Comprei um Rottweiler agora estou com medo dele me atacar no futuro

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Recebi um e-mail de uma pessoa que diz que está com medo do filhote de rottweiler que comprou, e que quando ele começa a brincar de morder, eles ficam parados sem reação com medo de repreender e deixá-lo nervoso.

Antes de adquirir um cão devemos pesquisar muito e conversar muito entre família para saber se todos estão de acordo e em condições de participar da educação e bem estar do cão. Pesquisar sobre raça ideal para família e se ela vai se adaptar ao local também é muito importante.

Aposto que se deixou influenciar pelas coisas que ouviu falar na mídia. Garanto que se fosse um labrador você estaria agindo de outra maneira. Certo?

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Ter medo ou receio é o pior comportamento que se pode passar a um cão principalmente se este for de guarda, se toda vez que ele morder a barra da calça de alguém e vocês ficarem parados com medo a tendência é ele achar que pode morder a calça sempre que quiser, e sabe o que vai acontecer?! As visitas que antes frequentavam sua casa vão sumir, sobrando apenas você e o cão (hehehe).

Ninguém quer chegar numa casa com roupa de domingo e sair todo babado e com a calça rasgada. Lembre-se que hoje ele tem cinco quilos ou um pouco mais. Amanhã ele terá 45 ou 50 quilos e imagine isso te pulando e mordendo mesmo que de brincadeira. Cães, sejam de qualquer raça, precisam de educação e liderança. Seja líder do seu cão e verá o quanto ele será feliz.

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Adestramento e o cão “POLICIAL”

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Durante a 2ª Grande Guerra Mundial (1939-1945) os alemães, que já treinavam cães para caça, aproveitaram as habilidades dos pastores alemães os transformaram em cães de guerra.

No inicio treinavam os cães a se alimentarem embaixo dos tanques de guerra, depois deixavam-nos com fome, recusando-lhes a alimentação por três a quatro dias os mesmo famintos quando eram levados aos campos de guerra com uma bomba amarrada no pescoço ou colete, o cães famintos vendo um tanque, corriam na esperança de encontrar comida embaixo dos mesmos sacrificando os coitados durante a explosão.

As fronteiras com a França, Holanda, Bélgica e Espanha foi exercida com a ajuda de 33.500 cães adestrados entre pastores alemães e dobermanns, quando passaram à função de guarda eram ótimos para substituir os soldados mortos.
Mesmo depois do fim da guerra, ainda que, com um grande avanço tecnológico dos meios de comunicação, o crescente aumento de veículos e a grande sofisticação do armamento, a função de guarda dos cães ainda é indispensável.

O desenvolvimento do adestramento no pós-guerra foi necessário devido ao crescimento da criminalidade mundial. Surgem, então, as grandes escolas policial-militares, destinadas ao adestramento de cães de polícia, dai o apelido do pastor alemão de “cão policial”.

Já nos anos 60, equilibrou-se a economia europeia e essa grande quantidade de cães policiais foi perdendo suas funções. Nesse período, os criadores particulares começaram a se interessar em promover competições de obediência, quando surgiu o esporte do adestramento de cães de guarda, bem como, as entidades como a VDH (Verrein für das Deutsche Hundewesen).

Começou então a participação, em competições, de outras raças como o dogue alemão, boxer, schnauzer, leonberger, rottweiler dentre outras.

Mantenha distância! Eu freio para animais

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Dia de trabalho árduo, já começo atrasado, pego o carro e vou até o condomínio Centro Médico em Franca iniciar mais uma aula com um aluno.
No caminho vou mentalizando toda minha agenda do dia para que consiga cumpri-la tranquilamente.

Em um pequeno trecho de rodovia olho para trás e vejo um carro bem próximo a traseira do meu, ensaiando para me ultrapassar, mas o fluxo de carros na pista contrária era grande e o impedia. Fiquei imaginando: já pensou se eu freio bruscamente? Se algum animal cruza a frente do meu carro e eu precise frear? E isso acontece muito nos dias de hoje devido ao aumento de cães de rua.

