Dicas para uma boa caminhada

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Gabriela não conseguia andar com Thor. Ele puxava, parava para cheirar tudo que dificulta uma boa caminhada.

Muitos cães que ficam confinados em suas casa acabam dando trabalho nos passeios. Mas uma boa e tranquila caminhada inicia-se já na saida do portão.

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A maneira que você se posiciona, segura a guia já mostra ao cão se ele vai ou não obedecer. Assim que termina as vacinas você ja deve iniciar as caminhadas com liderança.

Passei dois exercícios básicos para Gabriela e você ai em casa pode fazer também. São exercícios simples, mas que farão com que a atenção do cão aos seus comandos aumente e, como consequência, o seu controle sobre ele também.

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1) Ande de um lado para o outro e mude de direção repentinamente até você notar que o cão esta prestando mais atenção em você;

2) Alterne direções e locais, mantenha uma postura mais firme imponente.

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Boa caminhada!

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Cão agressivo sempre da “IBOPE”

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Outro dia vi no programa da Eliana o colega de profissão Alexandre Rossi tentando mudar o comportamento de um chow chow. Este já havia mordido os donos e outras pessoas.

Muitas pessoas tem em mente que o chow chow é um cão fácil de se conviver. Não, o chow chow é um cão de temperamento forte, com pouca conversa. Quando decide que não quer fazer, não faz.

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Necessita de liderança e por isso não é qualquer pessoa que pode criá-lo. O cruzamento desses cães também tem que ser acompanhado, evitando o cruzamento entre pais agressivos.O dono tem que participar da vida educacional e ao menor sinal que terá problemas para dominá-lo deve procurar um adestrador.

ibope3Mandala é uma chow chow cuja dona Lilian procurou ajuda assim que notou seu temperamento forte. Hoje a convivência mudou muito e Mandala se comporta muito bem.

É importante procurar ajuda quando necessário assim evita que você e seu cão vire atração num programa de auditório, rs.

Metendo o Dedo na Ferida

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Fazia tempo que queria escrever sobre o assunto mas não sabia como começar pois são muitas opiniões diferentes, respeito todas e luto para que eu seja diferente, para então sim, abominar práticas de qualquer cultura.

Se do dia para noite resolvêssemos parar de comer carne, só no Brasil pouparíamos a vida de 43 milhões de bois e 40 milhões de porcos e 4,5 bilhões de frangos. Mas como o Brasil é o maior exportador de carne de boi e frango do mundo também estaríamos falidos.

O fator alimentação ou seja o que colocamos no prato tem haver com fatores econômicos, ambientais, culturais, fisiológicos, filosóficos, históricos, religiosos. Imagine como os indianos veem nossa atitude de comermos carne bovina? Um indiano vê você com os mesmos olhos que você vê um chinês comendo carne de cachorro. Como eu disse é uma questão econômica, filosófica, fisiológica, histórica e blá blá blá…

A carne de cachorro é bastante comum na ásia oriental, na China, Coreias, Vietnã e em alguns países da África como a Nigéria. O consumo de carne de cachorro resulta da tradição cultural, escassez e racionamento de outros tipo de carne, crenças de benefícios atribuídos a algumas partes do cão.

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Nas Filipinas, por exemplo, os cães são criados em áreas rurais especificamente para consumo humano. Mas garanto que você vê isso como uma crueldade. O nosso argumento é que cachorros são inerentemente emocionais e amigáveis à humanidade. Vejo muitas pessoas criticarem tal prática, mas se sentarem na frente de um lindo e suculento bife de vaca e saborear sem peso na consciência.

Eu acho muito cruel uma pessoa comer a carne de um cão, mas ao mesmo tempo eu como carne de vaca, então posso dizer que sou um hipócrita, que critico o consumidor de carne canina, mas contribuo com o abate de 43 milhões de bois no Brasil. Sou um viciado em carne bovina. Admiro os que conseguem ficar sem carne e luto para tirar essa iguaria de minha mesa.

Vou lhes contar uma historia que aconteceu comigo e meu filho Fellipe, na época com 4 aninhos, para lhes mostrar o que penso sobre o assunto. Eu tinha dois peixes Betas, aqueles que vivem sozinho no aquário, chamados peixes de briga. Treinei um deles a tocar objetos para ganhar comida (conforme vídeo abaixo).

Tudo que eu mostrava para ele fora o aquário ele pulava para tocava o objeto e ganhava comida. Meu filho Fellipe adorava se interagir com aquele peixe beta que ganhou o nome de Badão.

