Um conto de Nat(au)

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– Acorda, acorda! – gritavam os filhos pulando na cama dos pais. – Vamos montar o presépio!

Como todo ano, era tradição da família montar o presépio na sala de estar onde os visitantes que chegavam, eram recebidos pelas crianças e, em seguida, levados a conhecer e ouvir um pouco sobre a história do nascimento de Jesus.

– Onde está a manjedoura!? Sem a manjedoura não tem como o menino Jesus se deitar – disse o pai.

A mãe chega com sorriso nos lábios e entrega a pequena manjedoura nas mãos do pai, que a coloca ali bem no meio da cena. Entre uma conversa e outra as crianças discutiam que animais iriam colocar para ornamentar o presépio.

– Eu vou colocar a vaquinha – disse Ana. Eu o burrinho – retrucou Lucas. Prefiro a ovelha – disse Pedro. Olharam para Júlio o mais novo de 4 anos que levantando a mão disse:

– Eu fico com o cachorro! – fez-se um silêncio e todos se olharam, riram disseram:

– Mas não tem cachorro, Júlio!
– Tem sim! – afirmou o garoto.

– Não tem não! – respondeu um dos irmãos. Júlio confiante no seu pensamento repetiu mais forte:

– TEM SIM!!!

Tentando convencer Júlio que no dia do nascimento de Jesus não tinha nenhum cão presente, todos se puseram a mostrar figuras, desenhos que ilustravam aquele momento e então tornaram a dizer:

– Viu Júlio, não tem nenhum cão!

– Claro que tem! – rebateu confiante. Então seu pai, já sem paciência, mostrando umas das figuras diz:

– Então mostra, onde ele está?!

Hora papai, onde qualquer cão fiel e protetor ficaria… Embaixo da manjedoura!

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Higiene é fundamental

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Esses dias atrás, o meu amigo Altair Matos me perguntou o que eu achava de pessoas que deixam seus cães comerem seus restos no próprio prato ou panela.

Com animais temos que ter cautela quanto a algumas atitudes. É difícil se conter em algumas delas, pois nós que gostamos deles, somos impulsivos e muitas vezes as fazemos até mesmo sem ver.

Por exemplo, deixar nosso cão ou um desconhecido lamber nossa cara e às vezes nossa boca. Temos que lembrar que esta língua também lambeu o próprio órgão genital ou de algum outro cachorrinho, rs. Ela ainda lamba outras substâncias e secreções na rua.

Assim como deixar seu cão comer na panela ou lamber seu prato pode levar você a contrair bactérias que podem causar infecções de difícil tratamento, além de feridas e fungos de difícil trato. A boca de um cão com tártaro pode ocasionar muitos problemas não só em você, mas nele mesmo.

Sem dizer que fornecer restos de comida humana a um cão pode gerar distúrbios gástricos, queda de pelo, aumento de pressão arterial, entupimento de veias causado por gorduras, alergias e intolerância a algumas proteínas, aumento excessivo de peso.

A higiene nessa época em que vivemos devem ser consideradas primordiais. Veja que até os antibióticos estão sendo controlados, por que será?

Porque nesse século bactérias e vírus estão cada vez mais resistentes. Realmente a higiene se faz necessária. Quem tem esse tipo de contato com cão deve vermifugar-se e vermifugar o cão, mantê-lo com os dentes limpos e banhos constantes.

Assim quando fomos surpreendidos com uma lambida na cara não ficarmos preocupados e sim felizes.

Com que roupa eu vou?

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A vida de adestrador é uma mistura de trabalho com diversão. O tempo todo me divirto com os cães, mas principalmente com seus donos. Sempre digo que os donos são os mais difíceis de serem adestrados.

A inteligência de um cão é medida pela quantidade de vezes que você tem de repetir o comando. Alguns cães demoram 3 alguns 10 repetições para assimilar o aprendizado. Imagina então os donos que demoram 15 ou 20 tentativas, rs! Afinal, eles nunca, repito, nunca fazem do jeitinho que pedi, só depois de exaustiva repetição.

Certa vez, saindo para uma aula com uma dona e seu cão, um pit bull albino muito pesado e um verdadeiro moleque, seguimos até um local tranquilo para realizar os exercícios que eu ia passar. Ela era uma senhora de uns 50 anos cerca de 40 a 45 kilos não mais que isso, franzina, com uma fala aguda, alta e estridente. Seu sotaque era uma mistura de mineiro com nordestino o que deixava seus “causos” ainda mais engraçados.

