Meu cão ficou Cego, e agora?

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Cães ficam cegos por vários motivos, catarata pela idade, glaucoma, diabetes, acidente, entre outros fatores. Se isso acontecer calma, não se desespere. É triste sim, mas não motivo para desespero.

Ao contrário do ser humano que fica se lamentando e até se refugiam do mundo para depois vir a aceitação e a adaptação ao novo modo de vida, um cão quando fica cego trata logo de se adaptar a situação.

Quando um cão fica cego ele coloca seu nariz pra funcionar e é capaz de detectar obstáculos vindo a andar normalmente pela casa, e natural que em lugares estranhos ele fique um pouco perdido. O importante em sua casa é não ficar a todo tempo mudando as coisas de lugar.

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Nos locais que tiver escadas coloque um tapete com textura e você pode borrifar perfumes nesses tapetes de cada ambiente para que o cão identifique mais facil em qual ambiente esta. Não mexa na água e local de comida dele ele saberá chegar até eles mais fácil se ficarem sempre onde estiveram.

Continue levando ele para passear, afinal, pelo nariz ele ainda pode sentir odores, não é atoa que seu nariz funciona melhor que os olhos.

Educação

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Fui chamado numa casa
Pra um comportamento corrigir
E lá fui eu dizer a sua dona
Como ela, deveria agir.

O seu cão um vira lata
Bem sapeca e esperto
Não adiantava mais dar tapa
pois corria até no teto

Me sentei e conversando
Sua dona ia dizendo
Não aguento este desmando
O que será que to fazendo?

Nisso entrou uma garotinha
Já correndo e gritando
Na sua mão uma bonequinha
Olhou pro cão e foi jogando

Enquanto eu tentava
Tranquilamente explicar
A criança só gritava
E a mãe desesperada
O que sabia era gritar.

Tentei por varias vezes
O assunto retomar
Já era o cão e a criança
Bem na sala de estar.

Respirei fundo
Aumentei o tom da voz
E num silencio de um segundo
Iniciei em tom feroz

Nunca vi tão despreparo
Numa educação familiar
Quase nunca eu reparo
Mas sinto muito lhe informar
A senhora, só terá dominio no seu cão
Quando sua filha EDUCAR.

Demissão por dizer o que pensa?

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O psicanalista Francisco Daudt foi demitido do programa Encontro com Fátima Bernardes, depois de um ano colaborando com análises das diversas situações de temas abordados no programa. O que levou Francisco ser demitido?

Francisco achou normal cachorro dormir fora de casa longe do convívio intimo dos humanos, ou seja, ele defendia que não fazia mal algum um cão dormir do lado de fora, até ai tudo bem, mas ao comentar que quando indagado por sua filha de que animal ele mais gostava ele respondeu em tom irônico: “porco à pururuca”. Na sequência, sua filha tenta arrancar do pai algum sentimento por animais indaga: “quero dizer bicho vivo, pai!” e com mais ironia ele reponde: “ahhh! Vivo? Ostra”.

O problema não no meu ver não foi sua sinceridade, mas sim seu tom irônico de deboche pelos que gostam e amam seus animais é preciso repeito com quem esta falando sério de um assunto e pelo menos ainda não deu liberdade para brincadeiras. É como eu dizer que psicanalista bom é psicanalista com uma bola de ferro amarrada aos pés.

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Em parte ele estava certo em seus comentários onde uma senhora sem condições de manter seus animais e sua vida, ela mantinha 50 gatos e 17 cães em casa num espaço não compatível com a necessidade nem dela nem dos animais, onde muitas vezes os animais passavam necessidades.

O que mostro aqui é o acumulo de animais confinados. Conheço pessoas que mantém animais adotados dentro do limite que conseguem dar uma vida digna a eles. Já o acúmulo de animais é reconhecido como uma doença psicológica. A pessoa resgata os animais e não os coloca para adoção mantendo em condições precárias e ainda acham que fazem o bem a eles, mas, na verdade, muitos desses animais se tiverem a chance fogem e nem olham para trás. Preferem viver na rua com liberdade a comida e ficarem trancafiados pelo resto da vida.

Existem muitos, mas muitos mesmo que prestam um ótimo trabalho em ajuda aos animais, mas há aqueles que não possuem controle emocional e transformam sua vontade em ajudar em um problema psicológico.

Se cada pessoa fizesse sua parte, não deixando animais soltos nas ruas, não abandonando, não cruzando indiscriminadamente, o controle populacional de animais de rua se resolveria rapidamente.

