Ligeiramente gravida!

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“Mamãe eu acho que estou… ligeiramente grávida. Mamãe não fique pálida, a coisa não é ruim. Se lembre, um dia você já ficou assim”, diz a música. 

O que vou fazer com meu cão ou gato ou passarinho?

Simples! Continuar a conviver com eles.
Mas e a toxoplasmose?

Há algum tempo, muitos médicos, tinham uma sugestão drástica em relação às grávidas e animais: limitar o contato. Uns diziam até mesmo para doar o animal. Após diversos estudos, hoje sabe-se que não é necessário tomar atitudes tão drásticas, e é possível, sim, uma convivência harmoniosa entre a proprietária e seu cachorro, mesmo durante a gestação.

Mom to be and puppy

Mas algumas regras tem que ser obedecidas, mesmo sem a pessoa estar gravida.

* Manter limpo o ambiente: evite deixar fezes ou urina, pois além de contaminantes (ainda mais se o cão pisar e ficar passeando pela casa), podem atrair mosquitos, vetores de doenças.

*A saúde do seu cachorro deve estar em dia: seguir corretamente o programa de vacinação e vermifugação, segundo o veterinário responsável.

* Sempre que limpar o local em que o cachorro fica, ou brincar com ele, lave as mãos.

*Se você ainda não está ligeiramente gravida, pense bem antes de arrumar um cão, pois ele vive no mínimo 12 anos. Querer se desfazer de um ser vivo depois de tanto tempo mostra quão boa mãe você será.

Uma difícil decisão

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O telefone toca!

Uma voz engasgada do outro lado.

– É o Dino?!
– Sim, sou eu.
– Precisava que você levasse meu cão ao veterinário.

Não faço transporte de animais, mas algo me dizia que tinha que ser eu. E fui.

Chegando ao local uma senhora me atendeu e pediu para esperar que ela iria trazer seu cão.
Trazendo pela guia bem lentamente um setter irlandês de 15 anos, andando muito devagar o pelo todo raspado, cheio de feridas, e em baixo da barriga, vários tumores abertos, onde as moscas não o deixavam em paz.

Aparentemente cansado, sua dona me entrega a guia, seus olhos cheios de lagrimas não conseguiam encarar mais aquela situação. Ao voltar seu olhar pra mim ela pergunta:

– Você é o Dino adestrador?
-Sim. Sou eu mesmo.
– Foi você que adestrou ele há uns 14 anos.

Então,toda cena na cabeça onde eu adestrava um filhote de setter, o qual não poderia esquecer, pois em vários anos havia sido apenas dois adestrados por mim.

Me abaixei e segurando o rosto daquele velho cão cansado, comecei marejar meus olhos de tristeza, lembrando bons momentos entre eu e ele. Levantei, segurei a guia e disse “JUNTO” batendo na perna e andando e ele prontamente ficou ao meu lado. Dei o comando “ALTO” em seguida “SENTA” e “DEITA” e ele relembrando todo exercício o fez como um bom e fiel amigo.

Sua dona chorava de emoção misturado a tristeza da condição de saúde dele. Mandei o “FICA” e ele também obedeceu, parado alguns segundos até que eu o chamasse para perto de mim.

O coloquei no carro e sua dono disse:

– É só deixa-lo no veterinário. Já deixei tudo certo!!!

Fiquei com medo de perguntar o que ele iria fazer, mas meu coração já sabia que não seria boa coisa, pois toda situação conspirava para algo ruim.

No veterinário, tive a confirmação: seria uma eutanásia. Ele estava com o câncer tomando conta de órgãos vitais e aquelas feridas não cicatrizavam mais. Me restou pedir a veterinária que se eu pudesse, gostaria de ficar ali segurando a pata daquele cão no momento tão difícil. Assim foi feito.

Meu amigo morreu de maneira tranquila, sem sofrimento, na certeza que seu dever estava cumprido aqui neste mundo.

Dia difícil. Muito difícil.

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Quando é hora de optar pela eutanásia?

Decidir pelo fim da vida de seu animal de estimação requer sangue frio, mas colocar fim ao sofrimento de seu cão também é um ato de amor.

Decidir pela eutanásia de um animal de estimação não é uma tarefa fácil. O processo exige dos donos muita compreensão sobre o momento que o bicho está passando, e muita sensibilidade por parte dos médicos veterinários para explicar quando o sofrimento do animal torna-se maior do que a vontade de que ele continue vivo.

