Fred e eu, do outro lado do muro

fred

Depois de pular o muro fugindo de Fred, aquele dinossauro quadrúpede e já me sentindo mais seguro coloquei a mente pra funcionar, como eu iria fazer Fred me aceitar novamente, como faria ele deixar que eu o levasse pra passear?

Enquanto eu pensava do lado de fora Fred bufava pela fresta de baixo do portão, cada baforada levantava uma nuvem de fumaça seguida de um único latido confiante e firme.

Recapitulando tudo desde meu primeiro contato com Fred cheguei a conclusão que Fred no primeiro dia que me viu não me avançou porque ainda não tinha seu território demarcado, aquele quintal ainda não pertencia a ele. Três dias era muito pouco tempo para se determinar um território.

Então pedi seu novo dono que colocasse a guia em Fred e o trouxesse para fora, mais precisamente uns 50 metros longe da casa e assim ele o fez. Colocou a Fred na guia e o trouxe até mim ou melhor Fred trouxe seu novo dono até onde eu estava, pois da maneira como Fred arrastava, dava pra ver quem estava decidindo onde ir. Fred se aproximou de mim me cheirou novamente mostrei o dorso da mão ele lambeu e pronto estava eu em acordo de trégua com aquele dinossauro.

Levei Fred pra fazer uma caminhada longa e repetindo a palavra PASSEAR várias vezes durante a caminhada, até que se cansasse bastante e não tivesse vontade sequer de olhar para mim quando chegasse em casa. E assim fomos e ao regressarmos entrei com Fred, fechei o portão soltei da guia e ele saiu direto para vasilha de água.

Depois de beber bastante, ele se deitou a sombra da varanda, mal conseguindo manter aquela “cabeçona” de pé. Me aproximei tirei do bolso um petisco ofereci, mas a estafa era tanta que nem deu bola. Fui embora mais determinado a voltar no outro dia, pois não queria dar tempo para Fred esquecer o momento feliz que teve.

No outro dia ao chegar na casa Fred escutou o barulho do meu carro, se aproximou do portão, deu um baita latido mesmo assim resolvi entrar, ele ficou parado me olhando tirei a guia e mostrando a ele disse: vamos passear?!
Então Fred se contorceu e não abanando apenas o rabo, mas o corpo todo, deixando de ser aquele dinossauro chucro, parecendo simplesmente um filhotinho de poodle.

Depois disso, fiz o adestramento de Fred tranquilamente e ele se tornou um cão sociável e educado, respeitando o território dos outros, mas protegendo o seu.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s