bom e poderia iniciar seu show de gritos e tentativas de morder.

Segurei Lilla bem leve pela coleira sem colocar muita tensão, ou seja, apenas o suficiente para impedir uma possível tentativa de mordida. Se eu colocasse muita pressão em contê-la, ela poderia entender que aconteceria algo ruim – por isso fiz tudo ao contrário do que ela estava acostumada a passar.

Lilla recebia a carinhos na cabeça enquanto Dr. Mario aplicava as vacinas.

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No final deu tudo certo. Lilla deu apenas uma gemidinha, mas não tentou morder ou iniciar algum escândalo. Sua dona ficou perplexa e eu feliz por ver mais um dono e cão felizes!!

O fujão

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Estava eu numa mercearia aqui no meu bairro quando entra um labrador ofegante e estabanado. O dono da mercearia na hora disse:
– Vixe, fugiu de novo!!!
O cão deu uma volta em torno das prateleiras e saiu novamente para rua.
Em seguida surge 4 pessoas desorientadas correndo atrás dele e gritando:
– Thor, Thor, vem aqui! Vem aqui!
Thor olhava, parava e quando alguém caminhava em sua direção corria mais um pouco.
Clientes que estavam na mercearia se prontificaram a ajudar e enquanto eu pagava minha conta no caixa ficava rindo da situação.
O que era para ser uma ordem de “vem aqui” estava virando uma brincadeira de pega pega. Um cercava daqui outro dali, carros paravam gente ria o dono xingava, rs!
Paguei a conta peguei minha sacolinha e fui pra rua e gritei pra todo mundo:
– Parem, fiquem todos parados! Ninguém fala mais nada!
Em seguida gritei:
– Thor! Thor! – e sai correndo sentido contrário. Thor pensou, analisou e se colocou a me perseguir. Quando este se aproximava eu mudava bruscamente de direção sentido contrário dele e este com mais ênfase tentava me alcançar, até que me abaixei e ele entrou entre meus braços e me lambendo recebia meus afagos e incentivos de bom garoto. Segurei Thor pelo pescoço e este nem tentou fugir deixou que seu dono colocasse a coleira e o levasse para casa salvo dos perigos da rua.

Poderia ser cômico, mas foi trágico!

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A tempos estou para contar este episódio aqui no blog, mas do jeito que as coisas andam e as pessoas julgam, tenho medo de acharem que eu estou brincando com coisa séria. Quem me conhece sabe que com coisa seria não brinco, posso brincar depois do problema resolvido, mas não antes nem durante.

Incentivado por meu amigo Luiz Neto, jornalista e editor de opinião do jornal Comércio da Franca, que disse que esses casos não podem ficar longe do conhecimento dos meus seguidores, resolvi contá-lo. O fato me fez sentir um misto de dó e raiva da tamanha ignorância do proprietário que achava que era o correto a ser feito. Por incrível que pareça, ainda existem muitas pessoas que pensam assim. Não vou condenar aqui o dono, pois se este buscou minha ajuda é porque queria realmente ficar com o cão. Muitos no lugar dele teriam aberto o portão e deixado o cão “fugir sem querer”.

Certa vez ao telefone um cliente me solicitou uma visita, pois o mesmo não aguentava mais seu labrador, Marley. Todos da casa o amavam, mas Marley já estava ficando grande e pesado já com seus 18 meses e coisas do cotidiano como caminhar ou até mesmo colocar comida se tornaram impossíveis de se realizar tranquilamente.

Para caminhar Marley arrastava, babava, latia, mordia a guia, quase se matava enforcado. Na hora da comida era um pesadelo para família. Marley pulava o tempo todo, mal esperava seu dono colocar a ração na vasilha, ele se jogava com patas, unhas e dentes nas mãos que seguravam a vasilha, derrubando toda ração e como um mega aspirador de pó ele literalmente aspirava a ração do chão e, em seguida, brincava desesperadamente com a vasilha, correndo com ela na boca enquanto todos da familia tentavam a tirar dele.

Pelo telefone agendamos uma visita para ensinar toda a família como educar Marley, mas antes de desligar, ele me pediu uma dica de como poderia fazer para dar a ração naquele final de tarde sem sofrer tanto. Então eu disse: “você vai arrumar uma garrafa descartável de refrigerante de 2 litros vazia. Coloque a ração na vasilha com uma mão e com a outra a garrafa. Diga o comando FICA e coloque a vasilha no chão. Quando ele vier novamente você repete o comando FICA e bata no chão bem no meio entre o cão e a vasilha de comida, amanhã te dou outras dicas”.

