Uma aventura no Rio de Janeiro

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Existem certas coisas que fazemos em nossas vidas que não procuramos entender, realizamos coisas que não tem explicação. Bom, eu, pelo menos, não procuro explicações, apenas vou e faço e como dizem, seja o que Deus quiser e algumas coisas, com certeza, ele aprova.

Tenho um Grupo no “finado” Orkut, rs, que se chama “Eu amo meu Rottweiler” lá fiz amizades muito sinceras, mesmo que virtuais ainda sim sentimos uma afinidade boa entre alguns membros do grupo. É o caso de minha amiga Luciana Russi, Marcos Braga, Susane Melo, Carla Pintaúde, Laressa Benevenuto e se eu continuasse a lista teria mais de 1000 pois nessa comunidade temos cerca de 43.000 participantes.

Certa vez nossa amiga, Ana Paula Lemos passava por um pequeno problema de quase 70 kilos chamado Taurus um rottweiler lindo monstrengo de meter medo só de olhar. Ana Paula havia se mudado e o único local que se poderia deixar Taurus era numa sacada cujo acesso era por uma escada ingrime em caracol. Taurus foi sedado e colocado lá na esperança de que quando acordasse retornasse sua vida normal de caminhadas. Ana é uma moça muito cuidadosa e preocupada com a qualidade de vida de seus cães, sim cães, pois junto com Taurus ainda vivia Mikey um poodle lindinho que parecia “reizinho” da casa.

O problema é que Taurus não conseguia descer a escada de caracol e a cada tentativa ele se colocava mais irredutível à decisão de aprender a descer. Pela internet dávamos dicas, trocávamos opiniões, torcíamos para que Taurus tomasse coragem de enfrentar a escada. Mas nada.

Taurus enfrentava todos que o forçassem, mas não enfrentava seu medo. Já iriam completar seis meses que Taurus se mantinha na sacada. Todos sabem de minha loucura por rottweilers e aqui de Franca ficava imaginando o coitado louco para dar uma volta, mas ninguém o convencia.

Então, numa manhã sem pensar entrei em contato com Ana e disse:
– Eu faço o Taurus descer. Ana desanimada dizia que já havia procurado ajuda profissional, mas que a pessoa disse ser impossível de ser feito devido ao grau de inclinação da escada e o temperamento de Taurus em aceitar a forcinha. Então resolvi tomar uma atitude e disse que iria até o Rio De Janeiro resolver esse probleminha e que Taurus iria sim aprender a subir e descer a escada.

… continua na próxima postagem

Insuportável

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– Alo! …Dino?!
– Sim, é ele!
– A mais ou menos 1 ano e meio te leguei porque eu tenho um SRD e ele tava ficando dominante na época você me disse pra castrar e depois faríamos o adestramento de comportamento. Acontece que contratei um profissional que me indicaram, pois me disseram que era melhor, pois era formado em Faculdade, fez até trabalho sobre o assunto e ele veio aqui e fez várias aulas. Entretanto, meu cão só vem piorando e agora chegou num ponto insuportável onde se eu sento no sofá e ele senta do lado quando vou levantar ele me ataca, não quer deixar eu levantar, não aceita nenhum carinho, meu marido não chega mais perto de mim, ele dorme em cima da minha cama e se eu mexo a noite ele me avança ou rosna basta. É só eu falar não e ele vem pra cima de mim, queria saber o que você pode fazer.

demo2 – O que o psicólogo canino te passou?
– Ele falou para eu caminhar com ele, mandou eu dar cocos pra ele desfiar e receitou um remédio forte.
– Mas o que ele passou pra você? O que ele mandou você fazer em respeito a tratar o cão, mudar suas atitudes para com ele, exercícios de liderança? Pois o problema está em você o que ele fez pra mudar vocês?
– Nada! Ele disse que era apenas pra eu ignorar o cão quando ele me agredisse era pra eu virar de costas e ir embora, só que esta piorando e agora ficou insuportável.
– Bom, temos que iniciar um trabalho árduo e cansativo com vocês. Pode acontecer de tomarmos umas mordidas mas vocês tem que estar dispostos a enfrentar o problema, persistir.
– Mas você não adestra ele pra mim?
– Não! adestro vocês a adestrar ele, pois o problema esta em vocês!
– Quanto tempo dura esse trabalho?
– Vai depender de vocês e do cão, no mínimo uns seis meses;
– Nossa! Vai ficar mais caro que o psicólogo que veio aqui e que tem faculdade?!
– Sim, tem razão e respeito ele, minha faculdade vem de mais de 20 anos trabalhando com cães, frequentando cursos, estudando, buscando métodos eficazes sempre. O problema é que agora tenho que adestrar o cão, vocês e consertar o serviço do “profissional” feito em um cão que já está com 2 anos. Quando você me ligou na época ele ainda era filhote seria bem mais fácil lidar com vocês agora, é um trabalho de risco.
– Está bem, vou ver com meu marido, mas acho que ele não vai querer, pois já gastou muito com ele.

