Cão educado, cão e dono felizes

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Essa é Lilla, uma poodle mestiça adotada pela Gizelda. Devido à sua criação errada ela desenvolveu uma certa dominância acompanhada de comportamento antissocial que, além de incomodar pessoas que visitavam sua casa, começou a incomodar também sua dona.

O que sua tutora não sabia era que todo esse comportamento foi gerado a partir da criação que ela teve – quando adotam cães de rua, algumas pessoas tentam suprir todo amor e atenção que eles não tiveram ao longo do tempo deixando-os à vontade, sem a liderança que precisam, e isso acaba por ocasionar comportamentos indesejados. Alguns vivem mimados e recebendo tudo que querem tranquilamente, mas com outros não é bem assim.

Cães precisam de liderança; na verdade, eles gostam disso. Mas ser líder não é o mesmo que ser tirano, cruel, privar de atenção ou carinho – é apenas saber impor as regras da “família” ou “matilha”. O carinho e amor podem ser dados na intensidade que o dono quiser, e isso não afeta em nada a criação, pelo contrário; carinho e amor dados no momento certo ajudam na formação do caráter do cão.

Lilla dava trabalho para tomar banho e nenhum pet shop a queria mais. Para vacinar, então, somente com focinheira e ela gritando horrores; criança perto dela nem pensar.

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No dia 12 de novembro de 2014 Lilla tomou seu primeiro banho em meu Pet Shop. Nesta mesma semana iniciamos com ela um trabalho – quando digo iniciamos quero dizer, eu, sua dona e a própria Lilla – longo, dedicado, desenvolvido com muita paciência e persistência. Trabalhamos toda a postura, a maneira de conversar até mesmo de se posicionar perante a Lilla.

Os resultados foram vindo aos poucos, mas sempre mostrando que ela estava progredindo.

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Hoje podemos dizer que Lilla está 99%. Sua dona aprendeu a ser líder sem ter que dispensar a parte de carinhos, amor e atenção.

Lilla foi ontem tomar suas 3 vacinas anuais, e eu fui junto para verificar qual seria seu comportamento. Fomos até a clínica do Dr. Mario, que é seu veterinário há muito tempo. Coloquei Lilla na mesa e Dr. Mario me perguntou se precisaria colocar a focinheira. Eu disse não, que poderíamos experimentar sem a focinheira.

Disse a ele que a focinheira sempre foi associada por Lilla como algo ruim e que se a colocássemos naquele momento, ela saberia que o que viria a acontecer não era bom e poderia iniciar seu show de gritos e tentativas de morder.

Segurei Lilla bem leve pela coleira sem colocar muita tensão, ou seja, apenas o suficiente para impedir uma possível tentativa de mordida. Se eu colocasse muita pressão em contê-la, ela poderia entender que aconteceria algo ruim – por isso fiz tudo ao contrário do que ela estava acostumada a passar.

Lilla recebia a carinhos na cabeça enquanto Dr. Mario aplicava as vacinas.

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No final deu tudo certo. Lilla deu apenas uma gemidinha, mas não tentou morder ou iniciar algum escândalo. Sua dona ficou perplexa e eu feliz por ver mais um dono e cão felizes!!

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