Bestialismo, ‘Amor E Sexo’, demente e doente

cabra

Deitado no sofá, com calor extremo, o sono não vinha, com o controle na mão eu rodava 190 canais da TV em vão. Nada me agradava e eu já havia rodado duas vezes e não encontrava nada.

Num dado momento parei na Rede Globo, canal no qual passava o programa Amor e Sexo comandado por Fernanda Lima.

O tema do programa era sobre o primeiro amor e tentando fazer graça com um dos convidados – o qual não me lembro o nome – perguntaram se ele lembrava do seu primeiro amor.

Neste momento, Fernanda disse para a produção trazer o primeiro amor do artista. Então uma cabra entra no palco e num quadro sem graça iniciam uma apologia ao bestialismo.

O bestialismo nada mais é que manter relação sexual com um animal. Por incrível que pareça, isso ainda é bastante praticado por pessoas psicologicamente doentes. Fico me perguntando se fosse uma pessoa dizendo ter feito sexo com uma criança Estariam rindo do mesmo jeito? Achando engraçado a situação? Fariam a pessoa fazer uma declaração de amor carnal a uma criança?

Conheço muitas cadelas resgatadas de verdadeiros psicopatas que mantinham relação sexual com elas por dias, meses, anos, machucando e ferindo esses animais.

Muito sem graça!

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Ferveu

cao gelado

Sabe aquele lance de quando a temperatura do carro sobe, ele ferve e você tem que parar e providenciar o resfriamento? Pois é! isso aconteceu comigo essa semana só que ao invés de um carro foi com um cão.

Infelizmente com esse tempo descontrolado as temperaturas logo de manhã já atingem 30ºC a 35ºC o que dificulta para um cão caminhar mesmo na sombra.

Iniciei o adestramento umas 8h e ao andar apenas 15 minutos a sensação térmica do cão subiu e a primeira atitude dele foi se deitar, nada o fazia se levantar, parecia exausto.

Minha sorte é que sempre levo garrafas de água para dar de beber ao cão. Então comecei a molhar a parte interna das coxas dele fazendo com que a temperatura baixasse. Dei água para ele beber e assim que a sensação térmica abaixou, voltamos rapidamente para casa.

Ao chegar em casa iniciei o processo novamente, mas dessa vez molhei o cão por inteiro. O correto de se fazer isso é ir molhando o cão aos poucos, pois jogar água diretamente no corpo super aquecido pode levar a um choque térmico. É como jogar água de uma vez no motor de um carro aquecido. É importante verificarmos sinais que o cão demonstra de estar entrando em estafa por aquecimento. Caso isso ocorra siga as dicas:

1) molhe uma toalha, torça-a para tirar o excesso de água, coloque sob o corpo do cão e com outro pano molhado vá passando na parte interna de suas coxas (das do cão, não nas suas, rs);

2) forneça água fresca e, assim que a temperatura for baixando, acrescente algumas pedras de gelo na água;

3) se mesmo com a temperatura baixa ele ainda estiver ofegante, tossindo, leve-o urgente ao veterinário.

Nasus, o incompreendido

nasus

Nasus é um border collie como qualquer outro. Inteligente, pastoreador e bagunceiro. Até ai tudo bem, mas o que ninguém entendia era porque Nasus estava odiando crianças.

Um cão pode se dar bem com tudo que lhe é apresentado de maneira amigável e tranquila. Infelizmente, Nasus não tinha em mente o conceito criança como algo bom.

Todas que passam em frente a sua casa o insultavam. Ele não conhecia nenhuma criança fora de sua família que não fosse pentelha. Resolvi levar Nasus até a porta da escola ao final da aula e corrigi-lo toda vez que quisesse avançar.

Depois de algumas aulas era hora de Nasus ter contato com uma criança, e quem levei? Meu filho Fellipe, claro! Acostumado com pit bulls e rottweilers, Fellipe não mostraria medo e passaria confiança e respeito.

Não poderia ter sido melhor! Nasus aprendeu que existem crianças de bem. Nascia ali uma grande amizade.

Jack, somente Jack

jack

Andando em São Paulo me deparei com uma feirinha de adoção. Vários filhotes dentro de cercadinhos de tela que ao menor contato visual faziam festa tentando chamar atenção. Cães de feirinha são assim eles mesmos tem que se vender, tem que ser muito atrativos.