No outro dia, no horário marcado, fui até o endereço indicado. Ao chegar fui recebido com festa e palavras de elogio. “Então você que é o Doutor Pet dos cães? Cara, sua dica foi fenomenal, você tem que ver ele esperar pra comer, tá uma gracinha! Enquanto eu não me afasto e mando ele comer ele não vai e se eu falar sai, ele larga a comida e espera novamente”, disse o dono.

Fiquei feliz com o resultado e então entramos para conhecer Marley. Ele é um labrador caramelo lindo, moleque e hiperativo no último grau, rs. Chegou pulando, babando, ofegante, ligado no 220v. Ao fazer um carinho na sua cabeça notei um caroço na crista do occiptal (alto da cabeça) então indaguei:

– E esse caroço, genético?
– Não, é da garrafa mesmo! – respondeu o dono.
– Como é que é?! – perguntei alarmado.
– Fiz o que você mandou, ué. Repeti o comando FICA e bati no CÃO, bem no meio, uma só – contou o dono.
– Cara, você tá louco! – exclamei cheio de raiva. – É no CHÃO! No CHÃO, no meio entre a vasilha e o cão! Trás a garrafa lá para eu te mostrar – neste momento me trazem uma garrafa de 1,5lt daquelas duras, então eu disse:
– Não! Cade a garrafa pet de 2 litros???
– Não tínhamos e pegamos essa!

Depois desta visita nunca mais dei dicas de correção pelo telefone ou por escrito, só pessoalmente!

Ps: O cão passa bem, está mais educado e feliz com sua família, mas não pode ver uma garrafa de refrigerante!

Pimenta no dos outros é refresco

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Vejo um monte de gente usando “técnicas” absurdas e abusivas para tirar manias de seus seus cães.

Certa vez uma pessoa me disse pela internet que estava dando pimenta para o seu cão ficar mais bravo, mas que não estava adiantando, ele continuava manso. O que esse insensível e louco não sabia é que a pimenta pode ser fatal para um cão, pois pode causar um problema gástrico incurável.

Outra violência que é cometida contra o cão é enrolar o jornal e bater na cara do coitado. Na verdade, essa técnica tinha objetivo de assustar o cão, batendo com o jornal em alguma outra superfície sem ser o cão, mas alguém perdeu a paciência e enfiou na cara do totó e espalhou para todo mundo que funcionava.

E esfregar o focinho do cão na urina ou nas fezes? Era apenas para levá-lo perto do xixi ou coco, apontar e dizer NÃO, mas alguém perdeu a paciência e começou a esfregar o focinho do cão e achou que foi sua técnica que funcionou e saiu falando para um monte de gente que funcionava.

Uma das violências mais bizarra que já ouvi falar foi que morder a orelha do cão firma a liderança sobre o animal. Não sei de onde tiraram essa, mas que transforma o dono em um animal irracional, ah, isso funciona!

Bom, moral da história é: tenha cuidado com técnicas estranhas, leia sites e livros confiáveis e se isso não for suficiente de sanar suas dúvidas, pergunte a um profissional da área. Tudo que depende de agressividade e descontrole emocional para funcionar esta descartado no mundo canino. E tenha sempre em mente que pimenta arde em qualquer um!

Como treinar cães surdos

cao surdoCães também podem ter problemas auditivos, alguns podem até nascem com surdez parcial ou total. Também há a possibilidade de quando envelhecem perderem gradativamente a audição. Para quem tem um cão em alguma destas situações a comunicação com o cão deve ser totalmente sinalizada.

Tendo em vista que cães se comunicam mais visualmente do que verbalmente, não é difícil educar um cão surdo, mas para isso você deve seguir algumas regrinhas básicas:

– ao treinar seu cão com linguagem de sinais, você mesmo pode criar cada sinal para cada tipo de comando, mas lembre-se de utilizar sempre o mesmo sinal para o comando solicitado;

– se precisar acordá-lo faça o toque na região do ombro de maneira gentil e sempre faça da mesma maneira, outra maneira é bater o pé no chão – no chão, ok? – assim ele sentirá a vibração do impacto e acordará;

– você pode utilizar uma lanterna laser e associar o ponto vermelho ao comando “aqui”. Quando você quizer que o cão venha até você basta direcionar o laser próximo a ele e trazer o ponto até você, assim que o cão se aproximar você paga com um petisco;

– existem alguns acessórios que podem auxiliar seu cão, coleiras “vibratórias” que vibram através de comando em um controle remoto, por exemplo;

– mas a principal dica é ter paciência. Um cão com deficiência auditiva deve ser educado como qualquer outro, já que os seus outros atributos com certeza estão intactos, mas requer um pouco mais de paciência que os demais.

Veja o vídeo abaixo que mostra um pouco do treinamento de um cão surdo: