O nome ideal

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Por incrível que pareça escolher nome do cão para alguns donos é um processo difícil. Alguns acreditam que o nome influencia no caráter do cão. assim como pais acreditam que o nome escolhido para o filho. Quantas vezes já ouvimos dizer: “nossa num coloca o nome de seu filho de Pedro pois todo pedro que conheço é atentado, João então nem se fala”, rs!

Com cães acredita-se que também influencia. Cães de grande porte geralmente levam nomes forte do tipo: Argus, Petrus, Akan, Gaya, Baruk, Pantera. Já os de pequeno porte temos nomes mais meigos do tipo: Belinha, Lili, Juju, Mel, Luna, Mimi, Nina, Totó.

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Há donos que gostam de inovar e colocam nomes engraçados. Já adestrei cães com nome de Baú e Gaveta (dois boxers bagunceiros), Figa (uma viralatinha linda), Terencio (um shinawzer super alegre), Tucano (bullterrier), Leôncio (viralata bigodudo), Garrancho (fila).

Há ainda os nomes de gente, José, Arthur, Maria, Ana, etc. Os donos fanáticos por futebol, Lugano, Pelé, Garrincha, Pepé, Fiel, etc. Cada um com sua personalidade. Nomes de famosos também são bastante recorrentes, como Beethoven, Lessie, Marley, etc.

Mas uma coisa eles tinham em comum muito amor no coração!

Humanização

cao humanoAtribuir aos bichos características e sentimentos humanos é chamado de Antropomorfismo. Os animais tem suas caracteristicas, seus instintos sua maneira de amar e de não amar. A cada dia que passa as pessoas humanizam mais e mais seus bichinhos, seja com vestimentas ou até mesmo nas atitudes.

Alguns cães tem a vida modificada indo contra seus instintos levando a distúrbios psicológicos e físicos. As pessoas conseguem enchergam até mesmo atitudes humanas no animal.

Conheço muitos cães que começaram a se lamber compulsivamente até se ferirem depois que começaram a usar sapatos. Veja o vídeo abaixo de cães que usam sapatos pela primeira vez:

Perfumes, banho de rosas, massagens tudo isso criado pelo o homem, mas não para agradar o cão e sim ao dono.

Se você deixase seu cão escolher o pefume que ia usar certamente ele escolheria o que tivesse cheiro de fezes de um animal herbívoro. Para melhorar seu pelo ele preferiria uma boa poça de lama ou rolaria em cima de uma bela carcaça de animal morto. É certo que não precisamos deixar que isso aconteça mas forçar costumes e atitudes humanas num cão pode causar sérios problemas.

Esse sim é feliz:

Por cima ou por baixo do tapete? Dá na mesma!

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Vi um amigo do face postando esses dias que fazia alguns dias que estava no Estados Unidos e não tinha visto nenhum cão de rua. Em seguida muitas postagens dizendo:
Primeiro mundo, Brasil é subúrbio, País desenvolvido é outra coisa ou seja baseado no que veem aqui no Brasil e no que não veem nos EUA.

Em São Paulo a eutanásia foi proibida através de uma lei e o recolhimento de animais de rua suspenso pois os canis municipais estão superlotados devido ao baixo número de adoções. Os cães são castrados e ficam lá até encontrarem uma pessoa que o adote, caso contrario, morrerá de velhice ou alguma doença grave na qual lhe será recomendada a eutanásia.

Com isso o número de cães vagando pelas ruas aumentou e o controle é feito pelo baixo empenho do governo, a grande vontade das ONGs de proteção animal e a luta de grupos de ajuda a animais abandonados.

Nos Estados Unidos, aproximadamente 5 mil abrigos de animais operam. Alguns deles são administrados por serviços do governo, de controle de animais locais e outros atuam como entidades completamente independentes.

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Não existe quem supervisione os abrigos de animais, mas a Humane Society of the United States (HSUS), a American Society for the Prevention of Cruelty to Animals e outras organizações não lucrativas fornecem as bases e diretrizes para ajudar os abrigos de animais a operar eficientemente.

Estima-se que 6 e 8 milhões de cães e gatos são encaminhados para abrigos anualmente a maioria por seus donos. Mais da metade de todos os animais que entram num abrigo são sacrificados porque estão muito doentes ou velhos ou porque não encontram quem os adote.

O tempo de permanência de um animal no abrigo depende da lei local e da legislação do abrigo. Apesar da Humane Society recomendar que os abrigos mantenham os animais abandonados por pelo menos cinco dias, o número real de dias pode variar dependendo do espaço do abrigo, da saúde e da adotabilidade dos animais.