Ser um profissional na área de comportamento canino requer tempo, estudos, experiência e principalmente honestidade. Não se pode treinar seus conhecimentos no cão de um cliente e ganhar por isso, não é justo! Cuidado com quem você contrata. Em Franca existem muitos e bons profissionais, mas também existem os que compram uma fita de vídeo ou um livro e saem dizendo serem especialistas em comportamento.

Brincadeira de mal gosto

Sessão fotográfica com Hulk, Boxer malhado, 5 meses.

Pergunta da Sara de Ribeirão Preto:

“O meu Rottweiler (Logan), em questão de obediência, não tenho do que me queixar, aliás ele me obedece até demais, a ponto de ele estar comendo e eu falar para ele parar de comer e ele parar. Se ele está no portão latindo muito eu só falo ¨Logan¨ quando vejo ele já está sentado do meu lado, e o estranho é q ele não é adestrado! Enfim DINO, o ruim é que ele está muito forte! Eu não consigo brincar com ele direito, pois eu acabo sempre saindo com ferimentos. Ele não é agressivo, mas não sabe medir a força dele, sabe, só brinca e na brincadeira ele acaba machucando. Tem algum exercício q possa dar essa noção para ele? Vivo toda arranhada e com pequenas feridas por causa dele. Grata e parabéns pelo seu trabalho!”

Bom, toda brincadeira corpo a corpo com um cão de grande porte nós levamos desvantagens. Principalmente se o cão for um Boi como o seu hehehe.

O importante é manter a linha da brincadeira apenas para objetos e não corpo a corpo com bolinhas e brinquedos. Correr com ele ao seu lado é sempre uma brincadeira saudável e divertida. Evite brincadeiras que tenham contato corporal a não ser carinhos calmos e tranquilos. Até mesmo exercícios de adestramento como “senta”, “deita”, “fica” podem ser encarados pelo cão como uma brincadeira, basta você fazer com que fique divertido.

Incentivar um cão a medir forças com você pode gerar problemas de disciplina no futuro.

Terapeutas

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Acariciar um animal pode diminuir a ansiedade de um doente do coração e até mesmo ajudar na recuperação durante uma internação hospitalar, isso tudo comprovado cientificamente.

Os benefícios do contato com eles foram notados quando os pacientes tiverem a visita de animais cooterapeutas em seus leitos.

Por isso a terapia usando animais já é aceita e respeitada em vários hospitais e asilos do mundo. Estudos mostram que uma visita de apenas 12 minutos ajuda na função cardíaca e respiratória de pacientes de um hospital, comparado com outros que foram deixados sozinhos em seus quartos.

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Ao levar meus cães no Lar São Vicente de Paulo, juntamente com minha colaboradora Vanessa e seus animais, os profissionais dizem que desde o momento em que é anunciada a visita, durante a semana os idosos residentes ali se mostram mais ativos, mais falantes e durante a visita eles diminuem o nível de ansiedade e durante a semana continuam mais felizes. Alguns menos tristes e sempre aguardando uma nova visita de seus amigos peludos.

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Eu tenho um cão mansinho! Posso fazer esse trabalho Dino?

Nem todo cão é um terapeuta. Um cão terapeuta deve ser escolhido para o trabalho de maneira correta, de preferência testes devem ser feitos por um profissional que entenda e atua na área.

Não é porque tem labrador ou um poodle que irá desenvolver um trabalho impecável. Um cão mal selecionado pode causar problemas, até mesmo acidentes. Um cão hiperativo pode pular, arranhar as pernas de um idoso, machucar tentando subir em cima de usas pernas.

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Já um cão quieto demais pode causar tristeza ao paciente caso o cão não de atenção. Um cão terapeuta tem que suportar, puxões, afagos em demasia, ser atencioso, de preferencia castrado, deve estar sempre limpo, vermifugado, ter as vacinas em dia, dentes limpos, ser sociável, não se assustar com barulhos ou movimentos do tipo arrastar pés, tosses, espirros.

O correto é montar uma equipe onde um profissional da área de saúde humana, um veterinário e pessoas voluntarias lideradas pelo profissional ira realizar o trabalho um boa equipe é essencial para quem quer realizar esse trabalho. Lembre-se: um cão terapeuta é quase um médico.

Imagine você com as orelhas cortadas!

