Desespero

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Nas minhas navegadas pela internet acabei me deparando com um anúncio onde uma moça estava doando um Sharpei de 2 anos, dizendo que o cão estava doente e ela já havia gastado horrores e não conseguia descobrir o que ele tinha.

Os sintomas eram os seguintes: Toda noite ele disparava a chorar desesperadamente, andando de um lado para outro como se sentisse dores, acabando por atrapalhar o sono de todos na casa, pois os uivos e latidos duravam a noite toda.

Muitas pessoas deram dicas de outros veterinários, mas ela estava decidida a doá-lo, pois os próximos exames, eram muito caros e ela queria alguém com grana disposto a cuidar direito do cão. Entrei em contato com ela, particularmente, e perguntei mais detalhadamente quais eram os sintomas, pois minha suspeita era de que seria, na verdade, um comportamento adquirido.

Então ela me contou.

Ela sai às 7 horas da manhã para trabalhar e volta às 18h, fica algum tempo em casa e logo sai novamente para faculdade. Quando chega às 11 horas e vai dormir, o cachorro inicia seu show de latidos e uivos. O xixi e cocô estavam normais, ele comia normalmente, bebia água normalmente e durante o dia dormia direto.

Concluí que o problema do cão era apenas ociosidade, tédio mesmo. Ele havia chegado a um ponto em que não aguentava mais aquela vida de quintal e falta de atenção, e então resolver no grito era uma opção. Ele gritava e ela saia lá fora pra fazer companhia, e ele foi se acostumando com a situação, que ia ficando cada vez pior.

Então dei algumas dicas a ela: Leve-o para passear de manhãzinha pelo menos meia horinha, e nos finais de semana faça caminhadas mais longas, e pare de dar atenção durante a noite. Compre bolinhas ocas e coloque petiscos dentro, como ossos defumados, ou até mesmo uma garrafinha de água com petiscos dentro. O brinquedo deve ser colocado à noite e recolhido de manhã, invertendo no futuro (coloque durante o dia e retire a noite) para que ele volte a ficar acordado durante o dia e durma à noite.

Bom, ela colocou as ideias em prática e já na primeira noite a família conseguiu dormir melhor. A segunda e a terceira noite foram mais tranquilas, e assim o problema está sendo resolvido.
Às vezes a doença não é física e sim mental, acentuada por nós, humanos, que não temos tempo para dar atenção a um ser que quando adotamos ou compramos sabíamos que deveríamos ter.

Obrigado!
Dino Adestramento

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