Ao entrar no Centro Médico quase chegando no meu local de destino já numa parte de estrada de terra um pequeno cão sai do meio do mato de uma vez e cruza a frente do meu carro. Freei bruscamente e numa manobra para desviar, sai da estrada e dei de encontro numa árvore.

Desci e fui olhar. Farol quebrado, frente amassada, seta quebrada, para-choque caído. O cãozinho parado do outro lado olhava minha cara de “sei lá”, rs.

Abaixado, olhando o estrago e lamentando, olhei pra ele e disse: – você vai pagar! Ele se aproximou lambeu minha mãos, deu algumas mordidinhas e foi embora feliz da vida – e em parte eu também. Não foi o pagamento que eu planejava, mas já estava de bom tamanho (kkk).

Cuidado. Mantenha a distância! Eu freio para animais.

Será que tem a ver com cultura?

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Julie e João me ligaram a algum tempo solicitando uma visita para corrigir o comportamento errado de seus cães.Julie, alemã naturalizada brasileira e João um legitimo brasileiro. Um casal muito simpático que formam uma mistura ótima como goiabada com queijo ou um verdadeiro Semmelknödel(comida tipica alemã que nada mais é que uma espécie de cebola servida com pão, a principio estranho, mas quando se experimenta, hum divino!).

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João ansioso, muito carinhoso com os cães, coração mole, um pouco sem paciência, confessa que tenta resolver no grito e às vezes lendo sermões para os cães. Julie um pouco calada talvez porque não domine o português muito bem, corrige seus cães de acordo com que aprendeu em literaturas e vídeos, muito carinhosa e, como João me disse, um pouco mais rígida na parte de exigir disciplina.kao3

Na Alemanha as pessoas que possuem cães são muito adeptas ao adestramento e educação dos peludos, existem provas de adestramento básico de obediência onde senhoras e senhores alguns com mais de 60 anos participam com seus cães. Sem falar nas provas de Shutzhund criada pelos alemães onde o cão participa de um circuito de provas que engloba obediência, faro e guarda.

Desde a última vez que estive lá deixei uma série de exercícios para que eles fizessem, para que os cães parassem de latir na rua, puxar nas caminhadas, tentar brigar e avançar em estranhos. Hoje voltei, uma segunda visita para avaliarmos como anda a educação deles e a liderança de seus donos.

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João bem mais paciente prestando mais atenção nos exercícios e com outra postura de liderança. Já Julie, impecável, dominando, corrigindo no tempo exato, andando com seus cães, mantendo uma postura de líder passando sinais a seus cães o tempo todo. Uma tipica cidadã alemã com simpatia brasileira, preocupada com a educação de seus filhotes. Amável, carinhosa, líder.

É ótimo quando volto e vejo que minhas dicas e ensinamentos não foram em vão e os donos fizeram o papel que lhes foi proposto.

Parabéns João e Julie vocês estão se tornando ótimos lideres!

Guarda e ataque. Qual a diferença?

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Muitas pessoas hoje em dia querem um cão que seja de companhia, carinhoso com a família, respeitoso com as visitas e cruel com ladrões.
Melhor ainda se atacar sob comando.

Mas é melhor ter um cão com uma guarda natural ou seja do próprio instinto dele, do que um mal treinado ou com um dono irresponsável.

Um cão treinado para guarda pode confundir uma criança escondida num parque com uma figurante das aulas de adestramento de guarda.

Por melhor que seja o cão, o adestrador e o dono, esse treinamento não irá funcionar como um relógio suíço.

O que ocorre com o cão treinado?

O cão treinado fica condicionado a reagir sob qualquer ameaça ao seu dono.
Treinar um cão para atacar não é como programar uma máquina, daquelas que geram sempre a mesma resposta quando ativadas. Condicionamentos precisam ser mantidos, revisados e corrigidos. E o controle deve ser maior ainda quando se lida com comportamentos perigosos, ou seja, cães sem temperamento psicológico estável.

Quando não fazê-lo?

