Poderia ser cômico, mas foi trágico!

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A tempos estou para contar este episódio aqui no blog, mas do jeito que as coisas andam e as pessoas julgam, tenho medo de acharem que eu estou brincando com coisa séria. Quem me conhece sabe que com coisa seria não brinco, posso brincar depois do problema resolvido, mas não antes nem durante.

Incentivado por meu amigo Luiz Neto, jornalista e editor de opinião do jornal Comércio da Franca, que disse que esses casos não podem ficar longe do conhecimento dos meus seguidores, resolvi contá-lo. O fato me fez sentir um misto de dó e raiva da tamanha ignorância do proprietário que achava que era o correto a ser feito. Por incrível que pareça, ainda existem muitas pessoas que pensam assim. Não vou condenar aqui o dono, pois se este buscou minha ajuda é porque queria realmente ficar com o cão. Muitos no lugar dele teriam aberto o portão e deixado o cão “fugir sem querer”.

Certa vez ao telefone um cliente me solicitou uma visita, pois o mesmo não aguentava mais seu labrador, Marley. Todos da casa o amavam, mas Marley já estava ficando grande e pesado já com seus 18 meses e coisas do cotidiano como caminhar ou até mesmo colocar comida se tornaram impossíveis de se realizar tranquilamente.

Para caminhar Marley arrastava, babava, latia, mordia a guia, quase se matava enforcado. Na hora da comida era um pesadelo para família. Marley pulava o tempo todo, mal esperava seu dono colocar a ração na vasilha, ele se jogava com patas, unhas e dentes nas mãos que seguravam a vasilha, derrubando toda ração e como um mega aspirador de pó ele literalmente aspirava a ração do chão e, em seguida, brincava desesperadamente com a vasilha, correndo com ela na boca enquanto todos da familia tentavam a tirar dele.

Pelo telefone agendamos uma visita para ensinar toda a família como educar Marley, mas antes de desligar, ele me pediu uma dica de como poderia fazer para dar a ração naquele final de tarde sem sofrer tanto. Então eu disse: “você vai arrumar uma garrafa descartável de refrigerante de 2 litros vazia. Coloque a ração na vasilha com uma mão e com a outra a garrafa. Diga o comando FICA e coloque a vasilha no chão. Quando ele vier novamente você repete o comando FICA e bata no chão bem no meio entre o cão e a vasilha de comida, amanhã te dou outras dicas”.

No outro dia, no horário marcado, fui até o endereço indicado. Ao chegar fui recebido com festa e palavras de elogio. “Então você que é o Doutor Pet dos cães? Cara, sua dica foi fenomenal, você tem que ver ele esperar pra comer, tá uma gracinha! Enquanto eu não me afasto e mando ele comer ele não vai e se eu falar sai, ele larga a comida e espera novamente”, disse o dono.

Fiquei feliz com o resultado e então entramos para conhecer Marley. Ele é um labrador caramelo lindo, moleque e hiperativo no último grau, rs. Chegou pulando, babando, ofegante, ligado no 220v. Ao fazer um carinho na sua cabeça notei um caroço na crista do occiptal (alto da cabeça) então indaguei:

– E esse caroço, genético?
– Não, é da garrafa mesmo! – respondeu o dono.
– Como é que é?! – perguntei alarmado.
– Fiz o que você mandou, ué. Repeti o comando FICA e bati no CÃO, bem no meio, uma só – contou o dono.
– Cara, você tá louco! – exclamei cheio de raiva. – É no CHÃO! No CHÃO, no meio entre a vasilha e o cão! Trás a garrafa lá para eu te mostrar – neste momento me trazem uma garrafa de 1,5lt daquelas duras, então eu disse:
– Não! Cade a garrafa pet de 2 litros???
– Não tínhamos e pegamos essa!

Depois desta visita nunca mais dei dicas de correção pelo telefone ou por escrito, só pessoalmente!

Ps: O cão passa bem, está mais educado e feliz com sua família, mas não pode ver uma garrafa de refrigerante!

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Armagedon

Lola e bagunça que ela aprontou

Lola e bagunça que ela aprontou

Ao acordar, nesta segunda, me deparei com uma cena que não via a muito tempo na minha casa: uma bagunça sem limites foi feita por minha labradora Lola. Ela é a mais nova integrante da família e está em processo de adestramento.