Todo dia Fellipe brincava com Badão por alguns minutos enquanto dava comida a ele. Enquanto isso no outro aquário ficava o outro peixe beta, sem nome, às vezes parado, outras vezes nadando de um pado por outro. Na visão de meu filho um peixe qualquer.

Certo dia o peixe beta que não interagia morreu devido a um fungo. Fellipe o jogou no vaso sanitário e apertou a descarga, ficando apenas Badão que na visão de meu filho brincava de tocar objetos. Sem outro peixe para ficar no balcão de mármore com Badão, Fellipe ficou preocupado. Numa certa manhã acordei e encontrei o aquário todo verde e Badão boiando sem vida.

Verificando, vi que havia um dinossauro verde de plástico dentro do aquário e este havia soltado a tinta, a causa da morte de Badão. Perguntei ao Fellipe quem havia colocado aquele brinquedo dentro do aquário e este me disse que fora ele, pois Badão havia ficado sozinho durante a noite e o dinossauro de brinquedo iria lhe fazer companhia até o dia seguinte.

O destino de Badão foi diferente do outro peixe. Badão teve um velório e um sepultamento. Seu caixão foi improvisado com uma caixa de fósforos e enterrado com flores sobre seu túmulo.

Minha conclusão é que se você criar um laço de amizade com qualquer animal ou espécie, não terá coragem de comê-lo ou ser indiferente a sua morte, seria como um “canibalismo” ou traição entre amigos.

Espero que um dia eu consiga me tornar um vegetariano e assim poder sem culpa criticar quem consome não só carne canina, mas a todos que consomem qualquer tipo de carne.

Pecado

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Uma vez um senhor bem conhecido no meio católico e que todos admiravam me ligou, com sua voz branda. Ele tratava as mulheres com carinho, frequentava a igreja e lá era muito conhecido pelas boas palavras de paz de louvor a Deus.

Sua cadela de uns 6 anos estava com verrugas no corpo e suspeitas de tumores em algumas partes do corpo. Ao chegar no veterinário, o profissional se assustou e rapidamente mandou que eu voltasse com a cadela dizendo: “Leve de volta não vou fazer eutanásia num animal saudável”.

Naquele momento me assustei, pois eu pensava ser apenas uma consulta. Levando a cadela de volta, perguntei porque o homem estava querendo aquilo e ele disse que não queria perder tempo com ela, pois ela iria piorar e ele estava apenas adiantando o serviço.

O religioso mandou que eu a coloca-se para dentro e que se o veterinário não fosse fazer o “serviço”, ele iria levá-la para roça e lá daria um tiro na cabeça dela.

Fiquei furioso! Coloquei a cadela no meu carro e disse que ela seria minha daquele momento em diante. Uma pessoa que não saia da igreja, vivia nas quermesses e novenas revelara ser um cristão totalmente indiferente a seres criados por Deus. O que ele estava fazendo era pecado!

O termo pecado significa tudo aquilo que está em desacordo com as leis de Deus. Aos “religiosos” de plantão deixo os seguintes ensinamentos bíblicos:

“O justo importa-se com a vida do seu animal doméstico” – Provérbios 12:10.

“Não deves ver o jumento de teu irmão ou seu touro cair na estrada e deliberadamente esquivar-se deles. Deves terminantemente ajudar a levantá-los” – Deuteronômio 22:4.

“Se você encontrar perdido o boi ou o jumento que pertence ao seu inimigo, leve-o de volta a ele. Se você vir o jumento de alguém que o odeia caído sob o peso de sua carga, não o abandone, procure ajudá-lo” Êxodo 23:4-5.

“Seis dias deves fazer teu trabalho; mas no sétimo dia deves parar, para que teu touro e teu jumento descansem” – Êxodo 23:12.

Bom, a cadela foi tratada, era apenas nódulos de glândula sebáceos, retirados com cirurgia. Ela foi doada e viveu muito tempo e morreu perto de uma família cristã que a amava de verdade!

Cadelinha “amável”

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“Oi Dino, sempre acompanho seu blog e acho muito legal sua disponibilidade em atender a todos. Tenho uma cadela de um ano, a Frida. Estivemos com ela direto dos dois aos cinco meses. Neste primeiro período, já percebemos que ela era muito ativa, pulava muito e eventualmente rosnava quando nos aproximávamos do prato de comida. Fora isso, era uma cadela dócil e bem humorada.