Pareciam implorar para serem levados. A maioria filhotes nascidos nas ruas, em buracos cavados por suas mães em terrenos, filhotes abandonados nas ruas movimentadas onde numa família de 5 apenas 2 sobreviveram enquanto os outros foram provavelmente atropelados.

Me chamou atenção um filhote cuja perna era atrofiada, um problema gerado desde o nascimento. Todos que chegavam para olhar aquele cercado cujo filhote estava não ficava por muito tempo, seu “defeito” era triste de ver, mas usa historia linda de ouvir.

Nascido de um cadela de rua que já havia sido adotada, Jack – nome não sei por que e por quem escolhido – praticamente estava desenganado, ninguém esperava que fosse sobreviver, pois não conseguia sugar o leite das mamas de sua mãe e quando conseguia abocanhar alguma teta, logo era empurrado pelos irmãos, por isso teve de ser tratado na mamadeira.

Devido a falta de anticorpos da mãe, foi acometido por uma parvo virose que quase o levou a morte, mas milagrosamente sobreviveu. Aprendeu a se virar e ter que correr mais que os irmãos para chegar na vasilha de ração, luta na qual sempre apanhava, ele aprendeu a se impor e intimidar os irmãos que brincavam de luta e tentavam colocá-lo por baixo.

Jack estava ali pela primeira vez na feirinha pronto para ser adotado, seus irmãos já haviam ido embora e como sempre Jack ficara para trás. Um casal se aproximou do cercado e Jack logo se interagiu com a criança e os pais, mas ouvi a mãe dizer “há não bem, ele é aleijado!”. Então senti que era hora de interceder por Jack e ajudá-lo ir para uma família.

Me aproximei e puxando um papo, conversei com a criança que tinha cerca de uns 12 anos e disse: “você viu que aquele tem um probleminha na perna?” – ele confirmou balançando a cabeça. “Você sabia que ele sofreu tanto, mas lutou muito para ter a chance de estar aqui e ter uma família? Sabia que cães assim são como anjos que quebraram as asas e caíram do céu e quem o adotar terá que cuidar dele muito, mas terá tudo retribuído em dobro? Que o probleminha dele está apenas na perna, mas não na bondade que todo cão tem?” Os pais me olhavam calados sem dizer nada, talvez achando engraçado o sotaque do interior, vai saber!

Por fim indagado pelos pais qual cão ele queria, a criança apontou para Jack, repetiram a pergunta com o complemneto: “tem certeza?”, mas a criança com sorriso no rosto, olhos firmes postura firme decidida, tornou a apontar para Jack. O pai estufou o peito, passou a mão na cabeça do filho e disse: “fico orgulhoso de você meu filho!”.

Ajudei a moça a pegar Jack no cercado e enquanto se preenchia o termo de adoção, eu ajudava a colocar uma gravatinha nele, Jack me agradeceu com uma bela lambida no nariz, rabinho frenético e foi embora nos braços de uma criança que acabara de aprender o que realmente é inclusão.

Infelizmente não tenho uma foto de Jack, mas sei que se chamava Jack, somente Jack.

Luz, câmera, ação!

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Chamado para fazer um trabalho para uma agência de publicidade em São Paulo, lá fui eu com a minha fiel golden retriever Andora para Cotia/SP.

Para um cão, uma viagem de 4 horas é bem cansativo e estressante e pequenas paradas se fazem necessárias para abaixar o estresse e a temperatura que se elevam dentro do carro. Fizemos duas paradas estratégias. Mesmo assim notei que Andora ainda estava um pouco tensa.

Se não bastasse, o local em Cotia não era do agrado para gravar as cenas e foi decidido que o melhor seria gravar numa mansão que existente no bairro do Sumaré dentro de São Paulo. Formam mais 60km, mas agora com sol forte e temperatura de quase 40 graus. Andora aguentou firme o trajeto, mas durante o dia se mostrou bem cansada e por isso as gravações das cenas que ela aparece ficaram para o outro dia.

Na casa onde as gravações serão realizadas mora o Café um Boxer castrado que anda atrás de seu dono o tempo todo. Ao chegarmos ele disse que seu cão era bem educado e que se soubesse que tinha um cão na cena, tinha oferecido ele para fazer o trabalho.