Top Franca e uma dieta saudável

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Sábado foi a primeira vez que fui a grande festa Top Franca. Sempre ouvia falar da festa e da qualidade com que era realizada e não tive duvidas, certamente é uma festa para ficar na memória.

Conversei com velhos amigos, fiz novos amigos e ri bastante! Mas como Adestrador não posso deixar de escrever no meu blog algo que tenha haver com cães, mas ao mesmo tempo queria retratar minha satisfação de ter ido a esta linda festa!

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Comparei, por pura diversão, alguns convidados com lindos cãeszinhos vestidos em ternos. Alguns tiravam de letra o uso do terno e gravata, enquanto outros se sentiam meio perdidos dentro deles, inclusive eu, rs!

Um dos pontos mais fortes da festa foi a comida que esta muito, mas muito deliciosa o que me deu vontade de fazer uma “quentinha” pra levar pra casa, eu poderia inventar a desculpa de que ia levar pro meu cachorro, mas será que ia colar?

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Bom, cães podem sim comer comida de gente, na verdade, muitos criadores são adeptos a dieta Barf. Esse nome curioso é um acrônimo na língua inglesa para “Comida Crua Biologicamente Apropriada”, (Biologically Appropriate Raw Food). Uma alimentação muito utilizada na Europa, Oceania e EUA.

Esta dieta é totalmenrte servida crua e bem carnívora contendo apenas de 20 a 25% de vegetais crus. Grãos, legumes ricos em amido e óleos vegetais são alimentos inadequados para carnívoros e foram retirados desta dieta.

É importante dizer que estes alimentos devem ser selecionados, como se estivesse comprando para seu próprio consumo.

Mas voltando ao assunto da quentinha que eu queria levar, não colaria pois os alimentos ali tinham condimentos, molhos, pimentas e temperos diversos, o que para nós é uma delícia mas para os cães podem ser fatais!

Dicas contra o calor

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Com o calor que está fazendo alguns cães sofrem muito por isso é preciso tomar alguns cuidados para mantê-lo saudável e hidratado.

_ Verifique se água do seu cão esta sempre fresca. Evite deixar a vasilha no sol. Se quiser pode até colocar umas pedras de gelo;
_ Prefira horários com sol mais fraco para caminhar, bem cedo ou a tarde. Importante leve água para vocês dois. Cuidado com chão quente seu cão pode queimar as patas;
_ Se seu cão é peludo faça uma tosa de verão nele, isso irá ajudar a amenizar o desconforto;
_ Verifique se a casinha do seu cão está fresquinha. Conheço muitos canis com telhado eternit onde o único local de sombra é dentro da casinha e mesmo assim a temperatura fica alta;
_ Se seu cão tem pelo curto ou longo, mas seca fácil, você pode molhá-lo durante o dia. Molhar o telhado da casinha e as paredes ajudam a reduzir a temperatura e melhorar a umidade do ambiente;
_ Oferecer algumas frutas geladas também é uma deliciosa e refrescante opção;
_ Evite deixar seu cao dentro do carro mesmo que por 5 minutos. Se for assim, faça o favor de nem levá-lo com você;
_ Evite as roupinhas, sapatinhos e efeites desnecessários. Isso só aumenta a sensação de calor do cão;
_ Se seu cão é idoso deixe uma vasilha de água próxima ou toalhas molhadas para equilibrar a umidade do ar assim a respiração dele fica melhor evite que ele fique se movimentando demais.

Basta seguir essas dicas e aproveitar o verão com tranquilidade!

Ilusão de ótica

O adestrador de animais e apresentador de programas sobre treinamento, Cesar Millan

O adestrador de animais e apresentador de programas sobre treinamento, Cesar Millan

Adestramento é um ato muito complexo. Tem cães que respondem bem a uma técnica e outros a outra. Com uns você gasta mais energia e com outros menos e é ai que mora o perigo.

Utilizar técnicas que você viu num vídeo ou leu num livro sem acompanhamento de um profissional pode criar uma tolerância ou trauma. Sim! a técnica usada para corrigir ou ensinar deve ser muito bem entendida por você que vai utilizar e você deve conhecer bastante o cão que vai recebê-la.

