Arraiá do Bicho

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Temos cães paraplégicos, cães com sequelas de cinomose, cães que aos olhos de muitos são feios, que não tem raça, não tem um pedigree contando sua história de família. Mas também temos cães com histórias lindas de humor, aventura, drama, e até outras que parecem ficção, muitas delas tristes e que parecem não ter fim.

Todos os dias enfrentamos uma batalha para deixá-los mais saudáveis, mais lindos, recuperar a dignidade deles; pra nos enchermos de esperança, pois a deles nunca acaba. Muitas destas batalhas são vencidas todos os dias, mas temos batalhas que já duram meses, anos. Mas uma coisa infelizmente digo para vocês: estamos longe de vencer essa guerra! Guerra onde as vítimas são seres que não sabem que estão nela, pois são atingidos pelas consequências de atos humanos ou desumanos.

Por isso, peço a cada amigo, cada pessoa que visita meu blog para que não se sensibilize apenas pelas palavras que escrevo nesta postagem, mas que se sensibilize pelo trabalho que fazemos,pela guerra que travamos e nas vítimas que ajudamos. Venha! Nos prestigie, tire só um pouquinho do seu tempo para se juntar a mais essa batalha.

É dia 24/07/2015, sábado. Te esperamos lá!

Obrigado!
Dino Adestrador

No lugar certo, na hora errada…

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Na última terça eu tinha uma visita agendada, mas por causa de uma tosse que me atormentava, tive que remarcar o compromisso para quinta às 17h30. Geralmente fico na loja até dar o tempo exato para me deslocar até o local marcado, mas desta vez não havia conseguido pagar minhas duplicatas online e tinha ir ao caixa rápido. Esse foi o motivo que me fez sair mais cedo.

Sempre que vou para casa ali pelas 18 horas, passo pela rodovia Cândido Portinari. Vou desde o pontilhão do Bairro São Joaquim até a alça de acesso do bairro Leporace, por onde subo e sigo meu destino até minha casa. Neste trajeto, o trânsito flui mesmo nos horários de pico, mas nesse dia específico iria por dentro da cidade, já que tinha que ir ao banco e depois visitar o cliente.

Por algum motivo me distraí e acabei pegando o caminho de costume, ou seja, fui para a rodovia. Bravo com o erro me coloquei a resmungar, mas me acalmei e resolvi que podia subir pela alça de acesso à Vila São Sebastião. Pouco depois tornei a me distrair e errei novamente a entrada, dirigindo-me até a alça de acesso a bairro Jd. Guanabara. Estava com ódio da minha distração, que atrasaria meu compromisso, e ainda tinha que pagar as duplicatas, então mantive a direção, ignorando a entrada e indo direto para o bairro Vicente Leporace.

Logo depois que passei debaixo do pontilhão do Jd. Guanabara, bem de longe vejo, no meio da pista, em cima da faixa que a divide, dois olhos assustados. Por um momento não acreditei, mas era real: um cão atropelado, deitado, olhando os carros que vinham em alta velocidade ao seu encontro. Muitos desviavam, mas pela quantidade de veículos naquele horário, seria uma questão de minutos ou quem sabe segundos até que ele fosse atropelado novamente. Seus olhos não saiam dos carros que vinham ao seu encontro.

Joguei o carro no acostamento, abri a porta e saí correndo. Parecia que eu não tinha pernas pra chegar até ele, parecia que o mundo estava em câmera lenta. De longe avistei um rapaz do outro lado da pista que também tentava ajudar. Um ônibus quase atrapalha nosso esforço, mas consegue desviar do cão e logo um carro diminui a velocidade e outro bate na sua traseira. Esse momento é difícil, pois qualquer movimento errado pode afugentar o cão e o fazer com que ele entre bem debaixo de um carro. O melhor era fazê-lo esperar para que chegássemos até ele.

Naquele momento de trégua causada pela batida o cão se levantou e foi mancando até a mureta de proteção junto ao rapaz. Do outro lado eu fazia sinal para que os carros diminuíssem. O rapaz tinha receios de pegar o cão, pois ele poderia mordê-lo, mas logo quando ele se aproximou era como se pedisse ajuda: se colocou de costas para que o rapaz o pegasse no colo e o trouxesse para o outro lado em segurança. O pobre cão estava tremendo, assutado e em estado de choque. Peguei-o no colo e ele gemia de dor. Levei-o para o veterinário que o medicou e o colocou em observação. Ao que tudo indica, ele recebeu uma forte pancada no quadril e passará por mais exames pra saber se realmente está tudo bem.