Há quem pede para fazer em cães com temperamento medroso. pensam que este irá ficar corajoso. É verdade que com o treino muitos cães medrosos passam a atacar. Mas isso não quer dizer que deixam de ser medrosos. Mas o cão pode aprender atacar por medo o que torna mais difícil seu controle. Existe também o mito de que, para obter controle total sobre um cão, é necessário ensiná-lo a atacar e a interromper o ataque sob comando.

Alguns cães atacam mesmo sem treino

Muitos cães defendem o proprietário e a propriedade naturalmente, sem terem sido treinados. Nesses casos, é importante conseguir controlar e inibir a agressividade do animal para evitar acidentes. Esse controle é obtido por meio da repreensão do cão quando ele se mostrar agressivo diante de uma situação, a qual pode ser armada especialmente para isso.

Pense com cuidado antes de estimular a agressividade. O cão pode ser excelente defensor da propriedade e da nossa vida. Mas também pode machucar seriamente uma criança ou uma pessoa inocente e até matá-la.

É possível treinar um cão para latir e acuar um invasor sem mordê-lo.
Esse condicionamento também tende a estimular a agressividade do cão, mas não é tão perigoso quanto o treino que permite ao cão morder pessoas.

Veja o vídeo a baixo:

Por que o cão adestrado anda do lado esquerdo?

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Uma das teorias é que antigamente, somente cavalheiros guiavam cães, as damas seguravam os cãezinhos no colo. Como a dama sempre andava à direita do cavalheiro, o cão ficava ao lado oposto dela, do lado do coração. Hoje, as damas guiam os cães também pelo lado esquerdo.

Outra teoria de se andar com cães pelo lado esquerdo vem dos treinamentos de Schutzhund, que é um tipo de competição super difícil.No Schutzhund (nem precisa dizer que foi inventado por alemães, né?) o cão é submetido a provas de obediência avançada, faro, ataque, defesa e agility.

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Pois bem, o princípio é que a pessoa, para ter maior segurança, deveria andar sempre na mão contrária do trânsito. Supondo que esta mesma pessoa esteja andando numa calçada, ela teria o lado direito do corpo mais protegido por muros e residências e o lado esquerdo protegido pelo cão.

Se for um profissional de segurança, um policial por exemplo, e este policial for destro, estará segurando a arma na mão direita, então é mais seguro para o cachorro andar do lado esquerdo e não levar um tiro acidentalmente.

Além disso, se a pessoa aprender a segurar a guia corretamente (como é o caso dos treinadores e competidores de provas de obediência), ela vai ver que segurando a guia com a mão esquerda, junto da perna esquerda, ela tem muito mais alavanca com a mão direita (a guia deve ser segura com as duas mãos), para corrigir o cachorro e controlá-lo.

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Mas existem pessoas que preferem o outro lado. Não tem problema, desde que todas as pessoas treinarem o cão sempre do mesmo lado!

O ideal será que o cão ande ao nosso lado e a guia forme um “U’, pendendo na altura dos nossos joelhos. A nossa esquerda dá carinho ao cão, enquanto as dianteiras dele se encontram alinhadas com os nossos pés. Uma guia reta significa que o cão puxa.

O importante é levar seu amigo pra caminhar sem estresse para os dois.

Vai lá, pegue a guia! Que tal uma boa caminhada?

Calopsitas merecem cuidado como qualquer outro animal de estimação

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As pessoas tem uma ideia errada quando pensam em ter uma calopsita. Se elas adoecem, não as levam ao veterinário por acharem caro uma consulta e algumas chegam até a apresentar problemas psicológicos devidos a sua má qualidade de vida. As calopsitas são aves típicas do interior australiano e começaram a ser criadas no século XVIII, porém foi somente na década de 70 que elas passaram a ser comercializadas no Brasil.

Primeiramente, elas tinham apenas a coloração acinzentada, também chamada de normal. Através de suas criações, ocorridas ao longo do século passado foram surgindo novas cores para a sua penugem. Atualmente verifica-se mais de treze cores, entre elas a amarela, albina, arlequim e a pastel.