Com a chuva, é quase impossível sair com ela para cansá-la, pois ela é uma cadela jovem e precisa de exercícios físicos, se não é destruição na certa. Por isso, para não acontecer o que aconteceu comigo, rs, segue algumas dicas para época de chuva.

Se possível exercite o cão com brinquedos interativos. Forneça ossos para roer, jogue bolinha para ela correr e, principalmente, mantendo objetos afastados.

Cães em época de chuva ficam muito entendiados e na primeira oportunidade destroem o que veem pela frente.

Bom, agora vou lá juntar a bagunça, rs.

Calendário Bicho Feliz 2015

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Numa conversa com a diretoria do Grupo Bicho Feliz, tentávamos criar algum evento em que pudéssemos inovar e arrecadar dinheiro para pagar algumas dívidas do Grupo. Então tivemos a ideia de criar um calendário de mesa com fotos de alguns cães que mantínhamos para adoção.

Uma ideia muito boa, mas trabalhosa, pois nunca havíamos feito algo neste seguimento. Até então seguíamos com bazares, venda de pizzas, rifas, etc.

Então saímos a procura de alguém que soubesse como realizar as fotos. Tinha que ser alguém com experiência, pois iríamos usar cães retirados das ruas, alguns tímidos, medrosos e não queríamos passar essa impressão nas fotos.

Então o fotografo Jorge Secco com toda sua bondade disponibilizou seu tempo, material e experiência de maneira voluntária para que pudéssemos realizar as fotos.

O local escolhido foi uma chácara de uma amiga, o transporte realizado, também voluntariamente, por nosso amigo Mateus do Taxi Pets que buscava e levava nossos modelos. Eu me disponibilizei a ajudar a controlar os cães para que eles posassem nas fotos e as meninas preparavam o cenário para os cães.

O trabalho ficou magnífico com fotos lindas, uma mais difícil que as outras de escolher. Esperamos vender cerca de 2000 calendários por R$ 5,00 cada e assim conseguirmos sanar dívidas e ajudar outros animais necessitados.

Os calendários estarão disponíveis em alguns pontos da cidade como CCAA (centro), Dino Pet Shop que fica na rua Francisco Tarcia, 550.

Mas se quiser reservar e garantir o inicio de sua coleção ligue (16) 3432-2402.

Veja o making of do ensaio fotográfico no vídeo abaixo:

Indignado com a indignada

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Esta semana recebi uma ligação de uma mulher que solicitava minha ajuda. Veja como foi nossa conversa:

– Alô, é o Dino?
– Sim
– Peguei seu telefone na rádio, é o seguinte: tem um cachorro aqui na avenida que está a dois dias atropelado e agonizando. Eu já liguei na Vigilância, já liguei na policia, já liguei na radio, já liguei numa ONG e ninguém pode ajudar, o que que eu faço? O que você pode fazer por mim? Ele está lá até agora nem levanta a cabeça.
– Bom senhora, os grupos de ajuda estão todos lotados infelizmente não estamos podendo pegar mais cães a senhora terá que resgatá-lo levar numa clinica.
-Nãããooo! eu num posso gastar dinheiro com cachorro!
– Mas eu também não posso senhora. Minha cota de ajuda já está transbordando.
– Então para que passaram seu telefone se você não pode ajudar? Pode deixar então vou ver quem pode!

Desligado o telefone esta foi até o Facebook e postou toda sua indignação pela falta de ajuda ao pobre cãozinho que a 2 dias agonizava na avenida e ainda dizendo que falou com todo mundo inclusive com um adestrador e que ninguém podia ajudar. Onde já se viu ninguém poder ajudar o pobre cãozinho???

Bom, o cão foi resgatado pela minha amiga Marina da clinica de castração Turma do Abrigo, mas o que foi relatado não condizia com a situação do cão. Realmente estava com a para fraturada, mas agonizando? Não. Agora ele está sob cuidados do veterinário voluntario e logo a caminho da adoção.

Quero dizer aqui para as pessoas indignadas que se sentar na frente do computador e gastar créditos e a unha discando números, pedindo ajuda não vai torná-lo(a) um protetor ou protetora. Ficar se dizendo indignado(a) porque ninguém consegue fazer algo por um cão não ajudará em nada.