Por causa dessa fala aguda e estridente que doía nos ouvidos, algumas palavras, que eu não ouvia fazia um tempo, ficavam muito engraçadas. Como a palavra excomungado, termo carinhoso que usava para se referir ao seu cão, que com sotaque saia “excumungado”, era hilário!

Ela gostava muito de seu pit bull, mas este a arrastava como um graveto pelas ruas de seu bairro. sempre animada, ela estava pronta para ir, vestida com uma saia longa e uma chinelinha de tirinha (rasteirinha), uma vestimenta não muito apropriada para quem vai treinar um cão, ainda mais um pit bull. Mas não sou personal style e sim adestrador e com o tempo ela iria aprender que esse tipo de roupa e calçado não deveria ser usado para passear com um cão daquele porte.

Tentei acertá-los, mas o pit bull havia acostumado a arrastá-la. Era só eu pegar na guia que ele andava direitinho, mas quando era ela que segurava, o cão não estava nem ai, sem contar que a dona não ajudava, posicionando-se de maneira errada, gritando muito com o cão e o deixando agitado, sem contar que ele pisava na rasteirinha e saia atrapalhava, e os dois não entravam em um acordo, rs!

Resolvi apelar para um exercício simples que consistia em andar em círculos com o cão mantendo-o próximo a perna esquerda. Então desenhei um circulo grande no chão e mostrei como se devia fazer. Depois de uns 2 minutos e algumas correções na postura e maneira de segurar na guia, o exercício começou a surtir efeito.

De repente notei que ela não conseguia andar no circulo e pedi para que ela se concentrar e ficar na marcação, ela concordou e continuou. Foi quando ela cambaleou para o lado e “ploft”, estatelou-se no chão. Nessa hora, eu estava um pouco mais afastado sentado na beira da calçada observando o exercício.

A dona caída no chão tentava a todo custo se levantar, mas o pit bull pulou no seu peito e, lambendo sua cara, explodia em alegria e festa impedindo-a de se levantar. A cena era trágica, mas muito, muito engraçada!

Desistindo da cara, o pit bull começou a tentar entrar em baixo daquela saia grande e ela não sabia se segurava a saia, se empurrava o cão ou se levantava. O que se ouvia era: “espera ai excumungado, espera ai trem, nusss!”

Segurei a guia do cão o mais rápido que pude e com a outra mão estendida ajudei a senhora a se levantar. Então, com a voz alta tipico de quem nasceu perto de cachoeira, rs, ela disse: “NOSSA MOÇO EU NUM POSSO ANDAR DE RODA OLHANDO PRA BAIXO, EU TENHO LABIRINTITE!”.

Não aguentei e comecei a rir, descontroladamente, pois eu já estava segurando o riso desde o começo do nosso treinamento e agora me segurava para não urinar nas calças.

Se já não fosse o bastante, ela olhou para baixo e perguntou: “cadê minha sandália?”. Quando damos olhada na boca do pit bull, lá estava a rasteirinha, toda babada e com umas duas tirinhas arrebentadas.

Voltamos para a casa dela, eu com os olhos lacrimejados de tanto rir e ela com um sorriso amarelo, para numa próxima aula, ela sair com uma calça jeans e um tênis adequado e com o remédio de labirintite tomado, rs!

O fujão

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Estava eu numa mercearia aqui no meu bairro quando entra um labrador ofegante e estabanado. O dono da mercearia na hora disse:
– Vixe, fugiu de novo!!!
O cão deu uma volta em torno das prateleiras e saiu novamente para rua.
Em seguida surge 4 pessoas desorientadas correndo atrás dele e gritando:
– Thor, Thor, vem aqui! Vem aqui!
Thor olhava, parava e quando alguém caminhava em sua direção corria mais um pouco.
Clientes que estavam na mercearia se prontificaram a ajudar e enquanto eu pagava minha conta no caixa ficava rindo da situação.
O que era para ser uma ordem de “vem aqui” estava virando uma brincadeira de pega pega. Um cercava daqui outro dali, carros paravam gente ria o dono xingava, rs!
Paguei a conta peguei minha sacolinha e fui pra rua e gritei pra todo mundo:
– Parem, fiquem todos parados! Ninguém fala mais nada!
Em seguida gritei:
– Thor! Thor! – e sai correndo sentido contrário. Thor pensou, analisou e se colocou a me perseguir. Quando este se aproximava eu mudava bruscamente de direção sentido contrário dele e este com mais ênfase tentava me alcançar, até que me abaixei e ele entrou entre meus braços e me lambendo recebia meus afagos e incentivos de bom garoto. Segurei Thor pelo pescoço e este nem tentou fugir deixou que seu dono colocasse a coleira e o levasse para casa salvo dos perigos da rua.