Aos cinco meses tivemos que deixá-la junto com o nosso casal de teckel numa casa com outra pessoa, por ficamos fora do Brasil. A pegamos de volta quando ela tinha 8 meses. Na outra casa ela já tinha mordido a fêmea teckel, mas sem gravidade. Depois que voltamos para casa ela atacou a fêmea 3 vezes, e as 2 últimas com gravidade. Agora temos que separá-las constantemente.

A Frida também revelou não gostar de crianças. Apesar de não termos criança em casa, sempre quando aparece alguma visita, ela fica aparentemente irritada e arrepiada com a presença delas. Ela ainda tem rosnado mais quando nos aproximamos da comida e andado mais agitada.

Mesmo assim é muito mansa e tranquila, nunca avançou em ninguém, gosta das pessoas adultas. Às vezes, a impressão que tenho que ela passa por um momento de nos testar e querer se impor. E acho que não estamos sabendo como controlar isso e contornar a situação.

Ela é inteligente, sabe sentar, dar a pata, espera quando a gente vai dar a comida e não avança no prato. Mas infelizmente estamos perdendo a confiança nela. Queria um conselho de quem é especialista. Enfim, adoramos a cachorra e não queremos nos desfazer dela”.

Se seu cão demonstra sinais de dominância bem cedo e vocês já deveriam ter dado atenção a estes sinais. Não é o fato dela sentar e dar a patinha que a torna um cão de temperamento tranquilo. Um cão hiperativo estressado pode causar sérios danos a família.

O fato dela ter passado por dois lares faz com que ela seja líder, pois não teve tempo de criar esta hierarquia por onde ela passou. Ao se adquirir um cão devemos analisar se estamos realmente prontos para isso. Devemos calcular no minimo 10 anos a frente para saber se vamos ter condições te continuar com o cão.

Conviver com o cão e participar de sua educação é muito importante para a formação de seu caráter. Muitas pessoas pensam que só devem se preocupar com a educação do filhote na fase do adestramento, ou seja, quando todas as vacinas foram dadas e ele está pronto para sair à rua e ser adestrado e é ai que está o grande problema.

Muitos pensam que um cão adestrado vem com um controle remoto pronto para clicar e obter resultados. É certo que um cão bem adestrado tem facilidade de atender comandos, mas somente cães que recebem comandos de várias pessoas obedecem outras pessoas.

Portanto, se o proprietário do cão não participa das aulas, ou melhor, não faz o dever de casa, ele sempre terá dificuldade em conseguir resultado com seu cão. O melhor é começar cedo, assim que o filhote chega a sua nova casa, ele deve aprender a seguir normas. Um cão nasceu para viver em matilha e quando o tiramos de sua matilha, automaticamente, ele irá fazer da família humana sua matilha.

Numa matilha existe a hierarquia, ou seja, toda matilha tem um líder, alguém que decide quais os tipos de brincadeiras podem ser feitas, quando a brincadeira deve parar, hora de se alimentar e outras regras básicas.

Então você deve escrever em um papel suas regras básicas e mostrar para toda matilha. Isso mesmo todos da família devem estar cientes das regras para que o cão não aprenda que, com um pode com outro não pode. Quase todas as consultas de comportamento que dou 70% do mau comportamento do cão adulto ou filhote foram ocasionadas pelos donos.

Crianças são os principais causadores de mau comportamento em filhotes seguido de mulheres que deixam seus “bebezinhos” bastante a vontade na casa e acabam criando um “monstro” e por último alguns maridos que são indiferentes às atitudes do filhote, mas quando a esposa solicita alguma atitude, tentam impor sua liderança através da força, fazendo com que os filhotes cresçam com medo e não respeito a sua presença.

Muitas, mas muitas pessoas que conversei ou adestrei seu cão não estavam preparadas para ter um.

O Ritual

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Todos os dias de manhã meu filho  faz este ritual:

Levanta, toma seu leite com achocolatado, Andora o recebe na porta da cozinha e juntos caminham para debaixo de uma mesa de alvenaria que tenho, se acomodam e curtem uma preguiça matinal juntos.

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Ele olha para ela com ternura e ela corresponde com a mesma ternura que um cão pode ter. De todos os cães que tenho Andora é sua preferida. Ela adora receber seu carinho, seu afago, cochila no seu colo, uma amizade fiel e tenho certeza que Andora morreria por ele.

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Às vezes vejo que esta conversando com ela, bem baixinho, nunca ouvi o que diz e não pergunto, pois isso é assunto entre os dois, talvez possa ser uma confidência, possa ser um pedido ou apenas palavras de carinho. Mas pelo rosto dos dois sei que é algo bom. Como uma pessoa que lida com animais, fico orgulhoso de presenciar essa sena todos os dias na minha casa.

