Como Esquecer?

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Correria na loja. Uma funcionaria a menos, atende daqui, corre dali.

O telefone toca agora a pouco, era 13h11. Renato era a pessoa.

Do outro lado alguém conversando rápido, meio vergonhoso, mas senti na sua voz embargada que queria desabafar.

“Dino, desculpa te ligar. Eu sei que você não tem nada haver com isso, mas li seu livro e gostei de mais… (voz chorosa daquele homem adulto interrompe a frase. Alguns segundos de silêncio e a voz volta aos poucos) …eu sei que você não tem nada haver com isso, nem me conhece, mas li seu livro e eu queria te perguntar. Meu cachorro morreu hoje de manhã e não consigo parar de chorar. Eu queria te perguntar o que eu faço para esquecer? Estou sentindo uma dor muito grande no peito! Você já passou pelo mesmo e será que pode me ajudar?”

“Cara, não posso te ajudar pois até hoje não esqueci. O que posso te dizer é que chore bastante até não ter mais nada pra chorar. E quando não tiver mais nada pra chorar a dor ainda vai estar lá por alguns dias ou meses… Um dia essa dor vai passar, mas quando você for falar de seu cão novamente com as pessoas ela virá em forma de nostalgia. Então você saberá que essa dor se chama amor, amor incondicional, que seu cão te ensinou a sentir não estava preparado para senti-lo por outra espécie diferente. Por isso que quando os perdemos sentimos essa dor estranha, inexplicável… Fique em paz Renato, tenha certeza que foi uma baita amizade e que seu cão conseguiu te passar a mensagem…”.

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Padecer no Paraíso

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Os cães são o nosso elo com o paraíso. Eles não conhecem a maldade, a inveja ou o descontentamento. Sentar-se com um cão ao pé de uma colina numa linda tarde, é voltar ao Éden onde ficar sem fazer nada não era tédio, era paz.
Milan Kundera

Milena é uma pessoa muito alegre, pelo menos é o que demonstra toda vez que converso com ela, seja por telefone ou pessoalmente quando vou buscar o Totó, o Buldogue Francês da família para tomar banho.

Milena me conta as bagunças que Totó faz. A cada relato vem uma gargalhada e o que me faz pensar que seja aquela gargalhada de desespero (risos).

Totó não é um cão quietinho, muito menos tem um QI médio. Mas uma coisa ele tem de bom: é o típico cão para criança. Corre, lambe, baba e treme de emoção ao ver seu pequeno dono, o João.

Seu pai, Júnior, nada mais que Corrêa Neves Júnior, diretor executivo do GCN, já havia pedido para dar um jeito na educação do Totó.

João, filho do casal, é uma criança esperta, interage com Totó o tempo todo, o que aguça ainda mais essa hiperatividade. O jeito foi tentar consolar a todos e dizer que Totó, aos dois anos, mudaria o temperamento para melhor… ou pior, quem sabe?!…rs.

Mas, dias desses o telefone tocou, era Milena, que com sua risada “desesperada” me pedia para ir até a Crazz (agência de markerting do GCN) e pegar um Maltês que seu marido havia comprado.

No momento dei uma boa gargalhada, pois sei bem o que é isso, já que tenho 4 cães e toda vez que arrumo mais um, minha esposa dá uma gargalhada descontrolada dessas.

Inclusive, tenho um Lulu da Pomerania, que ao contrário que Júnior citou na sua coluna Gazetilha, não se parece em nada com peso de papel, e está em 23º no ranking de inteligência, 35 posições acima do Totó.

Mas como eu disse, isso não quer dizer que seja uma raça menos “destrutiva”.

Bom, Milena pediu para que eu providenciasse vacina, banho, ração, caminha e de preferência um manual de instrução.

Sinto que ainda vou ouvir muito daquela gargalhada!!

Totó e Cisco formam uma dupla que vai dar o que falar. Mas, tenho certeza que quem saiu ganhando foi o João.

‘Educacão’ vem de berço!

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Tenho notado a cada visita que faço na casa de donos de cães “impossíveis” que a busca por um milagre se faz presente.

Como já disse em varias postagens, ter um cão requer tempo, paciência e persistência.

Não vai ser o adestrador que irá educar seu cão, já ouviu falar educação vem de berço?

Pois é, isso se aplica também aos nossos cães – ‘educacão’.

Vejo a falta de paciência em cada história contada por donos.

Donos que tentaram isso… Tentaram aquilo… e, desistiram depois da terceira tentativa.

Um condicionamento ás vezes demora dias e dependendo do quanto o cão está “estragado” demora mais ainda.

Por isso a persistência e paciência se fazem necessária.

Tenha tempo para seu cão, mas não somente para exercícios físicos ou brincadeiras, tenha tempo para educa-lo, mostrar o que você quer e o que não quer.

Deixe sua linguagem clara para ele. Se você aparece em casa apenas para brincar com ele, logicamente este irá associa-lo a um brinquedo com mais frequência.

Cinco minutos por dia para treinar comandos, interagir ou ensinar algo a ele é o bastante para uma vida toda.

O que aconteceu com os animais famosos?

É comum, volta e meia, lembrar-se de filmes e seriados com bichos que assistíamos e bate uma saudade. Então nos perguntamos: que fim levou estes artistas?

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Rin tin tin
O pastor alemão mais famoso do mundo, mesmo antes de se apresentar na TV, ele já era sucesso no rádio onde efeitos especiais da história eram feitos. Mas o real surgiu nas telas em 1922. Após a morte de Rin Tin Tin em 1932, em Los Angeles (nos braços da atriz Jean Harlow, na época vizinha de Duncan), seu proprietário conseguiu que fosse para seu país natal, para ser enterrado no Cimetière des Chiens, um renomado cemitério de animais de estimação em Paris, nos subúrbios de Asnières-sur-Seine. Ele morreu aos 14 anos de idade.
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Flipper
Quem lembra do Flipper, o golfinho aventureiro de 1963? Foi uma série de TV muito famosa. Na verdade era uma fêmea que interpretava Flipper ela se chamava Mitzi.
Mitzi teve um ataque cardíaco e morreu em 1967 e esta enterrada no centro de pesquisas de golfinhos em Grass Key. Outros golfinhos substituíram Mitzi (Susie, Patty, Squirt, Scottie e Kathy)

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Lassie
Que na verdade era interpretada por Pal, um macho da raça colie, no filme ‘A força do coração de 1943.
Ele’, morreu em 1958. Depois mais nove cães encarnaram Lessie nos demais filmes da série e o mais curiosos que foram todos machos. Daí surgiu a expressão “Esse Pit Bull é Lessie”…kkkk

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Willy
Do filme ‘Free Willy’, a orca Keiko que intrepreta um macho, fazia shows no parque Reino Aventura no México. Depois do filme muitos fizeram campanha para tirar Keiko do cativeiro. Ela foi solta na Noruega e morreu com 27 anos em 2003 de pneumonia.
Hoje existe um memorial no Oregon Coast Aquarium, nos Estados Unidos.

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Babe
O porquinho Babe ficou famoso e com ele mais de 48 animais que participaram do filme. Produtores do filme garantiram que teriam uma velhice tranquila e longa.

Estive pensado, se forem fazer um filme sobre mim, que mulher vai me interpretar?

Um abraço amigos!