Difícil entender como a pessoa vê um cão ferido e a única coisa que faz é ficar digitando números e brigando com pessoas que realmente fazem algo pela causa animal. Aposto que essa senhora nunca visitou um feirinha de adoção, nunca comprou uma pizza pra ajudar num tratamento de um cão, se quer contribuiu com uma cirurgia de castração e, digo mais, não vai oferecer nada de ajuda a quem resgatou esse cão.

Grupos de ajuda são voluntários. Eles não recebem nada do governo. Vivem de donativos, promoções, bazares e outros meios.

Então se você quer ajudar procure se informar, contribua, compre as pizzas, participe dos bazares, ofereça ajuda ao invés de se indignar com quem faz tanto.

Pimenta no dos outros é refresco

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Vejo um monte de gente usando “técnicas” absurdas e abusivas para tirar manias de seus seus cães.

Certa vez uma pessoa me disse pela internet que estava dando pimenta para o seu cão ficar mais bravo, mas que não estava adiantando, ele continuava manso. O que esse insensível e louco não sabia é que a pimenta pode ser fatal para um cão, pois pode causar um problema gástrico incurável.

Outra violência que é cometida contra o cão é enrolar o jornal e bater na cara do coitado. Na verdade, essa técnica tinha objetivo de assustar o cão, batendo com o jornal em alguma outra superfície sem ser o cão, mas alguém perdeu a paciência e enfiou na cara do totó e espalhou para todo mundo que funcionava.

E esfregar o focinho do cão na urina ou nas fezes? Era apenas para levá-lo perto do xixi ou coco, apontar e dizer NÃO, mas alguém perdeu a paciência e começou a esfregar o focinho do cão e achou que foi sua técnica que funcionou e saiu falando para um monte de gente que funcionava.

Uma das violências mais bizarra que já ouvi falar foi que morder a orelha do cão firma a liderança sobre o animal. Não sei de onde tiraram essa, mas que transforma o dono em um animal irracional, ah, isso funciona!

Bom, moral da história é: tenha cuidado com técnicas estranhas, leia sites e livros confiáveis e se isso não for suficiente de sanar suas dúvidas, pergunte a um profissional da área. Tudo que depende de agressividade e descontrole emocional para funcionar esta descartado no mundo canino. E tenha sempre em mente que pimenta arde em qualquer um!

Roupas no Varal

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Cães aprendem de tudo, mas nada como a bagunça, isso é o que aprendem com maior facilidade. Muitos aprendem observando outro cão ou até mesmo o próprio dono. Não, espera, o próprio dono? Sim, é verdade! O maior exemplo disso é quando dono vai no jardim e planta alguma coisa. O cão observa de longe e, quando o dono se ausenta, aquele vai ver o que foi enterrado ali e iniciando uma série de buracos.

Com as roupas no varal é a mesma coisa. Ele vê o dono as pendurando e quando este sai de perto ele vai e as puxa. O que ele faz ali é treinar sua caça fazendo um cabo de guerra com a roupa e pulando nela quando o vento a balança. Quer brinquedo melhor para um cão??? Daí surge a pergunta: por que quando estou em casa ele não pega as roupas no varal?

Simples, você está lá e o corrigiu. Ele sabe que pegar roupa na sua presença é errado. Mas ninguém o corrigiu na sua ausência. Por isso o que vou ensinar aqui se chama correção indireta, ou seja, é a correção sem associar à presença do dono.

Pegue uma lata de tinta 18L vazia. Coloque latinhas de cerveja ou refrigerante dentro (ótima desculpa para tomar umas, rs!). Coloque em cima do muro, telhado ou algo próximo ao varal. Amarre-a num pano velho estendido no varal. Quando o cão puxar a “armadilha” irá cair, causando um incômodo no cão que irá associar o barulho e o susto ao ato de pegar roupas na sua ausência.

Mas veja bem! É importante que o cão não veja que você fez a armadilha, pois se ele notar a presença do barbante ele ira puxar somente quando a armadilha não estiver armada! Este tipo de correção (indireta) pode te dar várias ideias para corrigir comportamentos que são feitos na sua ausência.

Ps: Fala a verdade, a ideia do uso da latinha de cerveja foi boa, num foi???