Foi na década de 90 que estas aves tornaram-se mais conhecidas pelos brasileiros, contudo, a ausência de uma correta informação – principalmente em relação a alimentação adequada para estes animais – tornou-se responsável pelo alto índice de doenças e mortes destas aves ariscas que, ao serem domesticadas, tornam-se dóceis a ponto de serem consideradas mais um membro da família.

A perspectiva de vida das calopsitas gira em torno de quinze anos, mas para que isso ocorra alguns cuidados diários deverão ser tomados pelos seus donos.

O primeiro cuidado refere-se à escolha da gaiola da ave, pois esta precisa ser de um tamanho adequado a permitir a mobilidade do animal. A ave deve ter espaço suficiente para receber todos os alimentos necessários para seu bem-estar, bem como para pequenos vôos e para os brinquedos dos quais tanto gostam e que geram a sua distração ao longo do dia. As gaiolas redondas não são recomendadas, pois a ave acaba perdendo a orientação espacial no qual pode acarretar distúrbios em seu comportamento.

Com relação à água, a Calopsita pode perder quase toda a sua gordura corporal armazenada, bem como mais de metade das suas proteínas e ainda sobreviver. No entanto, a perda de 10% da água corporal, pode causar doenças graves. Sem a reposição da água que é perdida, o resultado será a morte. A água oferecida a ave deve, preferencialmente, ser fervida.
A higienização da gaiola devem ser efetuadas todos os dias, para que a calopsita não tenha contato com nenhum fungo ou bactéria que possa lhe trazer alguma doença. Em relação a isso, é válido informar que os poleiros, bebedouros e fundo das gaiolas também deverão ser lavados pelo menos uma vez na semana, tudo para garantir saúde a sua ave!

Quanto a alimentação, a calopsita se alimenta principalmente de sementes, porém, oferecer somente sementes como alpiste, painço, aveia sem casca e girassol faz com que a alimentação de sua ave fique empobrecida. O ideal é oferecer junto destas, frutas e verduras cortadas em pequenos pedaços, farinhadas e vitaminas.

A qualidade e procedência das sementes e farinhadas devem ser analisadas pelo dono do animal, pois há a possibilidade que um estoque a longo prazo seja responsável pela criação de mofo e fungos, bem como pela perda de limpeza, brilho e coloração das sementes.

Alguns donos de calopsitas costumam dar sementes de girassol em grande quantidade às aves, pois verificam que elas gostam deste alimento, mas é preciso ter cautela, pois estas sementes são ricas em gorduras e podem comprometer a saúde de sua ave. Por isso, a semente de girassol deve ser oferecida somente em pequenas quantidades e esporadicamente às aves.

Em relação as verduras e frutas, somente algumas delas são indicadas, pois outras podem gerar diarreia no animal. Dentre as frutas permitidas, podem ser oferecidas: maçã, banana, uva e pequenos gomos de laranjas. Quanto às verduras e legumes, o ideal é que sejam oferecidos: rúcula, cenoura, jiló, milho, espinafre e brócolis.
Todos estes alimentos só poderão ser oferecidos após serem lavados, devendo ser dados em pequenas quantidades e em dias diferenciados, tudo para que a alimentação torne-se variada e balanceada. Os alimentos proibidos são: abacate, alface, cafeína, chocolate, bebidas alcoólicas, sal, gordura, folhas de batata, tomate e feijão, sementes e caroços em geral (principalmente os de maçã, damasco, cereja, pêra, ameixa, pêssego).

Ainda poderão ser oferecidos bastões de sementes em alguns dias da semana e suplementos minerais, como osso de siba e pedras de cálcio, em épocas de postura e troca de penas.

As calopsitas são muito sensíveis ao frio, sendo que a temperatura ideal para uma vida saudável da sua ave é aproximadamente 25°C. No inverno, na hora de dormir, é aconselhável cobrir a gaiola com uma coberta e se possível um aquecedor de ambiente.

Por fim, para que a saúde de sua calopsita seja preservada, é necessário que haja um ambiente adequado, horário para brincar e dormir, respeito em relação a higiene do animal e alimentação balanceada, sendo sempre prudente buscar a ajuda de um profissional especializado na área de medicina veterinária em caso de dúvidas e problemas de saúde da ave.