Parece que quando gostamos de ajudar animais sempre estamos no lugar errado deles, mas na hora certa nossa!!

Parvovirose

Parvovirose

Creio que seja uma das mais famosas doenças no mundo canino. Todo proprietário tem medo dessa virose, pois quem já teve um cão doente sabe o quanto ela é cruel.

Ela pode acontecer em todos os cães, mas atinge principalmente filhotes com menos de um ano de vida. Cães não vacinados têm maior predisposição a se contaminar – é importante que quem tenha um filhote em casa não o deixe ter contato com outros cães sem vacina, ou ao vir da rua lavar as bem as mãos antes de segurar o filhote.

Levar seu filhote para pracinhas e deixá-lo em calçadas antes das vacinas também é muito arriscado. As fezes de animais contaminadas são o principal meio de contaminação, mas todo cuidado é pouco: qualquer utensilio ou brinquedo de um animal contaminado não deve ser usado por outro cão saudável.

Os primeiros sinais da doença são depressão, perda de apetite e febre. Cerca de 1 a 2 dias depois começam os vômitos e a diarreia sanguinolenta que progressivamente começa a conter cada vez mais sangue. Estes sintomas progridem muito rapidamente para desidratação e morte em animais severamente infectados. A taxa de mortalidade é maior entre cães que tenham de 6 a 8 semanas de idade.

As cadelas vacinadas passam alguns anticorpos (defesas internas) para os filhotes através de seu leite, e esse fato poderá proteger os bebês durante as primeiras semanas de vida. Depois deste período o cachorro precisa de suas próprias defesas para combater a infecção.
Siga o cronograma de vacinação do seu veterinário e fique atento a qualquer sintoma. Boa sorte!

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Cinomose

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Você já deve ter ouvido falar, já teve um cão ou conhece algum que já teve essa doença. Ela é causada por um vírus muito forte que podemos dizer que degenera os neurônios do cão.

A transmissão geralmente ocorre através de contato com secreções do nariz e boca do animal – isso pode se dar através de um espirro do animal doente, espalhando a secreção infectante. Diferentemente do que ocorre com a parvovirose, o vírus da Cinomose tem pouca resistência em nível ambiental, ou seja, fora do organismo do seu hospedeiro. Isso facilita o controle ambiental da disseminação da doença.

As características sistemáticas do inverno desfavorecem a presença deste vírus no ambiente, por isso o cuidado deve ser redobrado nesta época. Apesar da sensibilidade do vírus no ambiente, há muitos relatos de casos de criadores que perderam animais vitimados pela cinomose após serem introduzidos em locais onde outros cães haviam morrido anteriormente com a doença, no período de até seis meses atrás. Por esse motivo, é aconselhável concluir todo o esquema de vacinação (de pelo menos três doses) antes de introduzi-los nesse ambiente contaminado.

Secreção nasal e ocular, indisposição, anorexia, depressão, vômito, diarreia, desidratação, leucopenia e dificuldades respiratórias são alguns dos sintomas que o proprietário deve ficar de olho. Ao menor sinal desses sintomas deve-se procurar ajuda veterinária. O tratamento feito no inicio da doença tem maiores chances de sucesso. Mas o melhor é manter a vacinação do seu cão em dia, com vacinas de qualidade, e seguir uma dieta balanceada com ração de qualidade.

Obrigado!!!
Dino Adestrador

Agradinho misturado na ração

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Todos conhecem e alguns já utilizaram aqueles patês pra dar um gostinho na ração. Eles são geralmente indicados para cães debilitados ou com falta de apetite, mas existem também os patês medicinais para cães com problemas renais, hepáticos, diabéticos, etc.
O problema dos patês é que eles costumam viciar o cão e depois é difícil trocar a alimentação deles. Por esse motivo, é bom evitar o uso desnecessário desses suplementos.
Se seu cão está viciado nos patês e de maneira alguma você conseguiu fazê-lo comer ração normal novamente, segue uma dica: vá reduzindo aos poucos a quantidade do patê, forneça a ração balanceada somente na quantidade exigida pelo porte do cão. Coloque a comida e deixe por 30 minutos; se ele não comer retire e volte a oferecer apenas na próxima refeição. É importante ficar firme, se você desistir e voltar a oferecer o patê, dificilmente conseguirá reverter a situação.
Siga sempre a orientação do médico veterinário quanto à alimentação do seu cão.

Obrigado!!!
Dino Adestrador