Trabalho com cães e donos a mais de 20 anos e notei um ar de inveja. Seu dono querendo mostrar que tinha um cão tão “educado” quanto o meu e ficava desfilando de um lado para o outro, o que me deixou preocupado. Eu puxava conversa com ele e ele me respondia somente o necessário. Notei ali que tinha um “q” de não vou com sua cara. Então a última coisa que eu disse foi: “cuidado, pois seu cão não gostou da presença da Andora, notei isso pela postura dele e o jeito que ele olha para ela”.

Por fim minha artista se acomodou embaixo de um banco de madeira para um merecido descanso. Deixei ela dormindo enquanto a equipe de contra regras decidia que luzes montar e fui ao banheiro. Num dado momento escutei uma gritaria e sons de cães se atracando. Era Café que veio tirar satisfações do porque aquela cadelinha estava em seu ambiente. Sai correndo até o local e a situação ja estava sob controle, mas Andora estava com focinho machucado e tremendo muito.

Desta vez exigi os direitos de Andora como atriz principal e disse: “ou esse cão sai do cenário ou estamos indo embora. Claro que o mal educado foi retirado. E as ultimas palavras que ouvi foram: “nossa, nunca vi ele fazer isso!”.

Por isso se contrata cães profissionais para trabalhos profissionais. Cães realmente educados tem que ser submetidos a várias situações e mesmo sob estresse se mantêm firmes para brilhar.

Cuidados no primeiro encontro

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Às vezes encontramos cães estranhos seja sozinhos ou acompanhados por seu dono. Por isso algumas regras devem ser obedecidas para que acidentes não aconteçam:

– Ao se deparar com um cão estranho, não o olhe diretamente nos olhos;
– Não estenda a mão para fazer carinho sobre sua cabeça no primeiro contato;
– Não corra, isso aguça o desejo de caça;
– Não abrace, não beije, nem chegue o rosto perto do cão;
– Evite falar alto e gesticular muito;
– Não chegue alcoolizado diante de um cão estranho
– Nunca confie no dono que diz: “pode entrar é mansinho!”.

Cães podem interpretar qualquer sinal de medo como ameaça e atacar para se defender.

Cuidado com a ração que você compra

ração

Todos sabem que tenho um pet shop e como profissional na área sempre prezo pelo melhor para os cães. Por isso, o que tenho no meu pet é tudo que eu daria para meu próprio cão. Trabalho com rações premium e super premium e de nenhuma maneira, repito de nenhuma maneira, vendo rações a granel. Chego a arrepiar quando entra uma pessoa na minha loja e me pergunta: “você vende ração na concha ou à granel?”.

Que tipo de ração você fornece ao seu cão???

Rações vendidas à granel juntam caruncho, atraem ratos, produzem fungos, as pessoas até conversam e babam em cima.

Em alguns lugares a concha que pega a ração é a mesma q pega o alpiste, a quirela, o milho e assim por diante. Uma ração ficando exposta com certeza perde as vitaminas antioxidantes, além do seu sabor e do seu cheiro, pois a umidade que que os mantêm evapora.

Muitos proprietários de casa de rações nem esperam o alimento que está no “balde” acabar e já jogam mais ração por cima. Você ja perguntou onde esta a data de validade?! Pense bem! Se a fabrica produz pacotinhos de 1 kg, para que vender ou comprar assim? O problema é que algumas rações que são vendidas por kg se comparadas ao saco de 15 kilos no final ficam bem mais cara.

O que não entendo é a nossa vigilância sanitária que tanto presa pelo pagamento de taxas e vem ao nosso estabelecimento multar se tiver alguma ração na embalagem com data de validade vencida, mas não fiscalizam as que estão sendo vendidas fora da embalagem.

Alguns consumidores usam a desculpa: “mas onde eu compro, a ração fica dentro de um expositor fechado, blá blá blá”. As fábricas de ração tem que obedecer normas para armazenamento das rações em sacos laminados que protejam contra umidade. Você acha que um expositor de madeira vai proteger a ração de maneira segura?

VENENO

Pois é, depois alguns donos me perguntam: “Dino, meu cão só come ração, mas seu pelo vive caindo”, também pudera comendo ração contaminada, você tem sorte de cair somente o pelo! Dê uma boa olhada na foto que fiz abaixo em um estabelecimento aqui de Franca. Olha o veneno de rato lá embaixo no chão entre os baldes de ração!