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Incentive seu filho a amar e respeitar os animais, crianças que aprendem o valor da vida são mais felizes. Repreenda qualquer tipo de brincadeira agressiva de ambas as partes, eduque, incentive comportamentos bons é assim que deve ser para qualquer ser vivo.

Amar é uma linguagem universal e qualquer raça mesmo que bem diferente da sua conhece essa comunicação.

 

Força, amigo Zeus

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Minha vida é movida por cães, leio cães, escrevo cães, estudo cães, trabalho cães não posso dizer que almoço e janto cães porque não é verdade, mas quando estou comendo eles também estão.

A maioria de meus alunos eu vi crescer, alguns me deixam depois de algum tempo, mas ficam guardados na minha memória para sempre, esqueço o nome e o dono, mas não esqueço do meu aluno.

Zeus é um aluno diferente está comigo desde que eu e seu dono Gustavo Gasparoto fomos buscá-lo numa casa próximo a rodoviária. O pai de Zeus se chama Moisés um enorme labrador caramelo, cabeçudo lindo. Zeus nasceu negro como a noite, mas com um brilho de luar no peito em forma de uma manchinha branca, escolhido por Gustavo justamente por esse detalhe.

Treinei Zeus como se fosse meu e logo Zeus se tornou parceiro de Kaoma minha rottweiler terapeuta. Zeus também levou muita alegria a crianças e idosos em apresentações. Passou a fazer parte de minha equipe de terapeutas mais bem treinados.

Aposentado desde os 7 anos, eu e Zeus passamos muitos mas muitos bons momentos juntos e dos maus momentos também. Certa vez estávamos parados na avenida Ismael Alonso y Alonso em cima da calçada esperando para atravessar quando fomos atropelados por um carro que ao tentar estacionar, acertou o para-choque na cabeça de Zeus fazendo-o convulsionar bem na minha frente.

Mas, para minha sorte e a de Zeus, estávamos a poucos metros de uma clinica veterinária e eu, no desespero com ele nos braços, entrei corrento pedindo socorro e com toda rapidez conseguimos salvar Zeus que ficou internado por 2 dias e foi liberado em seguida para viver sua vida normalmente.

Zeus é bem amado por seus donos que não medem esforços para tratá-lo praticamente como um membro da família. Num outro susto, Zeus retirou um tumor próximo ao ânus que graças a Deus não voltou.

Como eu disse, sempre acompanhei e acompanho a vida de Zeus. Cuidei das cruzas dele, arrumando namoradas, verificando alimentação e levando ele nas minhas sessões de cão terapia. Hoje, aos 14 anos, com catarata, surdo com dificuldade de movimentar e com uma insuficiência cardíaca, vê-lo na velhice me dá um pouco de nostalgia, tristeza, pois ele é minha ponte com a cadela que mais amei Kaoma e, por consequência, o quero muito bem, muito mesmo.

Relembrar nossas atividades juntas onde Zeus e Kaoma eram verdadeiros parceiros de apresentações. APAES, Azilos, Creches, Mac dia feliz, expocães, gincanas, desfiles de 7 de setembro, fomos em tudo que éramos convidados. Mas a vida não para para ninguém nem mesmo para esses anjos e para eles costuma ser mais cruel, pois o tempo passa muito rápido.

Esta semana Zeus foi diagnosticado com um tumor na traqueia, gravíssimo. Minha amiga Dra. Flavia Novelino fez a cirurgia para retirada deste tumor que estava dificultando meu amigo a comer beber e respirar. Hoje fui buscá-lo e, ao pegá-lo na clinica, Zeus me recebeu como se nada estivesse acontecendo, abanando o rabo, tossindo, com dificuldade de andar foi até o carro parou na porta e me olhou como se pedisse ajuda para subir, suas pernas que antes faziam truques de saltar andar apenas em duas patas mal conseguiam sustentar seu corpo cansado.

Segurei seu corpo e o ajudei a subir, me veio a imagem de Kaoma passando por tudo aquilo novamente e num relance meu coração angustiou, os olhos merejaram então chorei. Segui destino a sua casa, a vontade era levá-lo para minha, onde eu pudesse acompanhá-lo, ajudá-lo, retribuir tudo que me proporcionou.

Mas seus donos são muito leais a ele e Zeus agora está em casa, recebendo os cuidados corretamente e minha mente está lá com ele. Força Zeus, estou com você nas orações assim como todos que amam cães e sabem o que você está passando, estão todos orando por você!