Por isso meu amigo, em vista aos EUA, a diferença dai com aqui, é que a nossa sujeira está por cima do tapete!

Correção ou crueldade?

As pessoas me perguntam qual é a maneira certa para corrigir – na medida certa e na linguagem do cão – comportamentos indesejados do seu cão. Seria através do toque, empurrão ou até mesmo colocando o cão numa posição submissa pode ser eficaz?

Bom, vejamos! A linguagem correta para se utilizar com cães, inclui postura, posicionamento do corpo e às vezes contato corporal.

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Alguns cães corrigem seus filhotes de uma maneira bruta, muitas vezes com mordidas violentas, tudo isso para estabelecer uma hierarquia e respeito entre a matilha. Por isso muitas vezes mostrar sua força, colocando e segurando o filhote de maneira submissa de barriga para cima reforça sua liderança. Um “cutucão” no filhote seguido de um NÃO tem um efeito surpreendente na correção de algum ato indesejado.

Algumas correções consistem em criar uma situação incomoda para que o ato do cão pare. Por exemplo:

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Não quero que ele me pule. Então quando ele me pular posso segurar suas patas e não deixá-lo descer e esperar que ele implore para descer. Se você fizer isso, certamente ele vai achar a brincadeira chata e irá parar. Você pode “cutucar” os ombros do cão com as pontas dos dedos seguido do NÃO para incomodá-lo e reprimir a atitude.

Tome por exemplo algumas cadelas, mãe dos filhotes, quando está comendo e os filhotes se aproximam, mostra os dentes, depois rosna e em seguida ela mordisca o focinho deles, às vezes doido, e eles se afastam.

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Note que no outro dia quando se aproximam ela apenas rosna e estes já se afastam. Depois de alguns dias ela apenas mostra os dentes sendo esse o sinal de “não quero isso agora”. Note que a mãe mostrou, o sinal (os dentes a mostra), o som (rosnado), e a correção com toque (a mordiscada) depois retirou o toque em seguida o som deixando apenas o sinal visual.

Tapas no bum bum, fechar o focinho com a mão apertando e batendo não são linguagem reconhecidas pelos cães e isso sim é cruel. A mordiscada simulada com as pontas dos dedos é melhor assimilada pelos filhotes.

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Mas lembre-se se usada de maneira errada pode causar resistência no cão. Por isso se tem dúvida, contrate um profissional para lhe mostrar a maneira correta e a intensidade a ser feita. E cuidado, num cão grande nem tente fazê-lo, pois se ele quiser disputar a hierarquia com você, o cão pode lhe avançar.

Situações inusitadas

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Hoje contarei uma história que o leitor Rodrigo me enviou falando sobre um comportamento inusitado que seu rottweiler apresentou recentemente.

“Tenho um Rott de 8 meses que ontem me surpreendeu. Tenho um amigo que sempre vem em minha casa, e está acostumado a brincar com o Rott sem problemas. Ontem ele estava aqui e eu saí pra passear com o cão, meu amigo foi junto, o cão até permitiu que ele o levasse em parte do trajeto sem problemas. Depois meu amigo e eu paramos em um local, onde eu marquei de esperar minha mãe, e meu amigo pegou uma pedra no chão para jogar no Rio (em nenhum momento ele se virou para o cão e nem para mim) após atirar a pedra, ele veio andando na nossa direção, o cão esperou calmamente que ele se aproximasse, e quando meu amigo chegou ao seu alcance ele se lançou rosnando em direção ao peito dele. A sorte foi que eu percebi rápido o ataque e puxei a guia do cão dizendo NÃO com voz firme, o cão se acalmou, mas depois de uns instantes meu colega tentou se aproximar dele novamente e a situação se repetiu. Novamente dei o comando NÃO e segurei o focinho do cão. Meu cão não demonstra dominância comigo nem com meus familiares, obedece comandos básicos como o senta e o deita de todos da casa, jamais rosnou conosco, aceita que tiremos as coisas de sua boca e mexamos na sua ração, e também permite que o deitemos de barriga p/ cima quando brincamos com ele. Esse “ataque” surpresa é normal? Apesar dos sinais de submissão será que ele tem algum desvio sério de comportamento? Ele foi comprado de um canil sério, tem pedigree, os pais são tranquilos, e ele veio para minha casa com + de 70 dias”.

Rodrigo, esses comportamentos são esperados num cão que esta conhecendo o mundo, sendo socializado, ele não tinha presenciado ainda tal atitude, por isso você deve corrigi-lo o melhor é repetir a cena até que ele se sinta seguro e acostume com a situação, até porque a pedra foi jogada noutra direção e não na direção de vocês. Mesmo assim digo que seu cão tem um ótimo instinto de guarda que deve ser lapidado de maneira correta.