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A mãe foi visitar uma criança que havia nascido sem orelhas e no caminho foi advertindo o seu filho a não tocar no assunto, ela dizia:
-Meu filho, o neném que estamos indo visitar nasceu sem orelhas por isso não fique falando, aliás nem toque no assunto das orelhas.
Já no local as mães já conversando viram a criança dizendo:
– Benza Deus seus olhinhos…benza Deus seus olhinhos..
As mães vendo aquele ato de ternura pergunta:
– Você gostou dos olhos dele?
A criança se vira e diz:
– Não, estou pedindo a Deus pra benzer os olhinhos, pois já pensou se ele tiver que usar óculos!
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As mutilações em cães eram feitas puramente por estética e praticidade. Os antigos cortavam as caudas  e orelhas dos cães para evitar miíase (bicheira) ou outros ferimentos durante a caça ou trabalho. Outras raças fazia-se a conchectomia (corte de orelhas) ou caudectomia (corte de cauda), para evitar que ao entrar numa briga com algum animal selvagem este não as mordesse.
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Cães da raça Pit bull tinham suas orelhas cortadas para durante a briga (rinha) dificultar que o oponente segurasse. Mas cortar o rabo ou orelhas de não tras beneficio algum a eles. O rabo de um cão é a continuação de sua coluna cervical e essa funciona como um leme, ajudando no equilíbrio durante uma corrida, principalmente nas curvas, também serve como meio de comunicação para passar informações a outro cão, com ela o cão mostra se esta feliz, bravo, em atenção com medo. Já as orelhas bem, nem preciso dizer sua importância! Cães com orelhas cortadas tem tendência a ter otites com maior frequência.
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No dia 19 de março de 2008, o Conselho Federal de Medicina Veterinária do Brasil proibiu os veterinários de realizarem algumas mutilações. A resolução diz que, “ficam proibidas as cirurgias consideradas desnecessárias ou que possam impedir a capacidade de expressão do comportamento natural da espécie, sendo permitidas apenas as cirurgias que atendam as indicações clínicas”. Por isso repense sua maneira de ver um cão se coloque no lugar dele, Imagine você com um dedo arrancado ou as orelhas cortadas, aposto que você não iria gostar.

Pode dar banho em cadela grávida?

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Lembra daquelas coisas que as mães falavam pra filhas evitarem durante a gravidez ou após o parto? Tipo lavar a cabeça no período do reguarde, etc?

As cadelas no período de gestação devem levar uma vida normal exceto, por restrição médica veterinária. Ou seja, pode dar banho normalmente exceto na ultima semana de gestação, pois pode gerar estresse na fêmea.

Após o parto pode-se dar “meio banho” na fêmea ou seja lavando a parte traseira com shampoo neutro e secando bem com o secador evitando passar umidade aos filhotes. Entretanto, é preferível não dar banho na cadela pelo menos até 10 dias após o nascimento dos filhotes. Você pode usar lenço umedecido de bebês para limpá-la se for o caso.

O risco do banho pós parto é que a cadela pode sofrer um estresse alto na hora do banho e gerar problemas na amamentação ocasionando deficiência na produção do leite.

O mesmo pode acontecer com filhote recém nascido. Deve-se esperar a liberação do veterinário para o primeiro banho pois durante o período de vacinação o filhote deve estar com a imunidade alta para que as vacinas protejam melhor, já que durante o banho o filhote pode sofrer estresse e baixar a resistência e ficar suscetível ao contagio de doenças.

Bicho Feliz

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Vejo muitas pessoas dizendo: “tanta criança passando fome e esse pessoal gastando dinheiro com animal de rua”.

Segundo a ONU, “o voluntariado traz benefícios tanto para a sociedade em geral como para o indivíduo que realiza tarefas voluntárias”. Ele produz importantes contribuições tanto na esfera econômica como na social e contribui para a uma sociedade justa.

Existem diversos voluntários ou entidades no Brasil e no mundo que cuidam de causas humanas. Porque não existir entidades ou voluntários cuidando dos animais?

Hoje em dia com aumento de animais de rua cuidar desses animais passou a ser caso de saúde pública e isso seria obrigação do governo, mas se para cuidar da sociedade humana o governo faz tanto descaso, imagine para animais. Por isso, o minimo que podemos fazer é ser a voz deles.

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Trabalho de maneira voluntária ajudando um grupo aqui de Franca chamado “Bicho Feliz”. Esse grupo realiza trabalhos constantes de ajuda a animais de rua, conseguindo tratamentos, castrações, ajuda veterinária, lar provisório.

Sua despesa mensal chega a R$7000,00 e essa despesa são pagas, por doações, organizando bazares, pedágios de ajuda, jantares e outros eventos. Graças a garra dessas garotas, um belo trabalho tem sido feito na cidade.

Mantendo uma página no Facebook, elas também contribuem ajudando no que for possível. Pessoas que perderam ou encontraram cães de rua, animais debilitados que precisam de ajuda, etc.

Quem tiver interesse em ajudar esse grupo bacana, acesse a página deles no Facebook, entre em contato e colabore. Faça a sua parte, vamos lá! Faça um Bicho Feliz!