Já vi pessoas tentando repetir técnicas por que viu um adestrador fazendo, porque viu na TV ou no livro fala que é daquele jeito. Quando você pega um cão de 40 a 50 quilos por exemplo, para ensina-lo a não arrastar a energia usada para algumas correções são diferentes das usadas num filhote de 6 meses. Às vezes a pessoa vendo você utilizar não sabe o que você está fazendo. Tem vezes que se pensa que está utilizando uma força descomunal e na verdade é mais expressão corporal do que força.

Certos exercícios você deve realizar com movimentos largos e bruscos o que dá uma impressão para um leigo de força. Os toques manuais tudo tem sua intensidade e efeito visual.

Por exemplo, quando você vai tirar a mania de um cão querer brigar com outro na rua, existe uma técnica que é de dar um toque empurrando com o calcanhar ou sola do pé na lateral do cão, repito TOQUE, para desviar a atenção do seu cão. Leigos podem não entender dessa intensidade, logo podem confundir toque com chute e sair dando ponta pés no pobre coitado.

Outra técnica é a de mudar de direção quando o cão arrasta muito, você muda de direção bruscamente e puxa o cão. Neste caso você vira fazendo barulho com os pés num movimento brusco e puxa o cão, o colar de elo tem que estar travado dependendo da força do cão para que não machuque o seu pescoço. Mas um leigo não se atém a estes detalhes e coloca o colar de elo sem travar no cão e quando vira ao invés de puxar, da um tranco na guia.

Há cães que precisam ser cansados antes de iniciar o treinamento para que estes não coloquem resistência num determinado comando, lembrando que cão cansado é cão feliz e não exausto e sem forças.

Bom, é isso! Cuidado com o que você vê na TV ou lê em livros, pois pode não ser mal interpretado ou não ser aplicável em determinados cães. A dica é sempre procurar um profissional.

Mostrou as garras ou melhor os dentes!

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Fui chamado para atender uma poodle toy de 1 ano e meio.

Sua Dona me disse que ela estava se tornando dominante, avançava e mordia o rodo quando esta estava passando pano no chão, se ela ficasse embaixo da cama ou dentro de uma caixa ou até mesmo pegasse um brinquedo ou algum objeto ninguém tirava dela. Recentemente a cadelinha havia mordido seu neto no rosto enquanto ele a acariciava.

Ela achou estranho, pois quando ela havia chegado em casa a três semanas atrás ela era uma dama. Por causa da chegada de um bebê em casa não teria tempo para ficar com a cachorrinha e por isso a melhor opção foi doá-la a alguém. A poodlezinha foi dada de presente à família já com esta idade, dizia sua antiga dona.

Tendo em vista esta história conclui que este problema já vinha de muito tempo, e que sua antiga dona com medo do que poderia acontecer entre ela e o bebê resolveu passar o “problema” para frente. Isso é muito comum e irresponsável, pois doar um cão agressivo e não comunicar seu novo dono pode ser perigoso, como acabou acontecendo. Agora ua nova dona agora terá um caminho árduo para trilhar, mas não impossível. Terá que recuperar uma liderança perdida a 1 ano e meio.

O correto para iniciar é mostrar que tudo que o cão faz na casa é porque o dono está permitindo, desde receber o carinho até comer. Vou dar um exemplo: Você senta no sofá e o cão se lança ao seu lado ou no seu colo, você deve empurrá-lo e mandá-lo descer do sofá. Depois que ele parar de insistir em subir você o convida mostrando que ele só sobe quando você o convidar.

Atitudes como essa reforça e mostra sua liderança mudando aos pouco o comportamento do seu cão.

Começo, Meio, Fim… Recomeço

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Tudo tem um começo, um meio e um fim e, depois do fim, a única coisa que nos resta é recomeçar e os cães nos ensinam isso em um curto período de tempo. Tenho pena de quem não consegue vivenciar isso.

Em mais de 20 anos de profissão nunca vou me acostumar com a noticia de que um aluno meu se foi.
Toda vez que encontro um antigo cliente e pergunto pelo seu cão e ele me diz que este se foi, sinto um grande vazio. Fico o dia todo relembrando momentos que vivi com aquele cão. Muitas vezes posso esquecer do dono, mas nunca me esqueço do cão.

Ainda bem que sinto a perda destes amigos de 4 patas que fiz, pois o dia em que eu agir diferente perante uma notícia dessas, meu trabalho se tornará mecânico, sem vida, não humano.

Lidar com cães de clientes os tornam meus também. Vibro com seus aprendizados e me frusto também, quando o dono não consegue o que queria. Acho que cães deveriam ser eternos e que fossem como pássaros livres que vivem muitos anos após a nossa morte para poderem assim alegrar a vida de outras pessoas.