Aos interessados em adquirir e educar um rottweiler corretamente é preciso saber que ele é um cão que atinge seu amadurecimento físico e psicológico aos dois anos, durante esse período, é imprescindível que você o socialize, adestre e se preocupe com sua educação.

Eleição: propostas à causa animal

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É incrível o quanto estou recebendo de e-mail de candidatos preocupados com a causa animal. Interessante que nenhum apresentou proposta alguma, nem plano de governo, nem ideia de alguma lei para cuidar dos animais.

Até “ontem” não ouvi falar de nenhuma desses candidatos e nem os vi participando de algum movimento em prol de animais de rua ou contra maus tratos, se quer preocupavam com os cãezinhos de rua ou com qualquer outro tipo.

Depois que notaram que a cada dia as pessoas se preocupam e sensibilizam com animais, iniciou-se uma busca tremenda pelo voto destes eleitores que podem até mesmo decidir uma eleição.

Por isso deixo aqui algumas dicas para você que pretende votar em algum candidato que se diz adepto a causa animal:

– Pesquise de onde ele vem;
– Se já estava participando ou participa de alguma ONG ou grupo de proteção;
– Quais são suas propostas;
– Se as propostas condizem com a atual situação e se são de fácil realização;
– Se tem a ficha limpa;
– Se demonstra realmente entender a situação de cães abandonados ou animais maltratados;
– Se está por dentro das leis que regem a causa animal;
– E tenha sempre em mente: NÃO É PORQUE TRABALHA NA PROTEÇÃO ANIMAL QUE SERÁ UM BOM REPRESENTANTE POLÍTICO!

Analisando todo o perfil você poderá tirar suas conclusões e decidir se você e seu animal merecem ou não merecem aquele representante.

Não tem um mais baratinho?

Sou criador de rottweilers tenho um canil registrado no Kennel Club Brasileiro. Prezo pela qualidade e padrão dos cães que crio, ou seja procuro seguir o padrão que a raça pede.

O rottweiler é um cão robusto, forte, de temperamento firme, sem descontrole emocional. Para se manter uma qualidade dessa requer dedicação, qualidade no tratamento e eleição da raça. Às vezes muitos me ligam e quando ficam sabendo o preço logo me perguntam:

– Não tem um mais barato?

Respondo que não. Só tenho cães de qualidade, selecionados dentro dos padrões que a raça exige. Os que adquirem os mais “baratinhos” com o tempo me ligam perguntando:

-Dino, tem algum suplemento que possa dar para o meu cão que o faça encorpar? O cão geralmente é muito magro ou a cabeça dele é pequena, etc.

Nesse momento faço ele lembrar da genética que mencionei quando me perguntou se eu tinha um mais baratinho. Existe uma grande diferença entre criador e cachorreiro.

Um cachorreiro cria com ração barata, não seleciona matrizes, não exercita os cães, não se preocupa com a árvore genealógica e com doenças hereditárias. Apenas cruza e vende, não se informa, não estuda.

Pelas fotos, qual rottweiler você acha que é de um criador?

Dicas para uma boa caminhada

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Gabriela não conseguia andar com Thor. Ele puxava, parava para cheirar tudo que dificulta uma boa caminhada.

Muitos cães que ficam confinados em suas casa acabam dando trabalho nos passeios. Mas uma boa e tranquila caminhada inicia-se já na saida do portão.

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A maneira que você se posiciona, segura a guia já mostra ao cão se ele vai ou não obedecer. Assim que termina as vacinas você ja deve iniciar as caminhadas com liderança.

Passei dois exercícios básicos para Gabriela e você ai em casa pode fazer também. São exercícios simples, mas que farão com que a atenção do cão aos seus comandos aumente e, como consequência, o seu controle sobre ele também.

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1) Ande de um lado para o outro e mude de direção repentinamente até você notar que o cão esta prestando mais atenção em você;

2) Alterne direções e locais, mantenha uma postura mais firme imponente.

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Boa caminhada!

Cão agressivo sempre da “IBOPE”

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Outro dia vi no programa da Eliana o colega de profissão Alexandre Rossi tentando mudar o comportamento de um chow chow. Este já havia mordido os donos e outras pessoas.

Muitas pessoas tem em mente que o chow chow é um cão fácil de se conviver. Não, o chow chow é um cão de temperamento forte, com pouca conversa. Quando decide que não quer fazer, não faz.

