Cocô mole

shutterstock_110690351

Muitos cães passam a vida toda com as fezes pastosas, quando deveria ser firmes sequinhas. O que pode estar acontecendo?

Primeiramente deve-se descartar a possibilidade de vermes até mesmo a giardiase e isso quem vai dar o diagnóstico é o seu veterinário.

Dado o diagnostico o veterinário irá receitar o vermífugo correto tratando o problema do seu cão.

Mas alguns cães também podem possuir intolerância à proteína de frango e quando isso acontece basta mudar a ração para uma com cordeiro ou salmão e o problema logo é resolvido.

Filhotes cuja a quantidade de ração está exagerada também apresentam fezes moles. Neste caso, deve-se verificar na embalagem da ração e fornecer o que está indicado.

Filhotes que comem e destroem tudo pela frente também pode apresentar gastroenterite aguda podendo apresentar até mesmo sangue nas fezes.

Bom, a melhor maneira de se chegar a um diagnóstico é consultar seu veterinário, pois ele te indicará o melhor tratamento.

Anúncios

Do campo para a cidade

cachorro-no-apartamento

Bob morava numa chácara e havia mudado a pouco tempo para um apartamento. Sua família o levara, pois gostava muito dele e o queria por perto.

A vida de liberdade e espaço agora se transformara na apertada e corrida vida de um cão da cidade. Para compensar a mudança de ambiente, ele tinha seus passeios matinais e ainda recebia todos os mimos da família que o levava de 4 a 5 vezes para dar uma voltinha e fazer xixi.

O problema é que Bob não fazia suas necessidades dentro do apartamento, apesar da insistência de seus donos. Para Bob, ele saia para fazer as necessidades e a caminhada era a recompensa para isso, então ele segurava para que o levassem lá fora e isso acabou se tornando uma rotina.

Um local na sacada foi preparado. Colocamos os tapetinhos e até grama artificial para ajudar Bob. Mas ele era persistente, por isso pedi para que a família não saísse com ele enquanto não fizesse as suas necessidades lá.

No inicio, foi uma luta, Bob segurava até não aguentar mais. Soa cruel, mas o que vale ressaltar é que se o dono sede à pressão não haverá aprendizado.

Hoje, Bob sabe que ele sai para passear porque seus donos gostam dele e não somente para que ele faça as suas necessidades.

Bem-vindo à cidade Bob!

Achado não é roubado

achado

Sequestrar cães esta se tornando uma prática comum. Tendo em vista que muitos donos tem os animais de estimação como membros da família, os criminosos veem a prática como uma forma de extorquir suas vítimas. Está cada vez pior, ao ponto de você estar passeando com seu cãozinho e tê-lo levado sob ameaça de um revólver.

Mas quero lembrar que também vejo casos em que muitas pessoas dizem que tiveram seu cão roubado quando estavam dando a famosa voltinha pela vizinhança e o cão é levado por uma pessoa que acha que este estava perdido.

A lei de posse responsável não se estende apenas a proprietários de cães de raça, de guarda ou grande porte. Donos de pequenos cães, inclusive os SRD (sem raça definida), também tem que cumprir normas de segurança, mantendo seus cães na guia durante o passeio, recolhendo suas fezes das calçadas, etc.

Se você solta seu cão sem identificação e este é encontrado e levado por alguém, isso não configura roubo nem sequestro, configura sim falta de responsabilidade de sua parte. Se seu cão está solto na rua e ele é atropelado por um motociclista que se machuca, caberá uma representação dele na justiça contra você, dono do cão.

Deixar um cão sair pra fazer o xixi e o coco na calçada do seu vizinho, além de ser uma baita falta de educação, mostra que você não esta dando a devida atenção a ele. Não quero entrar em debate de nenhum caso, estou apenas colocando o que é correto a se fazer, e o que é incorreto também, para que sirva de exemplo.