Calendário Bicho Feliz 2015 – Já à venda!

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Antes de sair de viagem adquira nosso calendário!!

Como vocês sabem, participo de um grupo que ajuda animais de rua chamado Bicho Feliz, nosso trabalho é infinito, algo que não para nunca e duvido que isso aconteça um dia. Na verdade, a quandidade de cães abandonados aumenta a cada dia. Sinceramente, às vezes isso nos desanima um pouco. Mas buscamos força divina e entre nós, amigos e simpatizantes da causa, para seguir em frente.

Como foi anunciado numa postagem anterior, já estão disponíveis os calendários para nos ajudar a manter o nosso trabalho. Os colecionadores e amigos que queiram ajudar podem adquiri-los por simbólicos R$5,00. Lembrando que cada animal fotografado está para adoção e o calendário conta um pouco de sua história.

Pontos de venda:

Dino Pet Shop
Rua Francisco Tarsia, 550 – Jd. California

CCAA ( Centro )
Rua Estevão Leão Bourroul, 1900 – Centro

Vídeos violentos

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Todos os dias recebo videos de animais sendo mortos ou torturados. Acordar e se deparar com um vídeo desses estraga meu dia.

Não sei o que as pessoas que enviam vídeos deste teor acham de bom nisso ou de produtivo. Será que pensam que eu ficando indignado ajudará em alguma coisa???

Dizem que é para chegar até as autoridades para que sejam punidos. Então envia o vídeo direto para eles, pô!!!

Mas o que eu acho mesmo é que eles esperam um linchamento dos autores em praça pública para vingar a barbárie, combater a violência com mais violência. Na verdade, quem pensa assim não está muito longe do assassino ou torturador de animais.

Todos temos uma centelha de ódio pronta para virar uma chama, basta alguém assoprar e nos tornamos tão cruéis quanto qualquer assassino de animais. Mas quem realmente ama animais não propaga a antiga Lei de Talião “olho por olho, dente por dente” ou qualquer tipo de violência.

Muitos desses vídeos foram tirados de páginas de horror. Alguns tem mais de um ano e alguns dos participantes destes já foram punidos. O que grande parte das pessoas que compartilham esses vídeos gosta é de sensacionalismo.

A violência contra animais aumentou muito, mas, na verdade, ela sempre esteve ai o que aconteceu é que as redes sociais a tornou pública.

O que aprendi é que o amor sim deve ser semeado, cultivado e compartilhado. Já o ódio deve ser exterminado. Não deixe brotar no seu coração essa semente de ódio.

Por favor, não compartilhem esses videos comigo.

Achado não é roubado

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Sequestrar cães esta se tornando uma prática comum. Tendo em vista que muitos donos tem os animais de estimação como membros da família, os criminosos veem a prática como uma forma de extorquir suas vítimas. Está cada vez pior, ao ponto de você estar passeando com seu cãozinho e tê-lo levado sob ameaça de um revólver.

Mas quero lembrar que também vejo casos em que muitas pessoas dizem que tiveram seu cão roubado quando estavam dando a famosa voltinha pela vizinhança e o cão é levado por uma pessoa que acha que este estava perdido.

A lei de posse responsável não se estende apenas a proprietários de cães de raça, de guarda ou grande porte. Donos de pequenos cães, inclusive os SRD (sem raça definida), também tem que cumprir normas de segurança, mantendo seus cães na guia durante o passeio, recolhendo suas fezes das calçadas, etc.

Se você solta seu cão sem identificação e este é encontrado e levado por alguém, isso não configura roubo nem sequestro, configura sim falta de responsabilidade de sua parte. Se seu cão está solto na rua e ele é atropelado por um motociclista que se machuca, caberá uma representação dele na justiça contra você, dono do cão.

Deixar um cão sair pra fazer o xixi e o coco na calçada do seu vizinho, além de ser uma baita falta de educação, mostra que você não esta dando a devida atenção a ele. Não quero entrar em debate de nenhum caso, estou apenas colocando o que é correto a se fazer, e o que é incorreto também, para que sirva de exemplo.

Não deixe seu cão dar a famosa voltinha, pois ele pode contrair doenças, fazer sujeira em lugares indevidos, ser levado por estranhos, ser atropelado e causas graves acidentes, dos quais você será o responsável.

Ah, e resumindo: achado não é roubado!

Leia no Portal GCN: Marley sai para fazer xixi no Palma, é sequestrado e ‘devolvido’ dias depois