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Neste Domingo estava em Batatais prestigiando a festa de San Genaro e fui abordado por uma senhora a qual não lembrava mais, mas ao me dizer que era a dona de um fila que eu havia treinado naquela cidade, lembrei na hora. Ela abriu um sorriso e me disse que o cão era outro e que eu tinha feito um milagre para ela, o comportamento dele mudara muito. Fiquei muito feliz com a noticia e lembrando daquele fila tigrado coloquei um sorisso no rosto e disse a ela que o cão dela era daquele jeito, estava tudo ali, bastava exercitar e que o comportamento errado dele era por culpa dela. Eu não havia feito um milagre, mas sim ela, eu apenas mostrei como.

Ao chegar em Franca fui chamado no celular era meu amigo Gustavo Gasparoto dono do Zeus o labrador que acompanhou minha Kaoma em varias apresentações. Pela voz embargada e soluço de choro incontrolável conclui que Zeus havia ou estava indo embora. Nesta hora sempre me mantenho firme, mas minha vontade é de desabar. Gustavo não precisava de nada além da minha presença naquele momento, pois não sabia como agir, o que fazer, etc.

Mal sabe ele que eu também não, apenas me mantenho forte e sigo todo procedimento que aprendi ao longo de minha vida profissional. As últimas horas de um cão, para quem nunca passou por isso, são desesperadoras, pois sempre os vemos correndo alegres sem reclamar de nada e, mesmo doentes, abanam o rabo e fazem festa.

Você fica de mãos atadas, tentando pensar no que fazer, mas sabe que não há nada, nada que você possa mudar aquele momento, e você vê o final se aproximando aos poucos, você conversa com seu amigo como se estivesse dando aval para que este vá, mas o mesmo tempo seu coração se nega a aceitar e sua mente entra em conflito, um misto de dor, frustração, indagação do porque seu cão esta sofrendo daquele jeito.

Muitos lendo este post agora, estão lembrando de seus cães e outros bichinhos que se foram ou que estão em situação semelhante. Isso acontece com todos que amam seus amigos peludos, pelados, de penas, bípedes ou quadrupedes e às vezes trípodes.

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Agradeço ao meu amigo Gustavo por ter me chamado para estar presente nos últimos momentos de Zeus. Sou feliz de ter participado desde a escolha a 14 anos atrás, ter feito parte da educação e de poder me despedir desse grande amigo, acompanhar todo ciclo de um cão é doloroso, mas mesmo nestes momento eles nos ensinam até mesmo o que é morrer. A todos os meus clientes e amigos espero que esta confiança em me confiar a educação e a amizade de seus cães nunca se acabe. Quero continuar sorrindo e chorando, de alegria é claro, por tudo e por todos que passarem em minha vida! Que Deus me ajude a nunca perder este sentimento.

Coluna

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Faz duas semanas que minha coluna esta atacada e isso me inspirou a escrever sobre problemas na coluna do cão.

As incidências de problemas na coluna de um cão são os mesmos dos humanos e se eu estou sentindo uma dor dessas imagine o sofrimento de um cão que não sabe falar?

Cães também tem hérnia de disco, bico de papagaios, lesão na coluna devido a algumas brincadeiras exageradas, etc. Por isso evite que o cão puxe durante o passeio, não o deixe subir escadas e nem pular de grandes alturas.

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Mas como sei que meu cão está com dor na coluna?

Alguns sintomas são: dor ao se movimentar, o cão ficar deitado o tempo todo, se movimentar com dificuldade, gritar quando é tocado na coluna ou movimentado pelo dono, perda de apetite, etc

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Então reforçando as dicas:

– Não deixe o animal pular de grandes alturas;
– Cuidados com escadas, principalmente na descida. Caso o animal já esteja com problema severo, evite-as;
– Para os animais que dormem na cama ou sofá, compre uma escadinha ou rampa para ajudá-los a subir e descer e não ter impacto na coluna (tem em diversos pet shops);
– Coloque um colchonete e cobertores para não deixar a friagem e umidade do chão piorar a dor que seu animal sente;
– Faça acupuntura e acompanhamento veterinário;
– Use medicações analgésicas conforme receitado pelo veterinário;
– Controle a obesidade de seu cão.
Seguindo estas dicas você pode evitar ou até ajudar no tratamento do problema de coluna do seu cão.