Senhoras e senhores… O Rottweiler

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Usado como cão de polícia após a Primeira Guerra Mundial, o Rottweiler se destaca por sua inteligência, coragem a companheirismo. Grande protetor de seu dono e do território em que vive, dono de uma mordida potente e com fama de mal, ele mantém afastado todo possível intruso. Também é taxado como cão assassino por muitos da mídia, e aceito como tal por pessoas que não sabem do que estão falando.

O rottweiler teve seu nome associado a um cão assassino nos anos 70, quando foi apresentando no filme A Profecia como protetor do anticristo. Na novela Vamp, aqui no Brasil, o vampiro Vlad se transformava num rottweiler, também assassino.

Na verdade, o rottweiler é um cão com temperamento firme, porte imponente de meter medo em intrusos, e cumpre seu papel de guarda com vigor. Todos esses tópicos foram tratado no último dia 13 de setembro, no Primeiro Encontro de Rottweilers de Franca. Lindos exemplares com ótimo temperamento fizeram parte do evento, mostrando aos leigos a verdadeira essência da raça.

Temas como criação, saúde e adestramento foram abordados, reforçando os cuidados de quem possui ou quer possuir essa magnífica raça. Outros encontros já estão sendo planejados com novos temas, vale apena conferir.

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Encontro de Rottweilers

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Neste domingo, dia 13 de setembro, às 9 horas da manhã, acontece o 1º Encontro de Rottweilers de Franca.
Criadores e admiradores dessa magnífica raça se reunirão para trocar experiências, discutir melhoras, obter informações sobre saúde, adestramento e tudo mais o que for relacionado aos cães. De acordo com a idealizadora do evento Elza Maria, o intuito é desmistificar a raça, conscientizar as pessoas sobre a maneira de criá-la. Outros eventos já estão programados, restando apenas definir as datas.
O encontro conta com apoio do Veterinário Fernando Cavallari, da clínica Univesp que fara sua palestra sobre saúde; eu falarei sobre comportamento e adestramento e muitas outras atrações estão programadas.
Esperamos você lá!

Obrigado!!! Dino Adestrador

Desespero

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Nas minhas navegadas pela internet acabei me deparando com um anúncio onde uma moça estava doando um Sharpei de 2 anos, dizendo que o cão estava doente e ela já havia gastado horrores e não conseguia descobrir o que ele tinha.

Os sintomas eram os seguintes: Toda noite ele disparava a chorar desesperadamente, andando de um lado para outro como se sentisse dores, acabando por atrapalhar o sono de todos na casa, pois os uivos e latidos duravam a noite toda.

Muitas pessoas deram dicas de outros veterinários, mas ela estava decidida a doá-lo, pois os próximos exames, eram muito caros e ela queria alguém com grana disposto a cuidar direito do cão. Entrei em contato com ela, particularmente, e perguntei mais detalhadamente quais eram os sintomas, pois minha suspeita era de que seria, na verdade, um comportamento adquirido.

Então ela me contou.

Ela sai às 7 horas da manhã para trabalhar e volta às 18h, fica algum tempo em casa e logo sai novamente para faculdade. Quando chega às 11 horas e vai dormir, o cachorro inicia seu show de latidos e uivos. O xixi e cocô estavam normais, ele comia normalmente, bebia água normalmente e durante o dia dormia direto.

Concluí que o problema do cão era apenas ociosidade, tédio mesmo. Ele havia chegado a um ponto em que não aguentava mais aquela vida de quintal e falta de atenção, e então resolver no grito era uma opção. Ele gritava e ela saia lá fora pra fazer companhia, e ele foi se acostumando com a situação, que ia ficando cada vez pior.

Então dei algumas dicas a ela: Leve-o para passear de manhãzinha pelo menos meia horinha, e nos finais de semana faça caminhadas mais longas, e pare de dar atenção durante a noite. Compre bolinhas ocas e coloque petiscos dentro, como ossos defumados, ou até mesmo uma garrafinha de água com petiscos dentro. O brinquedo deve ser colocado à noite e recolhido de manhã, invertendo no futuro (coloque durante o dia e retire a noite) para que ele volte a ficar acordado durante o dia e durma à noite.

Bom, ela colocou as ideias em prática e já na primeira noite a família conseguiu dormir melhor. A segunda e a terceira noite foram mais tranquilas, e assim o problema está sendo resolvido.
Às vezes a doença não é física e sim mental, acentuada por nós, humanos, que não temos tempo para dar atenção a um ser que quando adotamos ou compramos sabíamos que deveríamos ter.

Obrigado!
Dino Adestramento