Não deixe seu cão dar a famosa voltinha, pois ele pode contrair doenças, fazer sujeira em lugares indevidos, ser levado por estranhos, ser atropelado e causas graves acidentes, dos quais você será o responsável.

Ah, e resumindo: achado não é roubado!

Leia no Portal GCN: Marley sai para fazer xixi no Palma, é sequestrado e ‘devolvido’ dias depois

Meu cão está “caducando”

cao velho

Então ele começa a latir pro nada, parecer que não escuta, demorar a atender comandos. Seu cão pode estar com Demência. 50% dos cães acima de 11 anos apresentam sinais de demência. Em alguns casos já a partir dos 7 anos. Quando ele está nessa situação não só sua vida começa a ficar comprometida, mas também a sua família.

Por isso, a atenção da família a sinais de demência do cão devem ser redobradas para que um tratamento seja realizado o mais cedo possível. Preste atenção em sinais como desorientação, ansiedade, diminuição da vontade de brincar, urinar e defecar fora do lugar certo, diminuição dos reflexos, perda do apetite, convulsões e alteração entre dia e noite.

Infelizmente não existe uma cura para essa doença, mas é possível retardar o seu avanço. Fornecer um ambiente sem estresse e agradável com atividades físicas e interação com o cão, procurando ensiná-lo comandos novos, são alguns benefícios que podem retardar a doença, além do suporte médico veterinário é claro.

A velhice chega para qualquer ser vivo, mas a boa qualidade da velhice ainda é para poucos, infelizmente.

Poderia ser cômico, mas foi trágico!

labrador2

A tempos estou para contar este episódio aqui no blog, mas do jeito que as coisas andam e as pessoas julgam, tenho medo de acharem que eu estou brincando com coisa séria. Quem me conhece sabe que com coisa seria não brinco, posso brincar depois do problema resolvido, mas não antes nem durante.

Incentivado por meu amigo Luiz Neto, jornalista e editor de opinião do jornal Comércio da Franca, que disse que esses casos não podem ficar longe do conhecimento dos meus seguidores, resolvi contá-lo. O fato me fez sentir um misto de dó e raiva da tamanha ignorância do proprietário que achava que era o correto a ser feito. Por incrível que pareça, ainda existem muitas pessoas que pensam assim. Não vou condenar aqui o dono, pois se este buscou minha ajuda é porque queria realmente ficar com o cão. Muitos no lugar dele teriam aberto o portão e deixado o cão “fugir sem querer”.

Certa vez ao telefone um cliente me solicitou uma visita, pois o mesmo não aguentava mais seu labrador, Marley. Todos da casa o amavam, mas Marley já estava ficando grande e pesado já com seus 18 meses e coisas do cotidiano como caminhar ou até mesmo colocar comida se tornaram impossíveis de se realizar tranquilamente.

Para caminhar Marley arrastava, babava, latia, mordia a guia, quase se matava enforcado. Na hora da comida era um pesadelo para família. Marley pulava o tempo todo, mal esperava seu dono colocar a ração na vasilha, ele se jogava com patas, unhas e dentes nas mãos que seguravam a vasilha, derrubando toda ração e como um mega aspirador de pó ele literalmente aspirava a ração do chão e, em seguida, brincava desesperadamente com a vasilha, correndo com ela na boca enquanto todos da familia tentavam a tirar dele.

Pelo telefone agendamos uma visita para ensinar toda a família como educar Marley, mas antes de desligar, ele me pediu uma dica de como poderia fazer para dar a ração naquele final de tarde sem sofrer tanto. Então eu disse: “você vai arrumar uma garrafa descartável de refrigerante de 2 litros vazia. Coloque a ração na vasilha com uma mão e com a outra a garrafa. Diga o comando FICA e coloque a vasilha no chão. Quando ele vier novamente você repete o comando FICA e bata no chão bem no meio entre o cão e a vasilha de comida, amanhã te dou outras dicas”.