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Necessita de liderança e por isso não é qualquer pessoa que pode criá-lo. O cruzamento desses cães também tem que ser acompanhado, evitando o cruzamento entre pais agressivos.O dono tem que participar da vida educacional e ao menor sinal que terá problemas para dominá-lo deve procurar um adestrador.

ibope3Mandala é uma chow chow cuja dona Lilian procurou ajuda assim que notou seu temperamento forte. Hoje a convivência mudou muito e Mandala se comporta muito bem.

É importante procurar ajuda quando necessário assim evita que você e seu cão vire atração num programa de auditório, rs.

Metendo o Dedo na Ferida

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Fazia tempo que queria escrever sobre o assunto mas não sabia como começar pois são muitas opiniões diferentes, respeito todas e luto para que eu seja diferente, para então sim, abominar práticas de qualquer cultura.

Se do dia para noite resolvêssemos parar de comer carne, só no Brasil pouparíamos a vida de 43 milhões de bois e 40 milhões de porcos e 4,5 bilhões de frangos. Mas como o Brasil é o maior exportador de carne de boi e frango do mundo também estaríamos falidos.

O fator alimentação ou seja o que colocamos no prato tem haver com fatores econômicos, ambientais, culturais, fisiológicos, filosóficos, históricos, religiosos. Imagine como os indianos veem nossa atitude de comermos carne bovina? Um indiano vê você com os mesmos olhos que você vê um chinês comendo carne de cachorro. Como eu disse é uma questão econômica, filosófica, fisiológica, histórica e blá blá blá…

A carne de cachorro é bastante comum na ásia oriental, na China, Coreias, Vietnã e em alguns países da África como a Nigéria. O consumo de carne de cachorro resulta da tradição cultural, escassez e racionamento de outros tipo de carne, crenças de benefícios atribuídos a algumas partes do cão.

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Nas Filipinas, por exemplo, os cães são criados em áreas rurais especificamente para consumo humano. Mas garanto que você vê isso como uma crueldade. O nosso argumento é que cachorros são inerentemente emocionais e amigáveis à humanidade. Vejo muitas pessoas criticarem tal prática, mas se sentarem na frente de um lindo e suculento bife de vaca e saborear sem peso na consciência.

Eu acho muito cruel uma pessoa comer a carne de um cão, mas ao mesmo tempo eu como carne de vaca, então posso dizer que sou um hipócrita, que critico o consumidor de carne canina, mas contribuo com o abate de 43 milhões de bois no Brasil. Sou um viciado em carne bovina. Admiro os que conseguem ficar sem carne e luto para tirar essa iguaria de minha mesa.

Vou lhes contar uma historia que aconteceu comigo e meu filho Fellipe, na época com 4 aninhos, para lhes mostrar o que penso sobre o assunto. Eu tinha dois peixes Betas, aqueles que vivem sozinho no aquário, chamados peixes de briga. Treinei um deles a tocar objetos para ganhar comida (conforme vídeo abaixo).

Tudo que eu mostrava para ele fora o aquário ele pulava para tocava o objeto e ganhava comida. Meu filho Fellipe adorava se interagir com aquele peixe beta que ganhou o nome de Badão.

Todo dia Fellipe brincava com Badão por alguns minutos enquanto dava comida a ele. Enquanto isso no outro aquário ficava o outro peixe beta, sem nome, às vezes parado, outras vezes nadando de um pado por outro. Na visão de meu filho um peixe qualquer.

Certo dia o peixe beta que não interagia morreu devido a um fungo. Fellipe o jogou no vaso sanitário e apertou a descarga, ficando apenas Badão que na visão de meu filho brincava de tocar objetos. Sem outro peixe para ficar no balcão de mármore com Badão, Fellipe ficou preocupado. Numa certa manhã acordei e encontrei o aquário todo verde e Badão boiando sem vida.

Verificando, vi que havia um dinossauro verde de plástico dentro do aquário e este havia soltado a tinta, a causa da morte de Badão. Perguntei ao Fellipe quem havia colocado aquele brinquedo dentro do aquário e este me disse que fora ele, pois Badão havia ficado sozinho durante a noite e o dinossauro de brinquedo iria lhe fazer companhia até o dia seguinte.

O destino de Badão foi diferente do outro peixe. Badão teve um velório e um sepultamento. Seu caixão foi improvisado com uma caixa de fósforos e enterrado com flores sobre seu túmulo.

Minha conclusão é que se você criar um laço de amizade com qualquer animal ou espécie, não terá coragem de comê-lo ou ser indiferente a sua morte, seria como um “canibalismo” ou traição entre amigos.

Espero que um dia eu consiga me tornar um vegetariano e assim poder sem culpa criticar quem consome não só carne canina, mas a todos que consomem qualquer tipo de carne.