Meu objetivo não é debater se a eutanásia é algo certo ou errado, se é algo aprovado por Deus ou não. Deixo aqui minha vivencia de alguém que os ama, recolhe animais de rua e tenta dar a eles uma segunda chance.

Sei que é complicado para um dono optar por sacrificar seu cão. Nós acompanhamos seu desenvolvimento, o vimos quando ainda era apenas uma bolinha de pelo e decidimos por sua vida ao nosso lado, então decidir por sua partida nos torna culpados e sempre fica aquele
pensamento: “será que fiz a coisa certa?”

A eutanásia deve ser realizada apenas em situações em que o animal não tem mais qualidade de vida: quando não come mais e não demonstra vitalidade. A primeira pergunta que os donos fazem é se ele vai sofrer. E a resposta é não, na eutanásia ele não sente nada.

Se você tentou de tudo, e ainda sim seu cão está com dores, criando escaras de ficar deitado e mesmo o virando, as feridas continuam aumentando,tenha certeza que está fazendo a coisa certa.

Deixar um animal sofrer, no meu ponto de vista, é mais desumano que interromper este sofrimento. Por isso ao ter que tomar esta decisão coloque num papel todos os pontos positivos de mantê-lo vivo por quem sabe alguns dias e os negativos.

Tenha certeza que seu coração irá falar mais alto te ajudando a tomar a decisão correta.

Boa sorte!

Qual a diferença entre urinar e marcar território?

cao296Certa vez perguntei ao meu pai os motivos do cachorro levantar a perna pra fazer xixi num muro ou poste. Ele disse que uma vez um cão viu um homem urinando num poste e o poste caiu em cima dele e depois disso a noticia se espalhou no mundo canino e todos os cães antes de urinar em algo seguram com a perna pra não cair em cima deles. (haha)

Existe sim uma diferença entre o ato de urinar por uma necessidade fisiológica e o ato de urinar com o fim de marcação territorial. Não é difícil perceber quando a urina de seu cachorro se enquadra no primeiro ou no segundo caso, já que no primeiro a quantidade de urina é bem maior que no segundo.

Na marcação de território, o cachorro deposita um pequeno jato de urina, e raramente é feito no chão. Isso abrange portas, pés de mesa e móveis.

A marcação de território é um comportamento instintivo dos cachorros. Ao marcar território sua intenção é enviar uma mensagem para os outros seres que habitam a região. A mensagem pode ter múltiplos significados, podendo ter o objetivo de deixar claro sua dominância na região, de indicar disponibilidade sexual, etc.

marcando_territorioAssim, por mais treinado que seu cão seja para não urinar dentro de casa, não está excluída a hipótese de que ele venha a marcar território urinando nos seus móveis.

Entretanto, existem outras possibilidades que podem levar seu cachorro a esse tipo de comportamento. A marcação de território também cumpre papel na construção da autoconfiança canina. Portanto, caso seu cachorro esteja inseguro é possível que ele venha a urinar pela casa. Outra possível causa é estar frequentemente deixando seu cão sozinho.

Dessa forma, tudo o que for novo está sujeito a induzir o início ou o aumento desse tipo de comportamento. Sendo assim, é possível que isso ocorra em móveis novos, os quais contêm odores que os animais não estão acostumados; com a chegada de um bebê em casa; com um novo animal de estimação; com visitantes estranhos…

A marcação de território é um comportamento que pode estar presente tanto nas fêmeas quanto nos machos, sendo muito mais frequente para os machos. Além disso, é um comportamento muito mais frequente em raças menores do que em raças maiores.

Além disso, geralmente, a incidência desse tipo de comportamento em cachorros castrados é muito menor. Ainda assim, não há certeza de que a simples castração do seu cachorro resolva todos os seus problemas. Isso pode ocorrer, pois como já dito acima, as causas deste comportamento podem ser muitas.

Boa sorte!

Saiba os motivos que os cães montam nas pernas das visitas

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Deixe de malícia. Às vezes a mania canina de se esfregar nada tem a ver com sexo. Até mesmo ao montar outro cachorro, o bicho pode querer simplesmente expressar dominação, testando a aceitação e a submissão do outro.

Quando falamos de um filhote, é provável que a conduta seja uma espécie de treino para a vida adulta. No caso, o movimento é uma brincadeira, um exercício. Carência afetiva e tédio também podem provocar o hábito, enfim, é a saída que o cão encontra para chamar a atenção do dono.