No outro dia, no horário marcado, fui até o endereço indicado. Ao chegar fui recebido com festa e palavras de elogio. “Então você que é o Doutor Pet dos cães? Cara, sua dica foi fenomenal, você tem que ver ele esperar pra comer, tá uma gracinha! Enquanto eu não me afasto e mando ele comer ele não vai e se eu falar sai, ele larga a comida e espera novamente”, disse o dono.

Fiquei feliz com o resultado e então entramos para conhecer Marley. Ele é um labrador caramelo lindo, moleque e hiperativo no último grau, rs. Chegou pulando, babando, ofegante, ligado no 220v. Ao fazer um carinho na sua cabeça notei um caroço na crista do occiptal (alto da cabeça) então indaguei:

– E esse caroço, genético?
– Não, é da garrafa mesmo! – respondeu o dono.
– Como é que é?! – perguntei alarmado.
– Fiz o que você mandou, ué. Repeti o comando FICA e bati no CÃO, bem no meio, uma só – contou o dono.
– Cara, você tá louco! – exclamei cheio de raiva. – É no CHÃO! No CHÃO, no meio entre a vasilha e o cão! Trás a garrafa lá para eu te mostrar – neste momento me trazem uma garrafa de 1,5lt daquelas duras, então eu disse:
– Não! Cade a garrafa pet de 2 litros???
– Não tínhamos e pegamos essa!

Depois desta visita nunca mais dei dicas de correção pelo telefone ou por escrito, só pessoalmente!

Ps: O cão passa bem, está mais educado e feliz com sua família, mas não pode ver uma garrafa de refrigerante!

Armagedon

Lola e bagunça que ela aprontou

Lola e bagunça que ela aprontou

Ao acordar, nesta segunda, me deparei com uma cena que não via a muito tempo na minha casa: uma bagunça sem limites foi feita por minha labradora Lola. Ela é a mais nova integrante da família e está em processo de adestramento.

Com a chuva, é quase impossível sair com ela para cansá-la, pois ela é uma cadela jovem e precisa de exercícios físicos, se não é destruição na certa. Por isso, para não acontecer o que aconteceu comigo, rs, segue algumas dicas para época de chuva.

Se possível exercite o cão com brinquedos interativos. Forneça ossos para roer, jogue bolinha para ela correr e, principalmente, mantendo objetos afastados.

Cães em época de chuva ficam muito entendiados e na primeira oportunidade destroem o que veem pela frente.

Bom, agora vou lá juntar a bagunça, rs.

Medo

cao medo

É bastante comum eu receber ligações de donos dizendo que seus cães desenvolveram um medo inexplicável da chuva ou até mesmo medo de não se sabe o que. Isso mesmo, alguns cães, do nada, começam a ficar ofegantes e babar, tremer, andar em círculos, etc.

Vale lembrar que alguns cães que sofrem de epilepsia podem ter crises quando estão com medo. Alguns nem chegam a convulsionar, mas ficam ofegantes e com sintomas de medo, pupilas dilatadas, tremores e andando de um lado pro outro.

Para alguns basta o tempo fechar para a sessão de tortura começar. Mas porque isso acontece?

Bom a maioria dos casos que presenciei, o cão tinha passado por um momento difícil durante uma tempestade e seus donos não estavam em casa. Foram barulhos, vento e chuva que causaram medo no cão. Mas há também problemas genéticos que fazem o medo se desenvolver um pouco mais tarde no cão.

É importante acostumar o cão desde pequeno a barulhos, estouros, estampidos para que ele encare de maneira natural esses barulhos. Uma brincadeira legal é colocar balões cheios de petisco para que o cão os estoure e a cada explosão ele seja recompensado.

É importante agir de maneira natural perto do cão. Isso inclui não acariciá-lo, pois tentando acalmá-lo você esta reforçando o comportamento.

Lembre-se associe situações boas e agradáveis a toda situação de barulho extremo ou ao menor sinal de tensão ou com medo. Caso esteja vendo que a situação esta piorando converse com veterinário ou adestrador!