E onde entra o impulso sexual nessa história? Se o bicho tiver tendência para uma excitação exacerbada ou sofrer de um excesso de testosterona, por exemplo, aí sim, acaba se masturbando. Cabe ao veterinário, então, diferenciar quando se trata de uma atitude, digamos, normal ou não. Se os motivos são hormonais, as opções de tratamento variam de medicamentos e castração a acupuntura e homeopatia.

No entanto, se o veterinário conclui que a postura atrevida é pura falta de educação, ele deve orientar o dono a procurar um especialista em comportamento. Tanto os machos quanto as fêmeas às vezes apreciam um certo exibicionismo, especialmente no período do cio. A castração costuma solucionar o problema em cerca de 70% dos casos.

Caso não resolva melhor procurar o especialista em comportamento.

Cão não é objeto

(Fonte: Gettyimages)

(Fonte: Gettyimages)

Muitos têm uma mentalidade egoísta quando o assunto é ter um cão. O que eu quero dizer com isto?

Quero dizer que muitos têm ou veem o cão como um objeto de decoração. Tudo parte das primeiras ideias. “Quero um cão pra me fazer companhia”. Mas o próprio dono não faz companhia ao cão, sai às 6 horas e volta só à noite. “Quero um cão pra dar sinal”. Dane-se se ele tem que passear, caminhar pelo menos três vezes por semana, o lugar que ele vai ficar…

“Quero um cachorrinho pro meu filho, pois o médico falou que é bom pra hiperatividade”. Dane-se se o moleque vai judiar, bater, extravasar a hiperatividade no cão, pois é pra isso mesmo que comprei e o cão que arrumei.

Na primeira dificuldade ou mudança na vida querem se desfazer cachorro. Cães não são objetos, não são descartáveis, aliás animal algum é. Devemos parar de ter a ideia de que se não deu certo a gente encontra alguém que queira, pede ajuda no Facebook para doar.

As pessoas que adotam também têm que ter a percepção que se o cão está sendo doado é porque ninguém quis. Cães latem, defecam, urinam, quebram, roem, destroem e se no primeiro ato do cão você desiste dele é porque realmente não estava preparado para ter um.

Cães fazem isso tudo que eu disse, mas se parar de prestar atenção nestas coisas ruins que eu disse, e prestar atenção na alma dele, verá que ele tem muito mais para te dar do que você possa imaginar.

Com um cão, ninguém pode reclamar de solidão

dogsCerto dia, numa fila do banco, onde muita gente impaciente resmungava os mais diversos assuntos, me vi conversando com uma senhora. Sabe aqueles papos que você nem lembra como começou? Foi assim!

Ela me dizia que havia perdido o marido naquele mês, após um sofrimento quatro anos com mal de Alzheimer. Não estava acostumada a sair de casa e ficar tanto tempo fora, pois tinha horários de remédios para cumprir e ele não podia ficar sozinho. Os filhos cresceram e cada um foi para um lado tocar a suas vidas, e agora ela se sentia sozinha e inútil. Naquele instante me veio a ideia de dizer: “arrume um cão’.

– Um cão? – perguntou

-Sim! Um cão. Ele vai ajuda-la a passar por esta fase. Garanto que terá um ótimo motivo pra voltar para casa.

– Tem razão moço. Para quem cuidou de uma pessoa com Alzheimer, um cão será fácil.

Passado algum tempo, não me lembro quanto, andando pelo calçadão da Praça Barão, ouço uma voz de senhora chamando.

– Moço. Moço. Moço!

Olhei e vi que era comigo, ela então caminhou em minha direção.

– Nossa, moço! Deixa eu te dar um abraço. Lembra aquele dia que conversamos na fila do banco? Pois é, arrumei um cãozinho, um bassezinho, lindo, sapeca e bagunceiro, mas como você disse, ele completou o que eu sentia falta. Alguém que precisasse de mim. Muito obrigada. Agora deixa eu ir, pois tenho que dar comida pra ele”, disse ela, que logo foi embora.

Qual o valor disso?

1461765_245340235625695_1789117631_nCertas coisas não tem preço.
Ver uma criança com necessidades especiais, relaxar a musculatura e se divertir na presença de um cão é uma delas. Foi assim no dia 30 de novembro passado, em Patrocínio Paulista.
Acreditávamos que iriam pelo menos 50 pessoas, mas foram apenas 10 e o que era pra ser apenas uma apresentação se transformou em uma sessão de “cão terapia”.

Este é o Kauã, meu amigo e amigo da Andora. Tem coisas que acontecem e não são por acaso. No meu ver foi melhor do que se tivesse 150 pessoas. Pude ajudar alguém individualmente e estou emocionado até agora.